Leilão de reserva e a expansão da energia solar

A contratação de energia solar no recente Leilão de Energia de Reserva, realizado no final de outubro, mostra a tendência de crescimento da fonte alternativa, com menor preço do megawatt/hora (MW/h) e a redução dos custos.

 

Estima-se que nos próximos 30 anos, com mercado maior e interesse dos investidores, a geração de energia solar se expanda, tornando-se mais barata e ocupando vez mais espaço na matriz energética.

 

Para o Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Altino Ventura Filho, “a energia solar pode caminhar para até 5% do mercado no país ou mais, se contar com geração distribuída, nos consumidores finais”.

 

No leilão de energia reserva ocorrido no dia 31 de outubro, foram contratados 31 projetos de geração por fonte solar, com capacidade total de 889,7 megawatts (MW) ao preço de R$215,12 o MW/h, uma diminuição de 17,9% em relação ao preço teto.

 

O secretário relembra que, há menos de cinco anos, o MW/h de energia solar custava mais de R$ 1.000. Para ele, o sucesso do certame é resultado de anos de estudos e ações para permitir que a geração de energia solar se tornasse viável no Brasil: “O Brasil é um país tropical. Temos grande intensidade de sol, com várias horas por dia de incidência dos raios solares, de janeiro a dezembro. Por isso a energia solar vai ser um grande sucesso, e o leilão mostrou isso: há competição e interesse dos investidores”.

Ministério de Minas e Energia é criticado pela Aneel por definir preço baixo para energia solar

Os preços da energia definidos pelo Ministério de Minas e Energia para o Leilão A-5, destinado à contratação de novas usinas com início de suprimento em até cinco anos, preocupam empresas do setor de energia solar e também diretores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que deixaram claro não concordar com parte das diretrizes de preço.

 

 

As principais críticas vieram dos diretores Romeu Rufino e Reive dos Santos, em relação ao preço-teto de R$ 137,00 por megawatt-hora (MWh) para energia solar. Segundo eles, será muito difícil que uma usina solar seja contratada com o valor previsto no edital. Para a Aneel, o valor da energia está baixo demais para uma fonte que ainda precisa ser estimulada.

 

 

Além do preço, os diretores também reclamam do fato de projetos de energia solar competirem com energia eólica, que já está consolidada no mercado e é beneficiada por incentivos do governo.

 

 

“Acho que, nesse primeiro momento, a solar não consegue competir nesse pacote com as eólicas”, afirma Santos.

 

 

O leilão teve edital aprovado na última terça-feira pelo comando da agência, e estabeleceu os preços-teto para hidrelétricas e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), de R$ 158,00/MWh, e para energia térmica (biomassa, carvão e gás natural), de R$ 197,00/MWh.

 

 

Leilão marcará primeiro passo para grandes projetos solares no Brasil

A energia solar poderá dar o seu primeiro passo no mercado brasileiro com o leilão de energia de reserva, que será realizado em outubro. Espera-se que sejam leiloados entre 500 MW e 1 GW de energia solar, fato inédito no Brasil.

 

 

Em 2013 houve a presença de empreendimentos solares em dois outros leilões, mas em nenhum deles a energia foi vendida, por não ter preço competitivo. O leilão de outubro tem tudo para ser diferente, já que não haverá concorrência entre fontes. Diferente do ano passado, os projetos solares não disputarão com fontes mais competitivas.

 

 

Os executivos do setor aguardam do governo a confirmação do preço teto e a liberação de financiamento do BNDES em condições compatíveis com a realidade embrionária da energia solar no Brasil. A expectativa é que preço teto fique entre R$230/MWh e R$250/MWh. Isso deve fazer com que 2014 seja o ano dos grandes projetos solares no Brasil.

 

 

O presidente do conselho de administração da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (Apine), Luiz Fernando Leone Vianna, afirma que “essa é a hora da energia solar”.

 

 

O otimismo do presidente da Apine, compartilhado também por outros executivos do setor, está fundamentado em uma série de adequações negociadas com o governo federal – começando pelo preço teto cogitado de até R$250/MWh, bem  acima dos R$140/MWh propostos no leilão de dezembro passado.

 

 

Naquela ocasião, nenhum dos 95 projetos de energia solar saíram vencedores. Juntos, eles poderiam garantir mais de 2 GW/h de oferta de energia solar nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Norte, Paraíba e Piauí.

 

 

No mês de setembro, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) fará um leilão que irá contar com energia solar, mas sem a separação por fontes. Mais de 200 projetos solares foram cadastrados, com oferta superior a 6,3 GW.

Leilão de energia de reserva terá três produtos separados

 

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, disse na última segunda-feira (19) que o governo planeja realizar, no segundo semestre de 2014, um leilão de energia de reserva destinado a projetos de energia solar, éolicos e termoelétricos movidos à biomassa.

