Independência energética: gerando a própria energia para a casa e o carro

Imagine juntar os benefícios da geração distribuída para energia solar (como economia na conta de luz) e da mobilidade elétrica (uso de veículos elétricos que reduz enormemente os gastos com abastecimento). A união dessas duas tendências representa a independência energética: a capacidade de gerar a própria energia e utilizá-la tanto para uso doméstico como para se transportar.

Independência Energética: Carregamento de Carro Elétrico com Energia Solar
Carregamento de Veículo Elétrico com Energia Solar

O Brasil já se encontra entre os 20 países com maior capacidade instalada de energia solar do mundo, conforme dados da Agência Internacional de Energia (IEA). A procura por sistemas menos agressivos à natureza, porém, não se resume às placas solares fotovoltaicas.

A tendência também se confirma quando o assunto são os carros elétricos e híbridos, que em abril de 2022 já eram mais de 90 mil no Brasil, segundo dados levantados pela NeoCharge.

O conceito de independência energética

Os benefícios ao meio ambiente com o uso de energias renováveis são incalculáveis. E não é à toa que o investimento em fontes solares é uma das principais medidas hoje tomadas por governos do mundo todo para combater o aquecimento global.

Em meio a diversos alertas da comunidade científica, já estamos sentindo os efeitos do efeito estufa ano após ano, com impactos como o aumento de incêndios em florestas, extinção de animais, e até crescimento no número de tempestades e furacões – todos fatores que também são prejudiciais às atividades industriais, ao turismo, comércio e à agricultura.

Esse cenário tornou ainda mais urgente a instalação de sistemas de energia solar – que não trazem o impacto apenas ambiental, mas também econômico com a redução dos gastos na conta de luz para quem investe em sistemas de Geração de Distribuída.

Placas Solares
Sistema de Energia Solar

E com o forte crescimento da procura por sistemas solares, surgiu há alguns anos o conceito de independência energética.

Esse conceito defende que, com painéis fotovoltaicos, pode-se evitar parcialmente ou até totalmente a dependência da energia elétrica distribuída pela rede tradicional, tanto para atender às necessidades de casa quanto para abastecer os automóveis, dispensando os combustíveis fósseis.

Carro elétrico

No caso do carro elétrico, um dos principais ganhos está relacionado ao custo de abastecimento, muito menor do que no caso dos veículos a gasolina, especialmente por conta da alta do preço do petróleo em todo o mundo.

Garagem Solar
Garagem Solar

Por meio de um cálculo simples, é possível comprovar que o quilômetro rodado com energia elétrica é mais barato para um automóvel.

Considerando valores médios da cidade de São Paulo no primeiro semestre de 2022, o gasto médio anual para abastecer com gasolina (rodando 15.000 km por ano, com um consumo hipotético de 10 km/L e preço de R$ 7,50/L) é de R$ 11.250.

Já o gasto médio para abastecer com eletricidade (considerando a mesma quilometragem rodada, em um consumo hipotético de 8 km/kWh e preço de R$ 0,80/kWh) é de R$ 1.500 por ano. Uma economia de 87%, ou R$ 9.750.

Além de não emitirem gases poluentes, os veículos elétricos também não produzem som, reduzindo também a poluição sonora. Entre diversas outras vantagens, esses fatores têm levado as maiores montadores do mundo a encerrarem novos projetos com carros a combustão e concentrarem seus esforços nos carros elétricos, em uma verdadeira revolução no mercado automotivo.

Carro elétrico + casa solar

Além dos benefícios ambientais, a independência energética é capaz de reduzir drasticamente as despesas familiares.

Geração de Energia Solar Residencial
Geração de Energia Solar Residencial

Tendo como exemplo uma família que consome 250 kWh/mês com energia fotovoltaica em casa e 150 kWh/mês para abastecer o carro elétrico, teríamos seguinte cenário: instalação do sistema solar custaria, em média, R$ 15.000, enquanto a compra de um carro elétrico seria cerca de R$ 65.000 mais cara que a de um automóvel convencional (R$ 143.000 a R$ 78.000, em uma comparação básica).

Somente com o sistema solar, a economia para essa família seria de R$ 3.750 ao ano, na comparação com as contas de luz tradicionais.

