Microinversor ou Inversor String: Qual a melhor opção para seu Sistema Solar?

O inversor é um equipamento fundamental para um sistema de energia solar – mas, afinal, qual o melhor tipo: microinversor ou inversor string?

Dúvidas no momento da instalação

Na hora optar por um projeto de energia fotovoltaica, começam a surgir várias perguntas, como o local onde instalar, por exemplo. Um sistema fotovoltaico pode ser instalado em telhados, terrenos, fachadas etc.

Após a decisão de onde instalar o projeto, surgem as dúvidas relacionadas à quantidade de placas, ao tipo de bateria e ao aproveitamento do sistema.

Mas é importante fazer a escolha certa de todos os componentes para ter mais eficiência de longo prazo, por isso um ponto essencial para ter um sistema otimizado é decidir pela instalação de microinversores ou inversores string.

Exemplos de Microinversor e Inversor String
Microinversores x Inversores String

Cada projeto é um caso

Cada projeto tem suas próprias características, e é preciso analisar as diferenças entre as opções para tomar a decisão mais acertada.

Projetos menores, como os residenciais, encontram nos microinversores a melhor opção para otimizar o sistema fotovoltaico. Enquanto isso, projetos com grande quantidade de placas podem ter menor custo no gerenciamento com inversores string. Outro ponto relevante a se considerar é a quantidade baterias necessárias para suprir a necessidade.

Para decidir, é preciso calcular o melhor payback de longo prazo.

Entendendo mais sobre inversores

Os inversores são partes essenciais – e muito complexas – dos sistemas fotovoltaicos. Eles são responsáveis por converter a energia produzida pelas placas solares de Corrente Contínua (CC) para Corrente Alternada (CA), tornando-a viável para a rede elétrica tradicional. Dessa forma, é possível se integrar à rede local e ligar equipamentos elétricos, lâmpadas etc.

Se o projeto tem conjuntos menores de até quatro placas solares, o microinversor é a melhor opção, por ser capaz de gerenciar as placas de maneira individualizada, garantindo otimização do sistema por décadas. Por outro lado, os inversores tradicionais gerenciam strings, isto é, conjuntos de módulos fotovoltaicos ligados em série.

Para entender como funciona o gerenciamento, é preciso compreender como os MMPTs são utilizados em cada tipo de inversor. MPPT significa Maximum Power Point Tracking, ou Rastreamento do Ponto de Máxima Potência, algoritmos dos inversores que identificam o ponto de máxima potência para o funcionamento dos painéis solares.

Por meio dos MPPTs, são encontradas as melhores condições entre corrente e tensão para gerar energia de forma mais eficiente.

Em um sistema com microinversores, o gerenciamento de MPPTs acontece de forma individualizada, o que contribui para que o projeto com microinversores gere mais energia que no caso da utilização inversores string, que analisam o conjunto das placas. O desempenho superior dos microinversores pode ser percebido principalmente em instalações com sombreamento, mal funcionamento ou perda de rendimento dos painéis.

Diferença de Desempenho entre Microinversores e Inversores String graças aos MPPT's
Diferença de Desempenho entre Microinversores e Inversores String

Como escolher o inversor por tipo de projeto

Em relação ao tipo de projeto, os inversores string são ideais para sistemas fotovoltaicos com muitas placas, em grandes áreas abertas, planas e sem sombreamento, garantindo que todas as placas estejam niveladas, inclinadas e orientadas igualmente, sem nenhum empecilho ao sol ao redor.

Isso acontece porque, com inversores string, é necessário que as diferentes placas conectadas estejam direcionadas na mesma orientação para produzir a tensão idêntica ou similar. O mesmo inversor string não pode ser usado para painéis que estejam voltados para lados opostos ou inclinação distinta.

Para projetos menores, como os residenciais, normalmente com até quatro placas ou outros que necessitem de nivelamentos, inclinações e orientações diferentes das placas, os microinversores serão mais indicados.

O gerenciamento diferenciado realizado por microinversores proporciona que, em caso de sombreamento do sistema por folhas, galhos ou outros fatores que podem prejudicar o aproveitamento da radiação solar, o desempenho ruim de um único painel não afete os demais.

Ou seja, cada módulo recebe tratamento diferenciado para otimizar sua energia, e o sombreamento de um deles terá um impacto restrito e muito menor no sistema como um todo.

Saiba mais:

Quando é necessária a string-box?

