Microinversor ou Inversor String: Qual a melhor opção para seu Sistema Solar?

O inversor é um equipamento fundamental para um sistema de energia solar – mas, afinal, qual o melhor tipo: microinversor ou inversor string?

Dúvidas no momento da instalação

Na hora optar por um projeto de energia fotovoltaica, começam a surgir várias perguntas, como o local onde instalar, por exemplo. Um sistema fotovoltaico pode ser instalado em telhados, terrenos, fachadas etc.

Após a decisão de onde instalar o projeto, surgem as dúvidas relacionadas à quantidade de placas, ao tipo de bateria e ao aproveitamento do sistema.

Mas é importante fazer a escolha certa de todos os componentes para ter mais eficiência de longo prazo, por isso um ponto essencial para ter um sistema otimizado é decidir pela instalação de microinversores ou inversores string.

Exemplos de Microinversor e Inversor String
Microinversores x Inversores String

Cada projeto é um caso

Cada projeto tem suas próprias características, e é preciso analisar as diferenças entre as opções para tomar a decisão mais acertada.

Projetos menores, como os residenciais, encontram nos microinversores a melhor opção para otimizar o sistema fotovoltaico. Enquanto isso, projetos com grande quantidade de placas podem ter menor custo no gerenciamento com inversores string. Outro ponto relevante a se considerar é a quantidade baterias necessárias para suprir a necessidade.

Para decidir, é preciso calcular o melhor payback de longo prazo.

Entendendo mais sobre inversores

Os inversores são partes essenciais – e muito complexas – dos sistemas fotovoltaicos. Eles são responsáveis por converter a energia produzida pelas placas solares de Corrente Contínua (CC) para Corrente Alternada (CA), tornando-a viável para a rede elétrica tradicional. Dessa forma, é possível se integrar à rede local e ligar equipamentos elétricos, lâmpadas etc.

Se o projeto tem conjuntos menores de até quatro placas solares, o microinversor é a melhor opção, por ser capaz de gerenciar as placas de maneira individualizada, garantindo otimização do sistema por décadas. Por outro lado, os inversores tradicionais gerenciam strings, isto é, conjuntos de módulos fotovoltaicos ligados em série.

Para entender como funciona o gerenciamento, é preciso compreender como os MMPTs são utilizados em cada tipo de inversor. MPPT significa Maximum Power Point Tracking, ou Rastreamento do Ponto de Máxima Potência, algoritmos dos inversores que identificam o ponto de máxima potência para o funcionamento dos painéis solares.

Por meio dos MPPTs, são encontradas as melhores condições entre corrente e tensão para gerar energia de forma mais eficiente.

Em um sistema com microinversores, o gerenciamento de MPPTs acontece de forma individualizada, o que contribui para que o projeto com microinversores gere mais energia que no caso da utilização inversores string, que analisam o conjunto das placas. O desempenho superior dos microinversores pode ser percebido principalmente em instalações com sombreamento, mal funcionamento ou perda de rendimento dos painéis.

Diferença de Desempenho entre Microinversores e Inversores String graças aos MPPT's
Diferença de Desempenho entre Microinversores e Inversores String

Como escolher o inversor por tipo de projeto

Em relação ao tipo de projeto, os inversores string são ideais para sistemas fotovoltaicos com muitas placas, em grandes áreas abertas, planas e sem sombreamento, garantindo que todas as placas estejam niveladas, inclinadas e orientadas igualmente, sem nenhum empecilho ao sol ao redor.

Isso acontece porque, com inversores string, é necessário que as diferentes placas conectadas estejam direcionadas na mesma orientação para produzir a tensão idêntica ou similar. O mesmo inversor string não pode ser usado para painéis que estejam voltados para lados opostos ou inclinação distinta.

Para projetos menores, como os residenciais, normalmente com até quatro placas ou outros que necessitem de nivelamentos, inclinações e orientações diferentes das placas, os microinversores serão mais indicados.

O gerenciamento diferenciado realizado por microinversores proporciona que, em caso de sombreamento do sistema por folhas, galhos ou outros fatores que podem prejudicar o aproveitamento da radiação solar, o desempenho ruim de um único painel não afete os demais.

Ou seja, cada módulo recebe tratamento diferenciado para otimizar sua energia, e o sombreamento de um deles terá um impacto restrito e muito menor no sistema como um todo.

Saiba mais:

Quando é necessária a string-box?

Quando o assunto é instalação, é preciso entender a diferença entre o microinversor, mais compacto e prático, e o inversor string, mais robusto. O microinversor é colocado por trás do próprio painel solar e o custo de instalação é reduzido por não necessitar de uma string-box.

O inversor string, pelo tamanho e necessidades de segurança, deve ser instalado longe do sistema fotovoltaico. A potência de um inversor string, maior do que a dos microinversores, torna-o mais pesado e traz a necessidade de manuseio por mais de uma pessoa, por sua dimensão.

Inversores string, além de serem equipamentos maiores, por normativas de segurança obrigatórias, precisam ter uma instalação a mais: a string-box, pois o sistema necessita de cabos que transportam a corrente tensão elevada (até 1500V).

Garantindo a segurança do sistema fotovoltaico

Em caso de problemas no funcionamento ou curto-circuito, é possível desligar o painel danificado do sistema no caso de uso de microinversores, o que os torna mais seguros e mais simples.

A energia já sai do microinversor como Corrente Alternada próxima dos painéis solares, diretamente do próprio telhado ou local de instalação do sistema, com níveis de tensão baixos e seguros, entre 127 e 220V, não necessitando de outras instalações. Em caso de incêndio, sistemas com microinversores também trazem mais segurança a bombeiros e brigadistas.

Inversores string necessitam de string-box e, em caso de grandes incêndios, trazem mais risco de consequências graves como explosões, pelas altas tensões geradas. Outro risco é o de choque elétrico grave, devido às altas tensões verificadas nos sistemas com inversores string.