Isso, somado à economia de R$ 9.750 com o veículo elétrico, garantiria uma redução de R$ 13.500 no orçamento. Ou seja, em pouco mais de 4 anos, o investimento de R$ 80.000 na instalação de painéis fotovoltaicos e na aquisição de um veículo elétrico já seria recuperado. A partir daí, a família alcançaria a independência energética.

Energia solar em empresas

A energia solar não é só benéfica para os proprietários de imóveis. Empreendedores que adotam as soluções fotovoltaicas também têm diversas vantagens, entre elas a possibilidade de investir a verba que seria direcionada à conta de luz em outras áreas, serviços, projetos e produtos.

Além de economia, um sistema baseado em painéis fotovoltaicos gera credibilidade, competividade e mostra que a empresa está conectada às exigências do mundo atual – fato que determina cada vez mais atenção à preservação do meio ambiente. Desta forma, é possível atrair clientes e até investidores com mais facilidade.

Energia Solar instalada no Brasil atinge potência equivalente à de Itaipu

Projeto Placa Solar Energia Solar Fotovoltaica
Projeto de Energia Solar Fotovoltaica com Placas Solares (Crédito: Neosolar)

Mais uma boa notícia para a Energia Solar no Brasil: cada vez mais presente no dia a dia população, a fonte solar de energia alcançou uma marca histórica no início de 2022, atingindo 14 GW de potência instalada, capacidade equivalente à da Usina de Itaipu, uma das maiores hidrelétricas do mundo. O assunto foi repercutido pela grande mídia.

Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), 66% dessa capacidade (9,3GW) vem da geração própria ou distribuída, por meio dos painéis solares instalados propriedades particulares, enquanto os outros 34% (4,7GW) estão concentrados nas usinas solares. Esse número equivale a 2,4% da matriz elétrica nacional e coloca a energia solar como a quinta maior fonte do Brasil.

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De 2012 até aqui, a fonte solar de energia já trouxe ao país um investimento de R$ 74,6 bilhões e criou mais de 420 mil empregos. Somente a geração própria foi responsável por R$ 49,5 bilhões em investimentos e 278 mil trabalhos diretos. Na última década, o setor foi responsável por mais de R$ 20,9 bilhões em impostos arrecadados.

A tendência é que esses dados impressionem ainda mais em 2022, já que o custo da energia elétrica segue em alto e, no último mês de janeiro, foi instituído o chamado Marco Legal da Geração Distribuída. Sancionada pela Lei 14.300/22, a medida determina que os consumidores da energia solar vinda da geração distribuída passem a pagar pela Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (Tusd), embora também possam acumular créditos pela geração de energia excedente para reversão em descontos na conta.

Em meio a diversas mudanças previstas, algumas regras de transição chamam a mudança no primeiro ano do Marco Legal de GD. Por exemplo: aqueles consumidores que instalarem, até janeiro de 2023, um sistema fotovoltaico em suas propriedades terão garantidas as regras atuais até 2045 – ou seja, se fizer a instalação de um projeto fotovoltaico até o primeiro mês do próximo ano, o consumidor estará isento da Tusd pelos próximos 22 anos.

Diante dessa oportunidade, existe a expectativa de alta procura pela instalação de sistemas solares no Brasil até o final de 2022, com muitos especialistas considerando o momento atual como o melhor para a instalação de painéis solares em telhados, terrenos, fachadas e em tantos outros lugares que podem ser abastecidos pela fonte de energia solar – uma energia limpa, renovável e eficiente que ganha mais espaço na vida dos brasileiros.

Energia Solar: Potencial do Brasil

A energia solar vem se mostrando uma importante opção de longo prazo para diversificação da matriz energética brasileira. Existem atualmente mais de 4 mil usinas solares em 19 Estados, de acordo com a ANEEL, tornando a capilaridade dessa fonte de energia cada vez maior. Outro diferencial é o preço: as grandes usinas solares podem gerar energia solar a valores até 10 vezes menores do que usinas termelétricas, segundo a ABSOLAR, quando se fala em energia distribuída. 