Quando o assunto é instalação, é preciso entender a diferença entre o microinversor, mais compacto e prático, e o inversor string, mais robusto. O microinversor é colocado por trás do próprio painel solar e o custo de instalação é reduzido por não necessitar de uma string-box.

O inversor string, pelo tamanho e necessidades de segurança, deve ser instalado longe do sistema fotovoltaico. A potência de um inversor string, maior do que a dos microinversores, torna-o mais pesado e traz a necessidade de manuseio por mais de uma pessoa, por sua dimensão.

Inversores string, além de serem equipamentos maiores, por normativas de segurança obrigatórias, precisam ter uma instalação a mais: a string-box, pois o sistema necessita de cabos que transportam a corrente tensão elevada (até 1500V).

Garantindo a segurança do sistema fotovoltaico

Em caso de problemas no funcionamento ou curto-circuito, é possível desligar o painel danificado do sistema no caso de uso de microinversores, o que os torna mais seguros e mais simples.

A energia já sai do microinversor como Corrente Alternada próxima dos painéis solares, diretamente do próprio telhado ou local de instalação do sistema, com níveis de tensão baixos e seguros, entre 127 e 220V, não necessitando de outras instalações. Em caso de incêndio, sistemas com microinversores também trazem mais segurança a bombeiros e brigadistas.

Inversores string necessitam de string-box e, em caso de grandes incêndios, trazem mais risco de consequências graves como explosões, pelas altas tensões geradas. Outro risco é o de choque elétrico grave, devido às altas tensões verificadas nos sistemas com inversores string.

Escolha de inversor pode ter impacto no custo de manutenção

Por sua durabilidade maior e tempo de garantia estendido em relação ao inversor tradicional, o microinversor tem custo de manutenção reduzido. Sua configuração também permite acompanhar o desempenho do sistema fotovoltaico com mais facilidade, até por meio de wi-fi.

Com menos tempo de garantia e durabilidade menor, inversores string precisam de reposição na meia-vida dos painéis solares, tornando o custo de longo prazo maior. Além disso, os inversores tradicionais monitoram por string, ou seja, por conjunto de painéis, enquanto os microinversores conseguem verificar o desempenho de cada placa.

Manutenção no Sistema Fotovoltaico
Manutenção no Sistema Fotovoltaico

A característica de monitoramento por string, no caso dos inversores tradicionais, é um complicador para a manutenção do sistema fotovoltaico, dificultando encontrar problemas específicos nas placas solares, que ficam “mascarados” no conjunto. Por outro lado, devido à instalação mais acessível da string-box, a manutenção do inversor em si torna-se relativamente mais simples.

Outras diferenças entre microinversor e inversor string

Durabilidade: A durabilidade do microinversor pode chegar de 25 a 30 anos, o que significa que ele terá o mesmo tempo de vida útil do painel solar, enquanto os inversores string duram entre 10 e 15 anos, ou seja, metade do tempo das placas. Ou seja, para cada conjunto de placas com vida útil de 30 anos, seria necessário trocar o inversor string pelo menos uma vez durante o período.

Garantia: Os microinversores normalmente apresentam de 10 a 15 anos de garantia. O inversor string tradicional tem a metade do tempo em comparação com o microinversor, dependendo do fabricante, isto é, de 5 a 7 anos de garantia.

Expandindo o sistema fotovoltaico

A escolha entre microinversor ou inversor string influencia várias outras decisões de longo prazo, inclusive futuras expansões do sistema fotovoltaico. O microinversor traz maior flexibilidade na instalação, bem como facilita que o sistema seja aumentado posteriormente, devido à sua modularidade.

Quando um projeto com inversor string precisa ser expandido, é necessário estudar o novo dimensionamento e realizar a troca do equipamento para uma potência maior conforme a necessidade. Os novos painéis serão adicionados a outros mais antigos e, em se tratando de inversores string, o rendimento menor das placas anteriores tende a prejudicar o desempenho das mais novas. 

No caso de microinversores, para ampliar o sistema, basta adquirir mais painéis e adicionar o número proporcional de novos microinversores aos módulos. Além disso, o problema em relação a painéis mais antigos, verificado em sistemas com inversores string, é eliminado, uma vez que os microinversores otimizam individualmente cada placa.

Sistema Solar com Microinversor
Sistema Solar com Microinversores

Procure distribuidores e fabricantes confiáveis

Antes de adquirir um sistema fotovoltaico, levando em consideração o valor do investimento, é importante buscar um distribuidor confiável, mas também pesquisar sobre os fabricantes, conhecer o tipo de produto que está sendo adquirido e instalado.

