Índia duplica sua capacidade em energia solar

Os investimentos em geração de energia solar na Índia deram resultado e impulsionaram o desenvolvimento alternativo e sustentável do país. A Índia está agora em fase de construção de uma grande usina solar.

 
Em 2013, o país acrescentou pouco mais de um gigawatt de energia solar à sua rede elétrica e, segundo o Carbono Brasil, os números indicam que a capacidade fotovoltaica no país pode ir muito além das metas nacionais instituídas pela NSM (Missão Solar Nacional).

 
A capacidade em energia limpa no país aumentou quatro gigawatts nos últimos dez anos. A produção eólica responde por dois terços desse total. O governo indiano pretende duplicar a capacidade de fontes renováveis de energia até 2017.

 
Uma das ações para alcançar esse objetivo é a construção da “Ultra-Mega Green Solar Power Project” na região do Rajastão. Além disso, há o acordo de cooperação em energias renováveis que Portugal e Índia firmaram recentemente. O país asiático analisará a possibilidade de desenvolver projetos de energia solar em Portugal.

 
http://ciclovivo.com.br/noticia/india-duplica-capacidade-de-energia-solar

ENERGIA SOLAR É MAIS UMA ALTERNATIVA PARA A EFICIÊNCIA DA ILUMINAÇÃO PÚBLICA

Com o crescimento desordenado das cidades, aumentou a demanda das prefeituras por projetos que viabilizem a mobilidade e o desenvolvimento com um mínimo de organização e sustentabilidade. Dentre outros custos, o gasto com iluminação pública é proporcional ao crescimento da população.
Uma demonstração disso é a troca de lâmpadas de vapor de sódio por lâmpadas LED em alguns parques, ruas e túneis de São Paulo. Segundo pesquisa realizada em 2012 pela Climate Group, em 12 cidades no mundo, a iluminação pública é responsável atualmente por 19% do consumo mundial de eletricidade, e por 6% das emissões de gases de efeito estufa.
Outras formas de aplicações energéticas e de iluminação que utilizem energia solar são estimuladas e pensadas de reuniões realizadas bianualmente pelo C40 – grupo constituído por prefeitos das 40 maiores cidades do mundo. Eles se reúnem de tempos em tempos a fim de discutir novas soluções para que metrópoles sejam estimuladas a utilizar fonte de energias alternativas, dentre outras iniciativas.
“Aplicar a energia solar como fonte complementar de energia em prédios e outros equipamentos públicos pode contribuir ainda mais com a redução do custo com a energia elétrica, a médio e longo prazo”, garante Pedro Pintão, engenheiro e sócio-diretor da Neosolar Energia, empresa paulista especializada em soluções e capacitação para energia solar.
Toda iluminação de órgãos e vias públicas necessária para o atendimento do munícipe, e ainda uma futura estação para reabastecimento de veículos movidos a eletricidade são possibilidades reais, que apoiariam práticas mais sustentáveis.
Ao integrar a geração de energia a partir de fonte solar aos locais de atendimento público é possível atingir altos índices de economia. “A economia atingida é de acordo com o projeto. Realizamos um estudo para identificar a média de consumo e a capacidade de produção de energia no local – que vai depender do espaço físico disponível para instalação dos painéis e demais equipamentos necessários para a geração de energia”.
Além do total do projeto, a Neosolar Energia realiza também a instalação e manutenção dos equipamentos, além de oferecer capacitação profissional para quem tiver interesse em se tornar um instalador.

 

Maior usina solar do mundo começa a gerar eletricidade

Começou a funcionar nesta quinta-feira (13) a Ivanpah Solar Electric Generating System, maior usina de energia solar do mundo, que está localizada na Califórnia, nos EUA.

 

O título de maior complexo produtor de eletricidade proveniente do sol era da Shams 1, usina localizada em Abu Dhabi, capaz de gerar 100 megawatts de energia.

 

Mas hoje, após resolver questões regulatórias e problemas jurídicos e entrar em funcionamento, a Ivanpah desbancou bonito a concorrente árabe.

 

Em um terreno de 13 km², a usina abriga 300 mil espelhos para coletar a luz do sol e tem capacidade bruta de produção de 392 megawatts de energia – quase quatro vezes mais que a Shams 1, em Abu Dhabi.