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O preço também faz diferença no bolso do consumidor final, o que fez com que aplicação de energia solar em projetos comerciais, industriais e residenciais tenha crescido como uma possibilidade para baratear a conta de energia – em sistemas On Grid (Grid Tie) – ou para levar a luz a locais sem rede – nos sistemas off grid. A energia solar pode ser responsável pela redução de até 90% do valor da conta de energia em sistemas On Grid.

A preocupação com o meio ambiente vem sendo uma tônica essencial tanto para empresas quanto para consumidores. A energia solar é considerada limpa, ou seja, não polui durante a sua produção, entrando para a agenda do momento em que o mundo se volta para esse tipo de preocupação. Dados da ABSOLAR apontam que em torno de 18 milhões de toneladas de CO²  deixaram de ser liberados na atmosfera com a adoção desse tipo de energia.

O potencial da energia solar no Brasil também é um diferencial, uma vez que é o País se destaca por oferecer grandes áreas abertas e clima tropical, com sol praticamente o ano inteiro, tornando a energia solar viável e extremamente rentável.

Irradiação Solar no Brasil - Energia Solar Fotovoltaica - NeoSolar
Mapa mostra o alto potencial do Brasil para gerar energia solar fotovoltaica, com alto índice de irradiação solar em todo o território (Crédito: Atlas Brasileiro de Energia Solar/ NeoSolar)

Transição Energética no Brasil

De acordo com a segunda edição do Atlas Brasileiro de Energia Solar, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no local menos ensolarado do Brasil é possível gerar cerca de 50% mais eletricidade solar do que na região mais ensolarada da Alemanha, para se ter uma ideia das oportunidades que o setor oferece no País.

Saiba mais aqui sobre a alta capacidade de produção de energia solar do território brasileiro.

O sistema de geração de energia brasileiro, baseado em hidrelétricas, vive um momento difícil com a escassez de chuvas da última década, que levam ao aumento de tarifas. Outra consequência é que, se as hidrelétricas não atendem à demanda, as termelétricas são acionadas, proporcionando a geração de energia mais cara e considerada ruim para o meio ambiente devido às emissões de gases poluentes. Esse cenário abre o caminho para o crescimento cada vez maior da participação de mercado da energia solar em todos os tipos de projetos.

Uso de energia solar cresce no Brasil

O mercado de energia solar vem conquistando espaço no Brasil. Atualmente, se compararmos “os telhados solares com a energia gerada por meio hidrelétrico, é como se em nosso país já tivéssemos 57% da potência instalada de uma usina de Itaipu que também abastece o Paraguai. Entretanto, existe ainda a vantagem do desenvolvimento sustentável.

No âmbito global,  COP 26, Conferência do Clima realizada em Glasgow, na Escócia, a fonte solar consolidou-se como uma das soluções para diversificar a matriz energética e reduzir a emissão de gases do efeito estufa das principais economias do planeta nas próximas décadas. Segundo a Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), o Brasil, que hoje ocupa a 14ª posição neste mercado, tende a subir para o sexto lugar nos próximos dois anos a partir dos investimentos previstos. 

Dados da Absolar mostram que apenas 0,9% dos 88 milhões de consumidores de energia elétrica no país fazem uso do sol para produzir energia, mas aos poucos esta realidade está sendo modificada. Até outubro deste ano o país contava com 800 mil unidades consumidoras de energia de fonte solar, o que significa 450 mil instalações em relação a todo 2020.

Tal crescimento é resultado de fatores como a tecnologia ter se tornado mais acessível, o preço elevado da conta de luz cobrado pelas concessionárias impactado pela crise hídrica que o país enfrenta e o aumento do consumo de energia provocado pelo trabalho remoto na pandemia.

Mercado fotovoltaico se beneficia da ampliação dos perfis dos consumidores

Além de ter se tornado mais acessível, investir em energia solar promove economia de até 99% na conta de luz

 

O mercado fotovoltaico está se beneficiando de uma expansão no perfil dos clientes. O fato de que novas tecnologias permitiram instalações mais baratas tornou o consumo de placas mais vantajoso para um número maior de famílias, isso sem contar com as condições de financiamento oferecidas pelos bancos e outras opções como compartilhamento de placas até mesmo aluguel. A opção traz economia na conta de luz que pode chegar a até 99% a depender do consumo mensal da residência.