Se a decisão é pelo microinversor no sistema fotovoltaico, é essencial verificar a presença de assistência técnica local pelo fabricante, reduzindo problemas de longo prazo.

Outra escolha necessária é por empresas que tenham solidez de mercado, já que são produtos com garantias de mais de dez anos e longa vida útil.

Distribuidores confiáveis devem ajudar o cliente a conseguir acionar a garantia junto ao fabricante caso seja necessário e tirar diversas dúvidas em todo o período de vida útil do produto — incluindo apoio na instalação, configuração do microinversor e resolução de problemas.

Melhor momento para projetos em energia solar

A instalação de sistemas de geração em energia solar deve se manter aquecida até janeiro de 2023, quando começará a ser aplicada a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição, conforme o Marco Legal da Geração Distribuída.

Até lá, consumidores que instalarem um sistema solar terão isenção dessa tarifa por 23 anos, garantida pela legislação atual. Esse cenário tem levado a uma procura cada vez maior por projetos de geração fotovoltaica.

Como financiar energia solar

Quer produzir sua própria energia solar e reduzir a conta de luz? Em 2018 vários banco passaram a ter financiamento específico para isso.

 

Hoje, no Brasil, temos mais de 33 mil sistemas fotovoltaicos conectados a rede e mais 76% são residenciais.  Os valores dos equipamentos podem variar de acordo com o tamanho do sistema. No entanto, hoje existem algumas formas de financiamento.

 

Banco da Amazônia

O Banco da Amazônia oferece financiamento em residências da região Norte, por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO)  No momento, o banco já oferece essa alternativa para empresas e também para o setor rural.

 

Banco do Brasil 

Banco do Brasil Começou a oferecer em julho deste ano um consórcio para a compra e instalação de placas solares em residências. Não cobra juros, mas há uma taxa de administração, que soma 15% no período do consórcio.

 

Banco do Nordeste

As taxas de juros e as condições de carência são idênticas às oferecidas pelo Banco da Amazônia: os juros variam de 1,14% ao ano + IPCA até 3,27% ao ano + IPCA. A carência para o início do pagamento é de seis meses.

 

Bradesco

O banco Bradesco trabalha com financiamento para sistemas de energia solar residenciais há um ano, tanto para pessoa física quanto jurídica, mas apenas para correntistas. Os juros ficam entre 1,8% e 1,86% ao mês, conforme o prazo, que pode ser de até 60 meses.

 

Santander 

Desde agosto  o banco Santander financia equipamentos de energia solar, com juros a partir de 0,99% ao mês. Serão oferecidos R$ 400 milhões em crédito.

 

Fonte: https://bit.ly/2NUjBTh

Governo estuda estender o horário de verão para economizar energia

O governo estuda ampliar em um mês o horário de verão, que está em curso desde o dia 19 de outubro com previsão de término em 22 de fevereiro, para economizar energia. Segundo informações do Jornal Nacional, a possibilidade é analisada diante do cenário atual de crise do setor elétrico e com os índices de chuva abaixo do esperado nos últimos meses.

 
O horário de verão está em curso em onze estados das regiões Sul e Sudeste, mais o Distrito Federal. O governo espera reduzir em 4,5% o consumo de energia no horário de pico.

 
“Faremos uma avaliação no dia 12 de fevereiro para que nós possamos ter uma previsibilidade com relação ao ritmo hidrológico do final do mês de fevereiro e do começo do mês de março. E aí sim tomaremos uma decisão com relação ao horário de verão”, disse o ministro Minas e Energia, Eduardo Braga.

 
Na entrevista ao Jornal Nacional, Braga também afirmou que, para enfrentar o problema da falta de chuvas, contará também com a energia gerada pela termelétrica de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, que tem potência instalada de 640 megawatts. Em 2013, o governo afirmou que só recorreria à energia de Uruguaiana em caso de extrema necessidade. Para a termelétrica entrar em operação, a Argentina tem que autorizar a utilização de um gasoduto. A empresa responsável por Uruguaina afirmou que espera para este mês o fornecimento de gás para a usina voltar a funcionar.

 

Conteúdo:   G1.com

 

 

O que os principais candidatos à presidência dizem sobre energia solar

Entrando em clima de eleições, o Blog da Neosolar traz aqui as propostas dos principais candidatos da campanha presidencial de 2014 sobre o tema energias renováveis.