Escolha de inversor pode ter impacto no custo de manutenção

Por sua durabilidade maior e tempo de garantia estendido em relação ao inversor tradicional, o microinversor tem custo de manutenção reduzido. Sua configuração também permite acompanhar o desempenho do sistema fotovoltaico com mais facilidade, até por meio de wi-fi.

Com menos tempo de garantia e durabilidade menor, inversores string precisam de reposição na meia-vida dos painéis solares, tornando o custo de longo prazo maior. Além disso, os inversores tradicionais monitoram por string, ou seja, por conjunto de painéis, enquanto os microinversores conseguem verificar o desempenho de cada placa.

Manutenção no Sistema Fotovoltaico
Manutenção no Sistema Fotovoltaico

A característica de monitoramento por string, no caso dos inversores tradicionais, é um complicador para a manutenção do sistema fotovoltaico, dificultando encontrar problemas específicos nas placas solares, que ficam “mascarados” no conjunto. Por outro lado, devido à instalação mais acessível da string-box, a manutenção do inversor em si torna-se relativamente mais simples.

Outras diferenças entre microinversor e inversor string

Durabilidade: A durabilidade do microinversor pode chegar de 25 a 30 anos, o que significa que ele terá o mesmo tempo de vida útil do painel solar, enquanto os inversores string duram entre 10 e 15 anos, ou seja, metade do tempo das placas. Ou seja, para cada conjunto de placas com vida útil de 30 anos, seria necessário trocar o inversor string pelo menos uma vez durante o período.

Garantia: Os microinversores normalmente apresentam de 10 a 15 anos de garantia. O inversor string tradicional tem a metade do tempo em comparação com o microinversor, dependendo do fabricante, isto é, de 5 a 7 anos de garantia.

Expandindo o sistema fotovoltaico

A escolha entre microinversor ou inversor string influencia várias outras decisões de longo prazo, inclusive futuras expansões do sistema fotovoltaico. O microinversor traz maior flexibilidade na instalação, bem como facilita que o sistema seja aumentado posteriormente, devido à sua modularidade.

Quando um projeto com inversor string precisa ser expandido, é necessário estudar o novo dimensionamento e realizar a troca do equipamento para uma potência maior conforme a necessidade. Os novos painéis serão adicionados a outros mais antigos e, em se tratando de inversores string, o rendimento menor das placas anteriores tende a prejudicar o desempenho das mais novas. 

No caso de microinversores, para ampliar o sistema, basta adquirir mais painéis e adicionar o número proporcional de novos microinversores aos módulos. Além disso, o problema em relação a painéis mais antigos, verificado em sistemas com inversores string, é eliminado, uma vez que os microinversores otimizam individualmente cada placa.

Sistema Solar com Microinversor
Sistema Solar com Microinversores

Procure distribuidores e fabricantes confiáveis

Antes de adquirir um sistema fotovoltaico, levando em consideração o valor do investimento, é importante buscar um distribuidor confiável, mas também pesquisar sobre os fabricantes, conhecer o tipo de produto que está sendo adquirido e instalado.

Se a decisão é pelo microinversor no sistema fotovoltaico, é essencial verificar a presença de assistência técnica local pelo fabricante, reduzindo problemas de longo prazo.

Outra escolha necessária é por empresas que tenham solidez de mercado, já que são produtos com garantias de mais de dez anos e longa vida útil.

Distribuidores confiáveis devem ajudar o cliente a conseguir acionar a garantia junto ao fabricante caso seja necessário e tirar diversas dúvidas em todo o período de vida útil do produto — incluindo apoio na instalação, configuração do microinversor e resolução de problemas.

Melhor momento para projetos em energia solar

A instalação de sistemas de geração em energia solar deve se manter aquecida até janeiro de 2023, quando começará a ser aplicada a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição, conforme o Marco Legal da Geração Distribuída.

Até lá, consumidores que instalarem um sistema solar terão isenção dessa tarifa por 23 anos, garantida pela legislação atual. Esse cenário tem levado a uma procura cada vez maior por projetos de geração fotovoltaica.

Independência energética: gerando a própria energia para a casa e o carro

Imagine juntar os benefícios da geração distribuída para energia solar (como economia na conta de luz) e da mobilidade elétrica (uso de veículos elétricos que reduz enormemente os gastos com abastecimento). A união dessas duas tendências representa a independência energética: a capacidade de gerar a própria energia e utilizá-la tanto para uso doméstico como para se transportar.

Independência Energética: Carregamento de Carro Elétrico com Energia Solar
Carregamento de Veículo Elétrico com Energia Solar

O Brasil já se encontra entre os 20 países com maior capacidade instalada de energia solar do mundo, conforme dados da Agência Internacional de Energia (IEA). A procura por sistemas menos agressivos à natureza, porém, não se resume às placas solares fotovoltaicas.

A tendência também se confirma quando o assunto são os carros elétricos e híbridos, que em abril de 2022 já eram mais de 90 mil no Brasil, segundo dados levantados pela NeoCharge.

O conceito de independência energética

Os benefícios ao meio ambiente com o uso de energias renováveis são incalculáveis. E não é à toa que o investimento em fontes solares é uma das principais medidas hoje tomadas por governos do mundo todo para combater o aquecimento global.

Em meio a diversos alertas da comunidade científica, já estamos sentindo os efeitos do efeito estufa ano após ano, com impactos como o aumento de incêndios em florestas, extinção de animais, e até crescimento no número de tempestades e furacões – todos fatores que também são prejudiciais às atividades industriais, ao turismo, comércio e à agricultura.

Esse cenário tornou ainda mais urgente a instalação de sistemas de energia solar – que não trazem o impacto apenas ambiental, mas também econômico com a redução dos gastos na conta de luz para quem investe em sistemas de Geração de Distribuída.