 
Outro fator que contribui para a ampliação do público é o aumento do custo da energia elétrica. Ainda que não seja acessível a pessoas de baixa renda, as novas condições tornam a compra mais fácil para quem não tem uma renda mensal tão alta. Vale ressaltar que em casos de comunidades ribeirinhas ou outros locais remotos cujo acesso à energia elétrica é limitado, a NeoSolar oferece o Sistema Individual de Geração de Energia Elétrica (SIGFI), que é off-grid.

 
A instalação de placas solares têm retorno mais vantajoso para quem tem conta de luz a partir de R$500,00, já que nesses casos a economia pode girar entre 95% e 99%. Quem tem um consumo menor pode demorar mais para ter retorno, já que nos sistemas on-grid ainda é necessário pagar a conta de energia, embora haja um desconto considerável.

O Funcionamento de um carro elétrico

É comum ouvirmos falar sobre as novas tecnologias de veículos tanto híbridos como eletricos, mas já paramos para pensar como esse carro funciona?

 

Basicamente, um carro elétrico precisa de quatro componentes que funcionem entre si: a bateria, o inversor, o motor de indução e o sistema de recuperação de energia. O primeiro, armazena a energia que o carro precisa para fazer o carro funcionar, ela é recarregável e uma das partes mais importantes para um funcionamento perfeito. Já o inversor faz a conversão da energia elétrica contínua para a alternada e a leva para o motor de indução, este por sua vez, em conjunto com a eletricidade, faz com que o veículo se mova. Por último, o sistema de recuperação de energia existe como uma forma econômica de aproveitar energia. Quando um veículo comum é freado, a energia dissipada é em forma de calor, já em um carro elétrico, ela retorna para a bateria em forma eletricidade, funcionando como uma espécie de recarga.

 

 

Essa alternativa sustentável, além de ter um fácil funcionamento, tem um caminho promissor a seguir no dia a dia das pessoas, além de não utilizar recursos naturais não renováveis, e não expelir gases danosos ao meio ambiente, a presença de eletricidade nesses veículos diminui o atrito em comparação com carros comuns, tendo assim, uma condução mais leve e silenciosa.

Levantamento da ABSOLAR indica que tecnologia é uma das saídas para a recuperação da economia pós pandemia da covid-19

A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) acaba de divulgar que o Brasil ultrapassou 5 gigawatts (GW) de potência operacional em energia solar fotovoltaica em usinas de grande porte e pequenos e médios sistemas instalados em telhados, fachadas e terrenos.

 

O levantamento mostra ainda que a tecnologia é uma das estratégias na recuperação da economia após passar a pandemia do coronavírus, pois tem um grande potencial de geração de empregos, renda e atração de novos investimentos ao País.

 

Além dessa quantidade de potência instalada, a energia solar já gerou cerca de 130 mil empregos acumulados, com aproximadamente 15 mil empresas atuando no mercado e uma quantidade de mais de R$ 26,8 bilhões em novos investimentos privados no País.

 

Energia solar “bomba” no Brasil atrai grandes empresas chinesas e startups

A paisagem dominada principalmente por campos verdes e plantações de cana-de-açúcar à beira de uma rodovia em Porto Feliz, a cerca de 150 quilômetros do centro de São Paulo, é interrompida repentinamente em certo ponto por um aglomerado de placas azuis de silício voltadas para o sol.

 

Funciona ali uma pequena usina de energia solar cuja produção é dividida por cerca de 40 clientes, que vão desde residências até estabelecimentos comerciais como padarias e academias –um modelo de negócios conhecido como geração distribuída, que atrai cada vez mais empreendedores de todos os portes no Brasil e já movimenta bilhões de reais por ano.

 

A instalação desses sistemas de energia renovável, em terrenos ou telhados de casas e edifícios, deve atrair investimentos de 16 bilhões de reais neste ano, quase três vezes mais que em 2019, movimentando um mercado fortemente aquecido que envolve desde importações de equipamentos da China e fábricas locais até grandes elétricas e fundos, além de um amplo universo de empresas menores.