 

A candidata do PSB, Marina Silva, promete ampliar a participação solar na matriz energética brasileira e prevê que, até o ano de 2018, o Brasil tenha 3 milhões de casas com sistema de aquecimento solar da água. O projeto da candidata propõe construir 1 milhão de casas com sistemas de autogeração de energia com painéis solares. Além disso, haverá também a criação do Programa Nacional de Economia Energética em conjuntos habitacionais, oferecendo alternativas de iluminação de baixo impacto energético e ambiental.

 

Dilma Rousseff, candidatada do PT à reeleição, defende o potencial hidrelétrico e minimiza o de energia solar e eólica. A candidata classifica essas fontes como complementares; para ela, não é possível supor que se consegue “segurar um país” apenas com fontes de energia solar e eólica. A presidenciável propõe a ampliação do parque gerador e transmissor, para garantir suprimento e tarifas acessíveis. Dilma propõe também a expansão do programa Luz Para Todos em localidades isoladas, e a implantação de 137 mil ligações até 2018.

 

Já o candidato Aécio Neves, do PSDB, pretende ampliar a participação das energias solar e eólica na matriz energética brasileira e aumentar o incentivo à microgeração distribuída, permitindo ao cidadão gerar parte de seu consumo próprio com uso da energia solar e eólica. Aécio defende também o estímulo à produção e consumo de gás natural como “combustível de transição para um consumo energético mais limpo”.

Estudante cearence desenvolve equipamento de combate à escassez de água

O estudante de engenharia mecânica Osvaldo Tavares, de 20 anos, criou um equipamento inovador que retira sais da água a partir da luz solar. O experimento pode servir como ferramenta para resolver o problema da escassez de água no Nordeste.
Tavares está cursando o 9º semestre do curso na Universidade Federal do Ceará (UFC) e já recebeu reconhecimento pelo seu trabalho. Ele ficou em 2º lugar no prêmio Jovem Cientista, promovido pelo Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq), do governo federal.

 

Com ajuda da equipe do Laboratório de Energia Solar e Gás Natural, o estudante desenvolveu um experimento de dessalinização da água por meio da energia solar. “O protótipo trata da dessalinização a partir do calor, com o objetivo de torná-la adequada ao consumo humano, para provocar a evaporação das moléculas de água, ocorrendo a separação entre a água pura e os sais”.

 

O protótipo é dividido em duas partes: os coletores de tubo evacuadores e a torre de dessalinização. “A água aquecida dos coletores flui de forma natural (termosifão) até o tanque, onde evapora. O vapor condensa na superfície inferior, transferindo o calor para o estágio acima. Em seguida, o condensado é coletado por meio de calhas. O processo continua até o estágio mais alto da torre”, explica o estudante.

 

Esse equipamento pode ser uma importante ferramenta para combater o problema da escassez de água, pois é possível instalá-lo em regiões isoladas, já que ele utiliza energia solar, ao invés de elétrica. “As áreas afetadas com o problema da seca têm como característica o sol forte o ano inteiro, o que evidencia o grande potencial solar dessas regiões”, ressalta.

Os próximos cinco meses serão intensos para interessados em energia solar fotovoltaica e fontes alternativas

Em função de um mercado altamente competitivo e fomentado no Brasil, vários eventos relacionados à energia solar serão realizados ainda em 2014. A Neosolar Energia, participante ativa desse mercado, resolveu compartilhar aqui esses eventos, a fim de que todos os interessados em fontes alternativas fiquem atualizados.

 

Conferência sobre energia solar: acontecerá durante os dias 23 e 24 de abril, em Pernambuco. O evento debaterá as políticas energéticas e questões industriais e de investimentos, além de discutir a respeito de tecnologia e projetos de viabilidade em eletricidade solar.
O que: Conferência sobre energia solar
Quando:  23 e 24 de abril
Onde: Centro de Convenções de Pernambuco. A conferência deve ocorrer durante a Feira de Fornecedores Industriais (FORID).
Mais informações:  http://www.forindne.com.br/

 

Conferência Internacional REGSA 2014: acontece em Santa Catarina, entre os dias 6 e 8 de maio. A conferência reunirá pesquisadores em energia renovável e sustentabilidade de todas as partes do mundo e apresentará os avanços tecnológicos e resultados de pesquisas na área.
O que: Conferência Internacional REGSA
Quando: 6 a 8 de maio
Onde: UNISUL, Unidade Ilha Centro – Rua Trajano, 219 – Florianópolis, Santa Catarina.
Mais informações: https://www.unisul.br/wps/portal/home/pesquisa-e-inovacao/seminarios-de-pesquisa/conferencia-internacional-regsa

 