Placas Solares
Sistema de Energia Solar

E com o forte crescimento da procura por sistemas solares, surgiu há alguns anos o conceito de independência energética.

Esse conceito defende que, com painéis fotovoltaicos, pode-se evitar parcialmente ou até totalmente a dependência da energia elétrica distribuída pela rede tradicional, tanto para atender às necessidades de casa quanto para abastecer os automóveis, dispensando os combustíveis fósseis.

Carro elétrico

No caso do carro elétrico, um dos principais ganhos está relacionado ao custo de abastecimento, muito menor do que no caso dos veículos a gasolina, especialmente por conta da alta do preço do petróleo em todo o mundo.

Garagem Solar
Garagem Solar

Por meio de um cálculo simples, é possível comprovar que o quilômetro rodado com energia elétrica é mais barato para um automóvel.

Considerando valores médios da cidade de São Paulo no primeiro semestre de 2022, o gasto médio anual para abastecer com gasolina (rodando 15.000 km por ano, com um consumo hipotético de 10 km/L e preço de R$ 7,50/L) é de R$ 11.250.

Já o gasto médio para abastecer com eletricidade (considerando a mesma quilometragem rodada, em um consumo hipotético de 8 km/kWh e preço de R$ 0,80/kWh) é de R$ 1.500 por ano. Uma economia de 87%, ou R$ 9.750.

Além de não emitirem gases poluentes, os veículos elétricos também não produzem som, reduzindo também a poluição sonora. Entre diversas outras vantagens, esses fatores têm levado as maiores montadores do mundo a encerrarem novos projetos com carros a combustão e concentrarem seus esforços nos carros elétricos, em uma verdadeira revolução no mercado automotivo.

Carro elétrico + casa solar

Além dos benefícios ambientais, a independência energética é capaz de reduzir drasticamente as despesas familiares.

Geração de Energia Solar Residencial
Geração de Energia Solar Residencial

Tendo como exemplo uma família que consome 250 kWh/mês com energia fotovoltaica em casa e 150 kWh/mês para abastecer o carro elétrico, teríamos seguinte cenário: instalação do sistema solar custaria, em média, R$ 15.000, enquanto a compra de um carro elétrico seria cerca de R$ 65.000 mais cara que a de um automóvel convencional (R$ 143.000 a R$ 78.000, em uma comparação básica).

Somente com o sistema solar, a economia para essa família seria de R$ 3.750 ao ano, na comparação com as contas de luz tradicionais.

Isso, somado à economia de R$ 9.750 com o veículo elétrico, garantiria uma redução de R$ 13.500 no orçamento. Ou seja, em pouco mais de 4 anos, o investimento de R$ 80.000 na instalação de painéis fotovoltaicos e na aquisição de um veículo elétrico já seria recuperado. A partir daí, a família alcançaria a independência energética.

Energia solar em empresas

A energia solar não é só benéfica para os proprietários de imóveis. Empreendedores que adotam as soluções fotovoltaicas também têm diversas vantagens, entre elas a possibilidade de investir a verba que seria direcionada à conta de luz em outras áreas, serviços, projetos e produtos.

Além de economia, um sistema baseado em painéis fotovoltaicos gera credibilidade, competividade e mostra que a empresa está conectada às exigências do mundo atual – fato que determina cada vez mais atenção à preservação do meio ambiente. Desta forma, é possível atrair clientes e até investidores com mais facilidade.

Energia Solar em Casa: As Vantagens do Micro Inversor com Painel no Sistema Residencial

Instalar um sistema de energia solar em casa é algo cada vez mais comum no Brasil, com crescente interesse nas vantagens econômicas e nos impactos ambientais positivos que uma fonte de energia renovável proporciona.

Agora, a novidade é que os kits solares começam a contar com micro inversores para trabalhar em conjunto com as placas solares. Conheça neste artigo um pouco mais sobre o uso do micro inversor em projetos residenciais.

Até o final de 2022, a procura pela instalação de sistemas de geração de energia solar deve se manter aquecida, com a publicação recente do Marco Legal da Geração Distribuída.

A legislação garante que o consumidor que instalar sistemas fotovoltaicos em casa até janeiro de 2023 continuará tendo isenção da Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (Tusd) nos próximos 23 anos. Com isso, muitos brasileiros têm estudado as diferentes possibilidades de instalação em suas residências.

Para Raphael Pintão, sócio-fundador da NeoSolar, é preciso considerar várias questões na hora de decidir pela melhor opção, como o tamanho do projeto ou quantidade de painéis, por exemplo. Porém, na opinião do executivo, a instalação de micro inversores para otimização do sistema é ideal em projetos residenciais conectados à rede elétrica, uma vez que traz segurança e melhor payback no longo prazo.

Saiba Mais:

“Não há dúvidas de que este é o momento ideal para a instalação de painéis solares em telhados, terrenos, fachadas e em tantos outros lugares que podem ser abastecidos pela fonte de energia que, a cada dia, ganha mais espaço na vida dos brasileiros. Mas é importante fazer a escolha certa de todos os componentes do sistema, a fim de garantir mais eficiência, segurança e durabilidade”, ressalta.

Micro Inversores

A principal função dos inversores é converter a energia produzida pelas placas solares fotovoltaicas de Corrente Contínua (CC) para Corrente Alternada (CA), usada em casa. Assim, o sistema pode injetar energia elétrica apropriada na rede local e trabalhar de forma integrada, fornecendo condições para utilização dos equipamentos elétricos.