 

Somente neste ano, as novas instalações da tecnologia, conhecida pela sigla “GD”, devem agregar cerca de 3,4 gigawatts em capacidade no Brasil, somando ao fim de 2020 cerca de 5,4 GW, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar), o que fará dela a fonte com maior crescimento no país no ano, à frente das tradicionais hidrelétricas e dos parques eólicos.

 

Consumidores, de outro lado, são atraídos não somente pelo retorno oferecido, mas pelo conceito da energia renovável, que tem crescido a taxas muito mais altas no exterior. Com um gasto de 12 mil a 20 mil reais, é possível ter um sistema residencial de geração distribuída que pode durar um quarto de século, enquanto o investimento se paga em aproximadamente quatro anos.

 

O potencial do Brasil, um país de dimensões continentais e clima amplamente favorável à geração solar, atrai assim a atenção de gigantes globais.

 

 

Fonte: https://glo.bo/2vGHjLF

Energia solar cada vez mais competitiva

Embora pudesse ter avançado mais, não fosse o cancelamento de leilões em 2016, a energia solar fotovoltaica tem crescido no Brasil, tornando-se hoje um dos setores mais atraentes para investimentos. Como informa a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), esse tipo de energia atingiu há pouco a marca de 2.056 megawatts (MW) de potência instalada operacional, o equivalente a 1,2% da matriz elétrica do País, superando a energia nuclear (1.990 MW), suprida pelas usinas de Angra I e Angra II.

 

O País possui atualmente 73 usinas solares fotovoltaicas de grande porte, que carrearam investimentos de mais de R$ 10 bilhões, hoje em operação em nove Estados das Regiões Nordeste, Sudeste e Norte do País. Os investimentos podem crescer muito mais com o manifesto interesse de empresas nacionais e internacionais em participar dos seis leilões de energia nova a serem realizados entre 2019 e 2021, segundo foi divulgado pelo Ministério de Minas e Energia.

 

 

Independentemente desses certames, pequenas empresas e particulares se movimentam para investir nesta área com vistas a poupar gastos com energia. Uma startup japonesa, em parceria com uma empresa nacional, por exemplo, anunciou, no final do mês passado, a construção de uma pequena unidade solar, com capacidade de 1,1 MW, em Brasília. Iniciativas como esta já são bastante comuns também no agronegócio.

 

Na realidade, avanços tecnológicos têm favorecido a competitividade de usinas solares fotovoltaicas de grande porte, permitindo fortes reduções de preços, e não só em relação a combustíveis fósseis. As usinas solares, afirma a Absolar, estão em condições de ofertar energia elétrica a preços médios inferiores aos praticados por outras fontes renováveis, como biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

 

 

As maiores queixas dos empreendedores estão ligadas às altas tarifas alfandegárias para importação de matéria-prima necessária para produção de módulos fotovoltaicos, o que onera demasiado os custos de construção de usinas. Segundo empresários, isso acaba prejudicando a indústria nacional, já habilitada a fabricar todos os equipamentos utilizados.

 

 

Espera-se que, com a abertura comercial, que consta do programa econômico do atual governo, distorções como esta sejam eliminadas.

Por : Caderno de Opinião da jornal O Estado de São Paulo

https://opiniao.estadao.com.br/noticias/editorial-economico,energia-solar-cada-vez-mais-competitiva,70002761457

 

Agora é a vez da mobilidade elétrica

Os últimos anúncios internacionais, de países como Noruega, Alemanha e França, assim como as expectativas pelo posicionamento da China exigem dos brasileiros pelo menos uma reflexão. De pequenos países a grandes potências, que são sedes de desenvolvimento das maiores marcas de automóveis do mundo, parece certa a data para o fim da comercialização e – o mais importante e difícil de acreditar – da circulação de automóveis a combustão nestes países.

 

Discute-se no Brasil a política industrial do setor automotivo para os próximos 12 anos, ficando restrita ao GT3 a vertical do que se fará ou não em relação aos veículos elétricos e híbridos no País.

 

No Brasil, tais veículos ainda possuem números modestos, embora tenham recentemente alcançado aumento de oferta e consumo com a isenção dos impostos de importação (de 35% para 0% no caso dos elétricos puros) e a redução dos mesmos tributos para 4% ou 7% no caso dos híbridos, a depender da eficiência energética.