Seminário Energia + Limpa 2014: acontece nos dias 13 e 14 de maio, em Florianópolis. O evento reunirá autoridades, especialistas e pesquisadores, motivados a debater sobre o setor energético, com o objetivo de contribuir para a busca por fontes renováveis de energia no país e na América Latina.
O que: Seminário Energia + Limpa 2014
Quando: 13 e 14 de maio
Onde: Auditório da reitoria da UFSC, Florianópolis (SC)
Mais Informações: http://institutoideal.org/seminario-energia-limpa/

 

Intersolar South America: a feira, que é uma das líderes na área de energia solar, está marcada para os dias 26, 27 e 28 de agosto, em São Paulo. O evento oferecerá aos profissionais da energia solar uma plataforma ideal para estabelecer contatos e coletar informações sobre o setor.
O que: Intersolar South America
Quando: 26 a 28 de agosto
Onde: Expo Center Norte, São Paulo (SP)
Mais informações: http://www.intersolar.net.br/

Tocantins isentará microgeração de energia de ICMS

O governador de Tocantins, José Wilson Siqueira, determinou que providências fossem tomadas para que sejam isentos da cobrança do ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços) os moradores que optarem por gerar e injetar energia elétrica na rede de distribuição.

 

 

Segundo o secretário de Energias Limpas de Tocantins, Joaquim Guedes, a tributação se dará sobre a diferença entre o que foi gerado e consumido pelo microgerador. A isenção valerá pelos primeiros cinco anos de operação do sistema, seja  solar, eólico, hidráulico, biomassa ou cogeração.

 

 

O pronunciamento oficial da isenção acontecerá em breve, afirmou Guedes.

Consumidores lucram com energia solar no Japão

No Japão, parte da energia que abastece o país vem de fontes renováveis. Quem escolhe gerar energia em casa pode vender o que sobra para a rede elétrica e lucrar com isso.
O país apresenta a maior taxa de crescimento de energias sustentáveis, sendo que 10% do que é consumido no Japão vem dessas fontes.Em 2012, os projetos do Japão para o setor somaram mais de R$ 20 bilhões. Um deles é a gigantesca turbina eólica que flutua na costa. O plano é espalhar outras 140 ao redor do país até 2020.
As pessoas comuns que decidem investir no sistema de geração de energia a partir de painéis solares fotovoltaicos recebem incentivo financeiro do governo, que paga parte da conta.

Brasil tem 38 consumidores que geram sua própria energia elétrica

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Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), só 38 brasileiros, de nove estados, geram e vendem sua própria energia para as distribuidoras do setor, captada por painéis solares.

 
Em comparação, a Alemanha conta com 1,5 milhões de produtores de energia por sistema de painéis solares, e é líder no mercado global de geração de energia solar. Os consumidores chegam a fornecer 60% da energia consumida no país.

 
Uma análise da nova forma de geração energética, feita em agosto de 2013 pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), mostra que 101 consumidores aguardam respostas de pedidos de ligação pelas concessionárias. Eles tinham os projetos em estudo, ou precisavam dar algum retorno à distribuidora sobre o aparelho gerador.

 

Ainda segundo os resultados da pesquisa da Abradee, a energia solar gerada por painéis fotovoltaicos é a preferida dos novos e potenciais produtores, com 81% das ligações e pedidos. Os consumidores domésticos somam 59% dos pedidos ou ligações, frente aos 37% de clientes comerciais e 4% de industriais.

SIEMENS APOSTA NO AUMENTO EXPRESSIVO DA ENERGIA EÓLICA NO MUNDO

Em entrevista na conferência sobre energia renovável realizada em agosto em Berlim, o presidente da divisão eólica da Siemens, Markus Tacke, afirmou que a produção de energia vinda desta fonte vai mais do que quadruplicar até 2030.Segundo ele, os grandes responsáveis por este aumento serão os países da Ásia, que hoje corresponde a 34% da produção de energia eólica no mundo, e passará a produzir mais de 47% do total, ou cerca de 1.107 gigawatts (GWs).

 

Markus afirma ainda que, hoje, a Europa e o Oriente Médio são os maiores produtores de energia eólica no mundo: 40%. No entanto, países europeus vêm reduzindo subsídios para esta fonte renovável, enquanto, em contrapartida, a China vem investindo bilhões de euros em energia eólica.

 

A Siemens Wind Power é a terceira maior fabricante de turbinas eólicas no mundo, e suas vendas globais representam 6,4% das vendas totais do Grupo (4,76 bilhões de dólares).