Micro Inversor Solar
Micro Inversor no Sistema de Energia Solar

Os sistemas solares de Geração Distribuída (GD) – que geram energia solar para complementar a energia da rede elétrica e possibilitam economia na conta de luz a seus usuários – tradicionalmente contavam com os chamados inversores string, desenvolvidos para gerenciar blocos de painéis ligados em séries (ou “strings”). Nos últimos anos, no entanto, tem se tornado comum a instalação de micro inversores, que cumprem função semelhante à dos inversores string, porém possuem tamanho reduzido e gerenciam as placas individualmente.

“Podemos dizer que o micro inversor faz um tratamento individualizado de energia enquanto o inversor mais convencional faz um tratamento em série ou conjuntos. O problema de operar com grandes conjuntos de painéis é que se houver perda de geração de energia em um deles – por qualquer fator, como sombreamento ou alguma fissura –, todo o sistema será afetado e entregará menos energia. O micro inversor minimiza isso, já que se apenas um painel apresentar problema ele não afetará os outros, uma vez que cada painel é gerenciado individualmente e entrega toda a sua energia para ser utilizada”, explica Raphael Pintão.

Manuseio mais fácil e maior vida útil

Maiores e mais pesados, os inversores strings normalmente possuem potências superiores às dos micro inversores, mas isso também os torna mais difíceis de serem manuseados por uma só pessoa. Outros diferenciais que têm feito os micro inversores ganharem espaço no mercado de energia solar são a durabilidade e a garantia: esses aparelhos costumam ter de 10 a 15 anos de garantia e de 25 a 30 anos de vida útil (similar à do painel solar). Já o inversor tradicional string geralmente possui de 5 a 7 anos de garantia, dependendo do fabricante, e sua vida útil fica entre 10 e 15 anos.

“Não faz sentido nenhum ter uma placa com vida útil de 30 anos, como são os painéis atuais, ligada a um inversor com vida útil de 10 anos. Ou seja, o retorno compensa sua escolha”, pontua Raphael. “A instalação de micro inversores em um sistema solar pode reduzir o custo de manutenção no longo prazo e garantir melhor aproveitamento de energia por décadas”, acrescenta o sócio-fundador da NeoSolar.

Segurança em Sistemas de Energia Solar

Raphael Pintão explica que os micro inversores também são mais seguros, já que operam em baixas tensões de corrente contínua (até 60 V) enquanto os inversores string utilizam tensões mais altas (de até 1.500 V). Essa característica dos string, além de trazer riscos para o instalador que monta o sistema, também aumenta o risco de choques elétricos e/ou incêndios durante o funcionamento do equipamento.

Pelo fato de operar com tensões elevadas em sua entrada, os inversores string também necessitam de uma caixa de proteção externa obrigatória para segurança, chamada string-box. Esse item não é necessário no caso dos micro inversores, pois operam com tesões extremamente baixas e possuem essa proteção embutida no equipamento, que converte a energia contínua em energia alternada diretamente sobre o telhado.

“Com o micro inversor, a energia já sai como Corrente Alternada próxima da própria placa solar, com níveis de tensão baixos e seguros. Além disso, ele dispensa o uso da string-box e necessita de menos proteções que os inversores tradicionais, que são aparelhos mais complexos e trabalham com tensões mais altas”, compara.

MPPTs no Micro Inversor

A maneira como os MPPTs são utilizados é o diferencial que garante a vantagem competitiva do micro inversor sobre o inversor string. A sigla significa Maximum Power Point Tracking (Rastreamento do Ponto de Máxima Potência, em tradução livre) e representa os algoritmos dos inversores que identificam o ponto de máxima potência para o funcionamento dos painéis solares.

Essa tecnologia encontra as melhores condições na relação entre corrente e tensão para que o sistema gere energia de forma mais eficiente. Em um sistema com micro inversores, o gerenciamento de MPPTs se dá de forma individualizada, enquanto os inversores string observam o conjunto das placas.

A melhor distribuição de MPPTs faz com que o micro inversor gere mais energia que a string, especialmente em instalações com sombreamento, mau funcionamento ou perda de rendimento dos painéis”, afirma Raphael.

Diferença de funcionamento entre o inversor String e o Micro Inversor.
Diferenças de um inversor String para o Micro Inversor

Otimização de sistemas de energia solar

O gerenciamento diferenciado realizado por micro inversores garante que o desempenho ruim de um único painel não afete os demais, mesmo em casos de sombreamento do sistema provocado por folhas, galhos ou outros fatores que podem prejudicar o aproveitamento da radiação solar.

“Cada módulo receberá um tratamento diferenciado para otimizar sua energia, e o sombreamento de um deles terá um impacto restrito e muito menor no sistema como um todo. O tratamento individualizado de cada módulo solar, uma das principais características dos micro inversores, facilita bastante o monitoramento e a manutenção dos sistemas. Isso acaba beneficiando a produção total de forma significativa”, salienta o sócio-fundador da NeoSolar.

Para o executivo, outra questão que torna os micro inversores ideais para projetos residenciais é o fato de que podem ser instalados em painéis em diferentes níveis, com inclinações e orientações variadas, o que não é possível com inversores strings.

“Quando trabalhamos com os inversores string, precisamos que as diferentes placas conectadas estejam direcionadas na mesma orientação para produzir a tensão idêntica ou similar. Não podemos, por exemplo, utilizar o mesmo inversor para painéis que estejam voltados a lados opostos ou em inclinação distinta — uma condição que limita muito as possibilidades na hora da instalação”, complementa.

Os micro inversores também permitem que o desempenho dos painéis seja monitorado de forma remota, inclusive por Wi-fi, com mais facilidade e menor custo de instalação. Além disso, é possível ampliar o projeto apenas com a inclusão de mais placas e do número proporcional de novos micro inversores ao sistema.

