Para se manter verde, Brasil precisa promover mudanças

Na atual disputa por uma economia de baixo carbono, o Brasil poderia estar no topo do pódio e permanecer nele por muito tempo devido ao seu vasto potencial de energias renováveis.

Mas, segundo especialistas, o país vem desperdiçando oportunidades de explorar fontes de energia limpa – o grande motor para o desenvolvimento em tempos de mudanças climáticas.

“Ninguém tem dúvidas de que as energias renováveis vão dominar no futuro. É um processo muito demorado, mas irreversível”, afirma o economista e engenheiro Edmilson Moutinho dos Santos, professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP.
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Brasil pode ter 93% de energia limpa até 2050

Segundo relatório apresentado pelo Greenpeace na conferência do clima da ONU de Cancun, a COP-16, o Brasil pode ter 93% de sua energia proveniente de fontes renováveis até 2050, sem prejuízo ao crescimento do PIB.  As hidrelétricas responderiam por 45,6% da matriz, a eólica por 20,3%, a biomassa por 16,6% e a solar por 9,26%.

O relatório foi elaborado com ajuda de instituições importantes como Universidade de São Paulo (USP) e a união da Indústria da cana-de-açúcar (ÚNICA) e faz um contraponto ao menos ambicioso cenário do governo que aponta que em 2050 a eólica seria 6% da matriz, a biomassa 8,85% e a solar, menos de 1%.
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A produtividade da Energia Solar Fotovoltaica

Muito se discute sobre a eficiência dos sistemas para geração de energia elétrica a partir da luz do sol. As melhores técnicas disponíveis hoje comercialmente nos levam a um aproveitamento de 20% da energia do sol, mas algumas tecnologias, ainda em desenvolvimento, já conseguiram uma eficiência superior a 60% (veja post sobre eficiência da energia solar).

O professor Ricardo Rüther da Universidade Federal de Santa Catarina mostrou, em um workshop, a eficiência das fontes de energia Solar e do biocombustível (etanol), quando comparadas para um hectare de área ocupada.
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