 

Com o tanto de eletricidade que produz, a nova usina solar – que pertence às empresas NRG Energy, BrightSource Energy e Google – será capaz de abastecer cerca de 140 mil casas da Califórnia. Segundo comunicado oficial, ao passar a utilizar energia limpa, esses domicílios deixaram de gerar 400 mil toneladas métricas de CO2 por ano – o que equivale a remover 72 mil veículos das ruas.

 

 

Fonte : http://exame.abril.com.br/economia/noticias/maior-usina-solar-do-mundo-comeca-a-gerar-eletricidade

 

 

 

Entenda as diferenças e vantagens das energias solar fotovoltaica e termossolar

Na tecnologia solar fotovoltaica a radiação solar é convertida diretamente em energia elétrica, por meio de células fotovoltaicas feitas geralmente de silício, um material semicondutor. Além de módulos e painéis, o sistema inclui equipamentos elétricos tais como inversores de tensão e cabos. Pode ser utilizada para complementar ou substituir a energia elétrica convencional em residências, estabelecimentos comerciais e industriais.

 

Ainda recente no Brasil, a tecnologia começa a ganhar incentivos para se firmar como opção por aqui. Um deles é a resolução 482/2012 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que o criou o Sistema de Compensação de Energia. Por meio deste, o sistema fotovoltaico pode ser conectado à rede pública de forma simplificada, atendendo o consumo local e injetando excedente na rede, que retorna ao consumidor ou à empresa sob a forma de créditos em energia. O ‘bônus’ tem validade de 36 meses e pode ser direcionado ao pagamento da conta de luz da própria unidade ou de outras de mesma titularidade.

 

Ao contrário da tecnologia fotovoltaica, a energia solar térmica já é bastante difundida no Brasil. O que não significa que o país tenha alcançado todo seu potencial para aproveitar a radiação solar no aquecimento da água utilizada em chuveiros, torneiras, piscinas e processos industriais. Mas com o domínio da tecnologia por diversos fabricantes e os ganhos de escala verificados nos últimos anos, existe a expectativa da ampliação de seu uso.

 

Basicamente, o sistema é composto por coletores solares e um reservatório térmico (boiler) para armazenar a água até o momento do consumo. As placas são constituídas por uma caixa externa de alumínio, serpentinas internas de cobre e isolamento, em poliuretano ou lã de vidro ou lã de rocha. A parte escura, também chamada de aleta e que tem função de absorver e transferir por meio das serpentinas a energia solar para a água, é feita de alumínio ou cobre pintado com tinta especial. A cobertura é de material transparente, geralmente vidro ou acrílico.
De acordo com o engenheiro Raphael Pintao, sócio da Neosolar Energia, o projeto do sistema fotovoltaico tem como base os dados sobre o consumo médio de energia (em kWh) da edificação. “Pode-se optar por produzir 100% da demanda ou uma porcentagem desta, sendo o restante fornecido automaticamente pela rede pública”, ressalta. A localização geográfica do imóvel e as condições arquitetônicas para a instalação das placas fotovoltaicas também interferem no dimensionamento.

 

Pode ser identificada, por exemplo, a necessidade de uma estrutura auxiliar para a fixação dos painéis, caso a inclinação do telhado seja plana ou em ângulo desfavorável. “Sabendo a quantidade de painéis necessários e verificando o padrão da rede elétrica, projetamos o sistema, definindo o tipo e número de inversores (responsáveis por transformar a energia em corrente alternada, 110 V ou 220 V), além de determinar o tipo de estrutura para fixação, cabeamento e proteções elétricas”, revela o executivo da Neosolar.

 

O volume de água quente solicitado na edificação e os hábitos de consumo de seus usuários são informações-chave na definição das características do sistema de energia solar térmica. Para elaboração do projeto de aquecimento solar em prédios, unidades industriais e comerciais, como hotéis e hospitais, o ideal é consultar o suporte técnico dos fabricantes, para um dimensionamento preciso. A orientação é do engenheiro José Raphael Bicas Franco, diretor-técnico da Soletrol. “Nesses casos, normalmente, o consumo de água é elevado, o que demandará uma área coletora maior”, justifica.