Webinar gratuito no YouTube explica como funciona o Bombeamento de Água por Energia Solar

Equipamento capaz de garantir o abastecimento de água em locais isolados — como algumas propriedades rurais — ou sem acesso à rede elétrica, as bombas de água movidas por energia solar têm gerado interesse cada vez maior no mercado brasileiro. Para explicar o funcionamento dessa tecnologia, a NeoSolar, líder no setor solar, promove no próximo dia 18 de maio (quarta-feira), às 15h (horário de Brasília), o Webinar 100% gratuito Bombeamento de Água por Energia Solar.

O evento será transmitido no YouTube, por link disponibilizado para quem realizar a inscrição pelo site.

Curso NeoSolar Bombeamento Solar
Para explicar o funcionamento das Bombas Solares, a NeoSolar promove Webinar 100% gratuito Bombeamento de Água por Energia Solar (Crédito da Imagem: NeoSolar)

A apresentação será realizada por Paulo Frugis, engenheiro com mais de 30 anos no setor elétrico nacional que também é o professor do Curso Online de Bombeamento da NeoSolar, um programa completo sobre o assunto que será lançado durante o webinar.

“Preparei uma apresentação de cerca de quarenta minutos, na qual começarei trazendo conceitos básicos sobre bombeamento solar a quem ainda não é familiarizado com o assunto. Na sequência, darei algumas dicas para quem já trabalha com bombeamento e quer entender melhor os equipamentos – explicarei tudo sobre aplicações e a instalação, que geralmente é simples. E, por fim, ficarei disponível para tirar todas as dúvidas de quem participar do webinar pelo chat”, comenta Paulo Frugis.

Saiba Mais:

Ao final da aula aberta, Frugis explicará melhor o programa do Curso Online de Bombeamento Solar, que será disponibilizado 100% online e com desconto para quem assistir ao webinar. “A ideia é que o webinar já dê um bom embasamento sobre o assunto. Para quem quiser se especializar mais, recomendarei o curso, que tem uma grade de aproximadamente12 horas, com 07 módulos e conta com diversos materiais extras, além do conteúdo ficar disponível por 45 dias para estudo a qualquer hora, e de disponibilizarmos diversos canais para que os alunos tirem dúvidas comigo e com a equipe”, acrescenta o professor. 

Bombeamento Solar

As maneiras de se utilizar energia solar são extremamente amplas — e nem sempre se comenta sobre uma de suas aplicações mais importantes: o bombeamento de água. É graças aos sistemas movidos à energia do sol que propriedades rurais de todos os cantos do Brasil possuem abastecimento de água ao longo de todo o ano (não apenas para cultivo agrícola e alimentação de gado, mas inclusive para consumo humano de água limpa). E é com bombas solares também, que comunidades isoladas, distante dos centros urbanos do país podem contar com água potável.

Os sistemas de bombeamento solar podem estar conectados à rede elétrica (como em sistemas híbridos que permitem o uso de energia para backup), mas é muito comum que essas aplicações sejam Off Grid (autossuficientes, que geram energia solar de forma independente, mesmo distante das redes de distribuição das concessionárias). Afinal, nesses lugares é muito mais barato instalar um sistema de bombeamento solar do que fazer com que uma rede da concessionária de energia chegue até ali.

Bomba Solar Submersa Funcionamento
Bombeamento de Água no Sistema Off Grid (Crédito da Imagem: NeoSolar)

Uma grande vantagem dos sistemas de bombeamento de água é que eles podem ser instalados de modo simples, com painéis solares ligados diretamente na bomba, utilizando qualquer fonte de água, como uma represa, açude ou nascente. Após a instalação, propriedades rurais podem contar com água limpa e constante mesmo em períodos de seca ou estiagem. Em comunidades isoladas, longe dos centros urbanos, mesmo ribeirinhas, podem utilizar o bombeamento solar para tratamento, e assim, terem acesso à água limpa e impedir a proliferação de diversas doenças.

Energia Solar e Vacinas: como os Sistemas Off Grid possibilitam a imunização em áreas remotas

Pouca gente sabe, mas energia solar e vacinas são dois assuntos que podem ter muito a ver.

Em tempos de pandemia, quando se fala em vacinação, a associação imediata é com a Covid-19. Porém, existe um calendário de imunização no Brasil que possibilitou erradicar diversas doenças nas últimas décadas. Todas as vacinas brasileiras são aplicadas conforme o Plano Nacional de Imunização (PNI), em um esforço coordenado entre União, Estados e Municípios.

Em muitos casos, a conservação das vacinas que protegerão a população só é possível graças à instalação de sistemas de Energia Solar Off Grid, que permitem o funcionamento de geladeiras para refrigerar os imunizantes 24 horas por dia.

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O desafio de levar Vacinas para Regiões Remotas

Um dos maiores desafios para vacinar a população brasileira é chegar a áreas remotas e manter a integridade dos imunizantes, considerando que muitas regiões do país não contam com energia elétrica ou possuem instalações precárias, com constantes quedas de luz.

Nesses casos, diversos lotes de vacina correm o risco de estragar se não forem armazenados em geladeiras que mantenham os imunizantes refrigerados na temperatura ideal. Diante desse problema, uma solução de grande importância é a instalação de sistemas Off Grid de energia solar fotovoltaica, que contam com baterias e permitem manter uma geladeira ligada mesmo em um local isolado.

Vacinação - Geladeira - Aplicação Energia Solar Fotovoltaica Off Grid
Sistemas Off Grid de Energia Solar contribuem com o cronograma de vacinação por permitirem que regiões remotas do Brasil mantenham geladeiras ligadas para conservas os imunizantes (Crédito da Imagem: Ronstik/ Pixabay/ Reprodução Neosolar)

Energia Solar e Vacinação: Muito além da Covid-19

Algumas doenças menos contagiosas podem aguardar um pouco mais pela chegada de agentes de saúde com a logística necessária para campanhas temporárias. Mas no caso da Covid-19, por exemplo, o esforço precisou ser rápido e coordenado, a fim de organizar a vacinação em tempo recorde e ainda atender às específicas necessidades de temperatura dos imunizantes — cuja validade é menor e sensibilidade à temperatura, muito maior.