 

Ainda assim, os veículos elétricos e híbridos no País são dependentes do câmbio e não somam 6 mil unidades computadas até setembro deste ano. Em sua maioria, são híbridos não plug-ins, veículos que não usam e não dependem da infraestrutura de recarga para circularem.

Para os elétricos puros e híbridos plug-ins, que demandam eletropostos, não há regulamentação para a comercialização de energia, restrita aos concessionários da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). No caso de uma iniciativa privada, a energia elétrica poderia ser gratuita, o que seria suportável pelo baixo custo, somado ao reduzido consumo. No entanto, novas regras serão exigidas para os modelos de negócios emergentes com as tendências de aumento no número de veículos e, consequentemente, no consumo de KW.

 

Enquanto isso, os superesportivos e os carros de luxo seguem a tendência de se tornarem híbridos sem consulta ao consumidor. O apelo tecnológico, o perfil sustentável das baixas emissões e, sobretudo, a resposta esportiva da tração elétrica tanto na aceleração (grande torque) quanto na frenagem (regeneração), alinhados às políticas públicas e industriais dos países de origem, estimulam no Brasil o consumo e o contato com a nova geração de produtos.

Algumas soluções poderiam levar em consideração o híbrido etanol, não como solução definitiva, mas de transição para os híbridos. Da mesma forma, a pesquisa do etanol como fonte de hidrogênio para os veículos FCV, servindo de justificativa para a adaptação dos produtos com matrizes no País, com algum P&D diferencial e apoio de fomentos e outros players importantes do agronegócio.

Quem tiver interesse de discutir este assunto está convidado para ir ao 6º Simpósio SAE BRASIL de Veículos Elétricos e Híbridos, que reunirá lideranças de montadoras, sistemistas, centros de pesquisa, distribuidores de energia, provedores de eletropostos e órgãos do poder público no Clube Transatlântico, em São Paulo, dia 18 de outubro.

 

Autor Ricado Takahira

* Ricardo Takahira é consultor proprietário da RTC2 Research & Technology Consulting, chairperson do 6º Simpósio SAE BRASIL de Veículos Elétricos e Híbridos e vice-coordenador da Comissão Técnica de Veículos Elétricos e Híbridos da SAE BRASIL

 

Texto extraído do portal Canal Tech  https://bit.ly/2TbX6si

Crescimento de energia solar fotovoltaica atinge 140% em 2018

Se existe hoje no Brasil uma forma de investimento mais lucrativa do que qualquer outra, essa com certeza é a aquisição de um sistema de energia solar fotovoltaico para a geração própria de energia elétrica.

 

Nos último 10 anos, os equipamentos apresentaram uma queda de 80% em seus custos, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o que reflete na redução do prazo médio para retorno sobre o seu investimento, o qual fica entre 4 e 5 anos para um sistema residencial hoje no país.

 

Com uma vida útil de mais de 25 anos e potencial para atender até 100% do consumo elétrico de qualquer tipo de estabelecimento, esses sistemas possibilitam uma redução de até 95% na conta de luz, graças ao sistema de créditos energéticos criado pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) em 2012.

 

Desde então, esse segmento de geração distribuída cresceu de forma exponencial no Brasil ao longo dos últimos anos, atingindo hoje um público de mais de 46 mil consumidores que se dividem entre residenciais, comerciais, agronegócios, indústrias, poder público, entre outros.

 

E 2018 não foi diferente, com o número de sistemas instalados quase que dobrando em relação aos de 2017, foram 13.568 no ano passado e 24.890 até o momento este ano. Na potência instalada desses geradores o crescimento foi de mais de 140%, com as instalações de 2018 somando mais de 291 Megawatts.

 

Muito desse crescimento recente do segmento de geração distribuída veio graças as novas modalidades de geração criadas pela regulamentação de 2015, assim como as linhas de financiamento oferecidas por bancos públicos e privados que ampliaram o público da tecnologia, o qual deverá chegar a 886.700 brasileiros até 2024, segundo a projeção da ANEEL.

 

Fonte: Erika Michalick – Portal Celulose ( https://bit.ly/2A1toyM )