 

Em residências, explica o profissional, a definição pode partir de um cálculo prático, com base no consumo diário de água quente por pessoa, que no Brasil está estimado em 100 litros. E também na área coletora exigida para aquecer esse volume de água, que varia conforme a região. Grosso modo, no Nordeste a relação é de 1 metro quadrado de área coletora para 100 litros, em média. No Sul são necessários geralmente 2 metros quadrados de área coletora para igual volume. Lembrando que a área disponível e as condições de instalação das placas também influenciam na definição do sistema ideal.
Custo-benefício

 

A viabilidade do uso da tecnologia solar fotovoltaica é tanto maior quanto for a tarifa de energia e a disponibilidade de radiação solar na região da unidade geradora/consumidora. O retorno do investimento ocorre no longo prazo, reconhece Raphel Pintao. Como exemplo, ele simulou os custos para uma residência com consumo mensal de 500 kWh, em Belo Horizonte, cidade que tem boa insolação durante o ano. O sistema completo, incluindo projeto, equipamentos (15 placas de 240 Wp ou 3,6 kWp), regularização junto à distribuidora e instalação, sairia por volta de R$ 30 mil. Considerando o preço da energia em Minas Gerais, a economia anual seria de R$ 3,2 mil, com retorno estimado do investimento em sete anos.

 

A disponibilidade de radiação solar no Brasil somada ao uso intenso de energia elétrica para o aquecimento de água são justificativas suficientes para a implantação da energia termossolar tanto em residências, quanto em unidades comerciais e industriais. Entretanto, mesmo que os equipamentos tenham hoje custos mais atraentes, é sempre importante avaliar a viabilidade da implantação do sistema, principalmente em edificações já construídas, uma vez que adaptações na rede hidráulica podem ser demandadas e nem sempre há área suficiente no telhado para a instalação dos coletores na quantidade e em condições adequadas.

 

O sistema se mostra interessante para edificações novas, nas quais se pode prever ainda no projeto um local para os coletores com orientação e angulação privilegiadas, além de rede hidráulica com tubulações para água quente. O preço varia conforme a complexidade do projeto, mas segundo o diretor-técnico da Soletrol, um sistema básico com tanque de 400 litros e quatro coletores custa entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil. Projetos para grandes obras, diz, costumam incluir dados sobre retorno de investimento. “Geralmente, quando se substitui a energia elétrica pela solar no aquecimento de água, o investimento inicial é pago em cerca de três anos sob a forma de economia na conta de luz”, calcula.

 

Solar fotovoltaica – Para funcionar integrado à rede elétrica pública é necessário solicitar aprovação da distribuidora local, etapa que ficou mais ágil após a resolução da Aneel. Segundo os prazos publicados, a concessionária tem até 90 dias para regularizar o sistema de troca de energia a partir do pedido da unidade geradora/consumidora. O caminho mais curto, detalha o executivo da Neosolar, é elaborar um projeto elétrico e juntar todos os certificados dos equipamentos. Com essa documentação em mãos, solicitar a ligação à rede junto à distribuidora. Uma vez aprovada, realiza-se a instalação do sistema fotovoltaico, que ainda será alvo de vistoria. Um dos últimos passos é a troca do medidor por um equipamento do tipo bidirecional, para registrar a entrada e saída de energia no local.

 

Solar fotovoltaica – As principais dificuldades, segundo Raphael, estão relacionadas à escolha e compatibilização dos equipamentos (no Brasil, há oito diferentes padrões de rede) e aos detalhes da instalação. “Além disso, por ser um processo recente, a regularização ainda exige bastante trabalho e documentação de projeto”, diz.

 

Solar térmica – Segundo José Raphael, persistem questionamentos sobre o desempenho do sistema à noite ou em dias de chuva. “Todo fabricante fornece o reservatório térmico já com o backup embutido (elétrico ou a gás), que funciona como um sistema complementar para os momentos em que não há radiação solar”, esclarece. Os equipamentos são também munidos de termostato, que aciona o backup, quando a temperatura do reservatório diminui.

 
Fonte:
http://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/entenda-as-diferencas-e-vantagens-das-energias-solar-fotovoltaica-e-termossolar_8414_0_1