Por isso, em áreas remotas do Brasil, os sistemas de Energia Solar Off Grid, cuja geração é completamente independente de qualquer ligação com a rede elétrica, se apresentaram como uma solução adequada para manter o fluxo constante de energia em unidades de saúde e, assim, garantir a vacinação contra a Covid-19 – e outras doenças.

No Norte do País, por exemplo, com o apoio de ONGs e fundações internacionais, esse tipo de sistema está fornecendo energia solar a Unidades Básicas de Saúde (UBSs) que atendem comunidades e aldeias indígenas, possibilitando cumprir as exigências do PNI.

Vacinação África com Energia Solar
Programa da Unicef possibilitou vacinação em áreas remotas da África graças à instalação de placas solares (Crédito da Imagem: Unicef/ Conexão Planeta/ Reprodução NeoSolar)

Autonomia energética em Sistemas Off Grid

As geladeiras usadas para acondicionar vacinas em UBSs da Região Norte, sobretudo em comunidades ribeirinhas, ficam conectadas na energia fotovoltaica, que também possibilitou autonomia energética e informatização das unidades. Milhares de pessoas estão sendo beneficiadas e as UBSs atualmente podem ter equipamentos que antes não tinham condições de funcionar, como inaladores, para atendimentos de urgência.

Anteriormente, as unidades de saúde dependiam de geradores a diesel para funcionar, equipamentos que também forneciam energia para outros locais públicos e residências. Frequentemente, a energia gerada não era suficiente para manter o funcionamento de todos os prédios e casas adequadamente por conta da corrente elétrica instável.

Nos sistemas fotovoltaicos das UBSs, dimensionados para funcionar 24h/dia, são utilizadas baterias de lítio e inversores, melhorando a qualidade do atendimento primário à saúde. O sistema, normalmente, compreende um gerador fotovoltaico de 3,68 KWp, painel solar, inversor solar e bateria solar de lítio 48V 3,6KWh.

Energia Solar Off Grid - Geladeira armazenamento de vacina
Energia Solar e Vacinas: imunizante sendo retirado de imunizante em Uganda, na África, com refrigeração possibilita por um sistema Off Grid de Energia Solar Fotovoltaica (Crédito da Imagem: Unicef/ Conexão Planeta/ Reprodução NeoSolar)

Por ser Off Grid, com a utilização apenas da energia solar produzida pelos painéis fotovoltaicos, o sistema distribui automaticamente energia para as unidades de saúde e o excedente é armazenado em baterias. Para gerenciar a produção e o consumo, é instalado um inversor-carregador, que converte a corrente contínua dos painéis em corrente alternada, conforme a demanda.

Para que o sistema funcione de maneira adequada, é necessário utilizar baterias para armazenar a energia gerada pelos painéis solares, garantindo que mesmo em momentos de baixa geração de energia, como em dias nublados, o fornecimento seja constante. A alternativa viável a longo prazo  é a bateria solar de lítio ferro-fosfato, já que permite o uso quase total de sua carga sem afetá-la, mantendo sua eficiência em até 10 anos.

África: geladeiras de vacinas em sistemas Off Grid

Um consórcio de organismos internacionais foi criado no ano passado para garantir que regiões mais pobres e com difícil acesso tenham condições de vacinar a população contra a Covid-19. O Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), por meio desse consórcio, vem investindo na compra e instalação de refrigeradores com energia solar fotovoltaica para o continente africano.

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Até o momento, de acordo com dados da ONU, 672 milhões de doses foram entregues aos países africanos, sendo 65% viabilizadas pelo Covax, bem como as seringas necessárias para essa aplicação. Atualmente, conforme a OMS, apenas 11% da população adulta africana está totalmente vacinada. 

Os refrigeradores funcionam com energia gerada por meio de placas solares em telhados de unidades de saúde, mas, nos sistemas africanos, as baterias foram eliminadas e a energia é armazenada diretamente na geladeira. Vacinar a população no continente é uma rotina do Unicef mesmo antes da pandemia, e a Covid-19 acelerou o processo de aperfeiçoamento para resfriar os imunizantes por mais tempo e em condições adequadas.

Energia Solar sem conexão à Rede Elétrica

Os sistemas Off Grid, assim como os On Grid, precisam ser instalados por técnicos qualificados que levem em consideração diversas questões para a montagem do sistema, como a carga necessária para manter o funcionamento constante. Eles são normalmente mais utilizados em localidades remotas, em que a rede elétrica não está disponível, como sítios, fazendas, comunidades isoladas, entre outras, mas também são opção para quem deseja ter independência energética em sua própria casa.

Geladeira - Energia Solar e Vacinas - Sistema Off Grid
Geladeira mantida com Energia Solar Off Grid garante a refrigeração de vacinas no Sudão do Sul (Crédito da Imagem: Unicef/ Conexão Planeta/ Reprodução NeoSolar)

Quem realiza a instalação deve considerar a eficiência global do sistema para não sobrecarregar as baterias, calculando sua carga e a capacidade real do conjunto, o que garante a vida útil de todo o equipamento. Além disso, o técnico também deve levar em consideração o cálculo de como manter o sistema com sobra de energia, para que não haja problemas em dias nublados ou chuvosos.

Assim, é possível ter segurança em relação ao fornecimento diário de energia pelo arranjo fotovoltaico conforme seu local de instalação, pensando inclusive na irradiação solar da cidade em que está o sistema e sua autonomia necessária.

