Produção de energia solar pode ser mais barata e menos tóxica

Cientistas da Universidade de Liverpool desenvolveram um novo método para produzir células solares, que são usadas nos painéis solares para transformar luz em energia elétrica: trocaram uma substância tóxica por uma inofensiva e mais barata.

 
A substância empregada antes era o cloreto de cádmio, usado para banhar o filme de células de telureto e aumentar a eficiência da célula solar na absorção da luz do sol. O problema é que o cloreto de cádmio é tóxico em baixa escala  tanto para quem o manipula, quanto para o meio ambiente.

 
Diante dessa dificuldade, a equipe do pesquisador John Major, da Universidade de Liverpool, decidiu buscar um produto que substituísse o cloreto de cádmio, já que algumas pesquisas recentes haviam mostrado que o responsável por aumentar a eficiência da célula solar era o cloro, e não o cádmio.
Primeiro tentaram substitui-lo pelo sódio, mas não atingiram a eficiência que precisavam. Tentaram alguns outros cloretos também, mas sem sucesso. Os pesquisadores experimentaram então o cloreto de magnésio, que atingiu resultado parecido com a substância tóxica (cloreto de cádmio) utilizada antes.

 
As vantagens são muitas: o cloreto de magnésio não é tóxico, já que é utilizado até na produção de tofu e outros suplementos alimentares; além disso, custa apenas 1% do custo do cloreto de cádmio.

 
Para o pesquisador John Major, “substituir o cloreto de cádmio por uma substância natural pode fazer com que a indústria economize grande quantia de dinheiro e reduza o custo geral para produzir energia solar”.

EUA tem plano oficial para energia solar a US$60

O governo norte-americano apresentou nesta sexta-feira (04/02) um programa para reduzir em 75% o custo dos painéis solares fotovoltaicos até o fim desta década com o objetivo de tornar a tecnologia competitiva sem a necessidade de subsídios. A meta é chegar ao custo de US$ 1 por watt instalado, o correspondente a US$ 60 (R$ 100) por MWh.

Denominado SunShot Initiative, o programa prevê investimentos de aproximadamente US$ 2 bilhões até 2020, em parceria com órgãos governamentais, laboratórios de pesquisas, instituições acadêmicas e a indústria. Já foram concedidos patrocínios de US$ 27 milhões para nove projetos de pesquisa e desenvolvimento da área.
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O Silício e a produção de células solares no Brasil

A matéria prima básica para a produção de células solares (a unidade elementar de uma painel solar ou painel fotovoltaico) é o Silício (símbolo Si).

 

Painéis Solares aplicados em usina solar

Painéis Solares feitos de Silício grau solar SiGS

O Silício é encontrado em abundância na natureza na forma de argila, granito, feldspato, areia e quartzo. Há quatro classificações do Silício em relação ao seu grau de pureza: grau metalúrgico (menos puro), químico, solar (SiGS) e eletrônico (SiGE – o mais puro).
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