Painel solar fotovoltaico é instalado em Serra Leoa para garantir funcionamento de geladeira que armazena vacinas (Crédito da Imagem: Unicef/ Conexão Planeta/ Reprodução NeoSolar)

Energia Solar instalada no Brasil atinge potência equivalente à de Itaipu

Projeto Placa Solar Energia Solar Fotovoltaica
Projeto de Energia Solar Fotovoltaica com Placas Solares (Crédito: Neosolar)

Mais uma boa notícia para a Energia Solar no Brasil: cada vez mais presente no dia a dia população, a fonte solar de energia alcançou uma marca histórica no início de 2022, atingindo 14 GW de potência instalada, capacidade equivalente à da Usina de Itaipu, uma das maiores hidrelétricas do mundo. O assunto foi repercutido pela grande mídia.

Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), 66% dessa capacidade (9,3GW) vem da geração própria ou distribuída, por meio dos painéis solares instalados propriedades particulares, enquanto os outros 34% (4,7GW) estão concentrados nas usinas solares. Esse número equivale a 2,4% da matriz elétrica nacional e coloca a energia solar como a quinta maior fonte do Brasil.

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De 2012 até aqui, a fonte solar de energia já trouxe ao país um investimento de R$ 74,6 bilhões e criou mais de 420 mil empregos. Somente a geração própria foi responsável por R$ 49,5 bilhões em investimentos e 278 mil trabalhos diretos. Na última década, o setor foi responsável por mais de R$ 20,9 bilhões em impostos arrecadados.

A tendência é que esses dados impressionem ainda mais em 2022, já que o custo da energia elétrica segue em alto e, no último mês de janeiro, foi instituído o chamado Marco Legal da Geração Distribuída. Sancionada pela Lei 14.300/22, a medida determina que os consumidores da energia solar vinda da geração distribuída passem a pagar pela Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (Tusd), embora também possam acumular créditos pela geração de energia excedente para reversão em descontos na conta.

Em meio a diversas mudanças previstas, algumas regras de transição chamam a mudança no primeiro ano do Marco Legal de GD. Por exemplo: aqueles consumidores que instalarem, até janeiro de 2023, um sistema fotovoltaico em suas propriedades terão garantidas as regras atuais até 2045 – ou seja, se fizer a instalação de um projeto fotovoltaico até o primeiro mês do próximo ano, o consumidor estará isento da Tusd pelos próximos 22 anos.

Diante dessa oportunidade, existe a expectativa de alta procura pela instalação de sistemas solares no Brasil até o final de 2022, com muitos especialistas considerando o momento atual como o melhor para a instalação de painéis solares em telhados, terrenos, fachadas e em tantos outros lugares que podem ser abastecidos pela fonte de energia solar – uma energia limpa, renovável e eficiente que ganha mais espaço na vida dos brasileiros.

Energia Solar: Potencial do Brasil

A energia solar vem se mostrando uma importante opção de longo prazo para diversificação da matriz energética brasileira. Existem atualmente mais de 4 mil usinas solares em 19 Estados, de acordo com a ANEEL, tornando a capilaridade dessa fonte de energia cada vez maior. Outro diferencial é o preço: as grandes usinas solares podem gerar energia solar a valores até 10 vezes menores do que usinas termelétricas, segundo a ABSOLAR, quando se fala em energia distribuída. 

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O preço também faz diferença no bolso do consumidor final, o que fez com que aplicação de energia solar em projetos comerciais, industriais e residenciais tenha crescido como uma possibilidade para baratear a conta de energia – em sistemas On Grid (Grid Tie) – ou para levar a luz a locais sem rede – nos sistemas off grid. A energia solar pode ser responsável pela redução de até 90% do valor da conta de energia em sistemas On Grid.

A preocupação com o meio ambiente vem sendo uma tônica essencial tanto para empresas quanto para consumidores. A energia solar é considerada limpa, ou seja, não polui durante a sua produção, entrando para a agenda do momento em que o mundo se volta para esse tipo de preocupação. Dados da ABSOLAR apontam que em torno de 18 milhões de toneladas de CO²  deixaram de ser liberados na atmosfera com a adoção desse tipo de energia.

O potencial da energia solar no Brasil também é um diferencial, uma vez que é o País se destaca por oferecer grandes áreas abertas e clima tropical, com sol praticamente o ano inteiro, tornando a energia solar viável e extremamente rentável.

Irradiação Solar no Brasil - Energia Solar Fotovoltaica - NeoSolar
Mapa mostra o alto potencial do Brasil para gerar energia solar fotovoltaica, com alto índice de irradiação solar em todo o território (Crédito: Atlas Brasileiro de Energia Solar/ NeoSolar)

Transição Energética no Brasil

De acordo com a segunda edição do Atlas Brasileiro de Energia Solar, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no local menos ensolarado do Brasil é possível gerar cerca de 50% mais eletricidade solar do que na região mais ensolarada da Alemanha, para se ter uma ideia das oportunidades que o setor oferece no País.

Saiba mais aqui sobre a alta capacidade de produção de energia solar do território brasileiro.

O sistema de geração de energia brasileiro, baseado em hidrelétricas, vive um momento difícil com a escassez de chuvas da última década, que levam ao aumento de tarifas. Outra consequência é que, se as hidrelétricas não atendem à demanda, as termelétricas são acionadas, proporcionando a geração de energia mais cara e considerada ruim para o meio ambiente devido às emissões de gases poluentes. Esse cenário abre o caminho para o crescimento cada vez maior da participação de mercado da energia solar em todos os tipos de projetos.

Sobre os sistemas autônomos de energias solar fotovoltaica

Hoje vamos falar sobre os sistemas isolados ou autônomos para geração de energia solar fotovoltaica, que, apesar de não serem necessários nas regiões urbanas, são super importantes  para que não têm acesso a rede elétrica, que ainda são muitos aqui no Brasil. 

 

Esse sistema é caracterizado por não se conectar a rede elétrica, ele abastece diretamente os aparelhos que utilizarão a energia. Esta solução é o modo mais econômico e prático de se obter energia elétrica nestes lugares remotos. Nos períodos sem sol, o abastecimento é garantido pela energia armazenada nas baterias. Podem ser usados, por exemplo, em sistemas de bombeamento de água, eletrificação de cercas, geladeiras para armazenar vacinas, postes de luz, estações replicadoras de sinal, etc. 

 

Os sistemas isolados de geração de energia solar fotovoltaica, de maneira simplificada, são compostos de quatro componentes:

 

Painéis solares:

São o coração do sistema e geram a energia elétrica que abastece as baterias. Tem a função de transformar a radiação solar em corrente elétrica contínua. Um sistema pode ter apenas um painel ou vários painéis interligados entre si

 

Controladores de carga:

É como se fossem a válvula do coração e garantem o abastecimento correto das baterias, evitando sobrecargas e descargas profundas, o que auxilia no aumento de vida útil do sistema.

 

Inversores:

São o cérebro do sistema e tem a função de transformar corrente contínua (CC) em corrente alternada (AC) e levar a tensão, por exemplo, de 12V para 127V. Em alguns casos, pode ser ligado a outro tipo de gerador ou à própria rede elétrica para abastecer as baterias.

 

Baterias:

São o pulmão do sistema e armazenam a energia elétrica para ser utilizada nos momentos em que não há sol e não há outras fontes de energia.

Nós lançaremos na InterSolar 2019, que acontece este mês, uma solução  completa desenvolvida para atender residências em regiões remotas e sem acesso à energia. Fiquem de olho! 

Aniversário NeoSolar: Os diferenciais do nosso e-commerce e nossos objetivos para os próximos anos

Ainda no clima de aniversário e nostalgia pelos nossos quase 10 anos no mercado, hoje vamos falar sobre os diferenciais do nosso e- commerce, que foi por onde começamos como contamos no post anterior e falar um pouco sobre nossos objetivos para os próximos anos.

 

Nossa loja, atualmente, tem como como diferencial a capacitação técnica do time comercial, que permite a sugestão de diferentes e mais eficientes opções na hora da compra. Essa também foi a motivação para investirms em uma grade de cursos e em um centro de treinamento próprio – que hoje é um dos nossos segmentos.

 

Nossos objetivos para os próximos anos, estão baseados em investimentos de conteúdos relacionados ao mercado de energia solar, novas soluções e ferramentas, além de uma experiência que facilite o processo de compra e o de busca por informações do setor. Nossa estratégia se baseia em evoluir sempre em nosso mercado atual e em novas oportunidades, contando com um time qualificado para atender e surpreender nossos clientes, além, é claro, de utilizar todas as métricas disponíveis, especialmente no ambiente digital, para suportar nossas tomadas de decisões.

 

 

Para quem ainda não sabe, nós comercializamos também produtos de infraestrutura para veículos elétricos e somos parceiros e distribuidor oficial de carregadores de veículos elétricos da Schneider Electric, no Brasil. Além da distribuição de equipamentos via e-commerce e telefone, prestamos consultoria, instalação de sistemas fotovoltaicos e atuamos na capacitação profissional tanto na área de energia solar fotovoltaica como na de veículos elétricos.

 

 

E pensar que tudo começou lá atrás, com nosso e-commerce, em um ramo praticamente inexistente na época …

 

Fernando de Noronha vai banir carros a combustão até 2030

Em parceria com a Renault, a administração do arquipélago de Fernando de Noronha deu o primeiro passo para zerar a emissão de carbono emitido pelos automóveis até 2030. O plano consiste em permitir apenas a venda de carro elétricos a partir de 2022, e em 2030 começar a retirar de circulação os veículos movidos a combustão, no caso do arquipélago, apenas gasolina e diesel (não há etanol).

 

A marca francesa entregou hoje seis veículos para uso da administração distrital, dois Twizzy (R$ 83.990 cada), três Zoe, dois na versão Intense (R$ 149.990) e um na versão Life (R$ 147.990), e um Kangoo Z.E. 5 lugares (R$ 134.990).

 

Para recarregá-los já há 4 pontos de recarga espalhados pela ilha principal, produzidos pela mesma empresa do corredor elétrico da Via Dutra, feito em parceria com a BMW. Uma curiosidade é a maior relação entre carregadores elétricos/ carros elétricos já vista no mundo. Quem quiser também pode pagar R$ 5.100 para comprar um carregador exclusivo para os 3 modelos e instalá-lo em casa.

 

Por João Anacleto no UOL Carros

 

Fábrica solar da Tesla exporta maioria de suas células, diz documento

A exportação ressalta a profundidade dos problemas da Tesla nos negócios de energia solar dos Estados Unidos, que a fabricante de carros elétricos entrou em 2016 com sua controversa compra da SolarCity por 2,6 bilhões de dólares.

 

A Tesla só esporadicamente compra células solares produzidas por sua parceira na fábrica, a Panasonic, de acordo com um funcionário da fábrica solar de Buffalo falando sob condição de anonimato. O restante vai em grande parte para compradores estrangeiros, de acordo com uma carta da Panasonic a autoridades alfandegárias dos EUA, analisada pela Reuters.

 

Quando as duas empresas anunciaram a parceria em 2016, as empresas disseram que colaborariam na produção de células e módulos e a Tesla assumiria um compromisso de longo prazo para comprar as células da Panasonic. As células são componentes que convertem a luz do sol em eletricidade; elas são combinadas para fazer painéis solares.

 

A Tesla planejava usá-los em seu telhado solar, um sistema destinado a parecer com telhas normais. Elon Musk, presidente-executivo da Tesla, classificou o produto como o alicerce da estratégia por trás da aquisição – vender um estilo de vida com baixa emissão de carbono a consumidores ecologicamente conscientes que poderiam usar a energia do Solar Roof para carregar seu veículo elétrico Tesla.

Fonte: https://bit.ly/2EaBYND