 

Segundo Tolmasquim, no leilão as fontes não concorrerão entre si: “serão três produtos – um eólico, outro solar – em que a solar disputa com a solar – e outro de resíduos sólidos”. Ele explicou que, como a eólica possui energia mais barata do que as outras, se disputassem juntas não haveria chances para as demais fontes.

 
No entanto, Tolmasquim acredita que, assim como aconteceu com a eólica, no futuro, com o aumento do uso, a tendência é que a energia solar também diminua seus preços.

 
Como existem poucos fabricantes nacionais de equipamentos para a energia solar, o presidente da EPE defendeu que o índice de nacionalização de componentes, exigido inclusive para empréstimos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), comece num patamar menor.

 
“O primeiro passo é criar a demanda para atrair as empresas. O leilão é um mecanismo de criar demanda com uma estratégia de médio prazo de aumento do índice de nacionalização, de tal maneira que você comece importando mais, mas ao longo do tempo consiga aumentar o conteúdo nacional”, disse.

 
Esse leilão de energia de reserva integra um esforço do governo para viabilizar, entre 2014 e 2018, outros pregões para a contratação de um total de 38,269 mil megawatts (MW) novos.

 
Segundo o presidente da EPE, os leilões que ocorrerão até 2018 deverão contratar 9 mil MW de centrais eólicas e 3,5 mi MW de empreendimentos de energia solar. As usinas à biomassa devem vender o equivalente a 2,380 mil MW e as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), mais 1,2 mil MW.

Leilão para compra de energia contrata 2.046 megawatts médios

O Leilão para compra de energia elétrica realizado na última quarta feira (30) pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) terminou com a contratação de 2.046 megawatts médios, com preço médio pago pelas distribuidoras de R$268,33. O total das transações somaram R$27,28 bilhões, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica  (CCEE ).

 

O intuito do leilão foi atender à necessidade imediata de contratação de energia pelas distribuidoras. A energia contratada substituirá a que hoje as empresas compram no mercado livre, aonde o preço chegou ao patamar mais alto da história por causa da queda no nível dos reservatórios das hidrelétricas. Para o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Marcio Zimmermann, o leilão foi um sucesso e ficou acima das expectativas. Segundo ele, o total contratado atende a 85,25% da necessidade das distribuidoras até o final do ano.

 

A energia contratada representa 64% da energia que faltava e que vinha sendo comprada no mercado livre pelas distribuidoras. “Esta contratação de 2.046 megawatts médios significa que o nível de exposição está caindo para 350 megawatts médios. Esse resultado permitirá uma tendência de normalização rápida no setor elétrico”, explicou Zimmermann.

 

De acordo com a Aneel, o resultado do leilão garantirá um reajuste menor para 2015 do que o que seria repassado se as distribuidoras tivessem que continuar comprando energia no mercado. Embora não tenha dito de quanto será o reajuste, o diretor-geral da Aneel, Romeu Donizete Rufino, lembrou que a definição depende de outras variáveis que entram na tarifa. “O benefício para o consumidor é que a energia que estava sendo contratada por mais de R$ 800 foi contratada agora por R$ 268”.

 

http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2014-04/leilao-para-compra-de-energia-existente-contrata-2046-megawatts-medios

 

Energia solar poderia ser ofertada a menos de RS200/MWh em leilões

Investidores em energia solar sinalizam que seria possível oferecer energia em leilões públicos a menos de 200 reais por megawatt-hora (MWh), segundo diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone.

 

Ele disse ainda que os empreendedores indicam que seria possível entregar os projetos em cerca de 12 meses para início da geração de energia para o sistema elétrico, viabilizando entrada de cerca de 1.000 megawatts por ano.

 

“Do ponto de vista regulatório, já temos condições de absorver uma demanda dessa de energia solar” , disse Pepitone a jornalistas após palestra na Conferência Redes Inteligentes, organizado pelo Consulado Britânico em São Paulo.

 

Segundo Pepitone, o preço sinalizado indica patamares competitivos para A fonte em leilões.

 

Pepitone disse ainda que a Aneel deve regulamentar ainda no primeiro semestre deste ano a possibilidade de haver pre-pagamento de energia elétrica pelos consumidores. Em seguida seriam estabelecidas regras operacionais para a medida, que incluem a necessidade de instalação de um medidor de energia diferenciado.

 

A regra traz vantagens como melhor planejamento do consumidor, que pode adotar práticas de eficiência energética, e redução da inadimplência, segundo Pepitone.

 

Fonte: http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRSPEA2J03720140320

Pernambuco quer virar polo de energia solar no país

 

Em dezembro de 2013, foi promovido em Pernambuco o primeiro leilão de energia solar no Brasil, tendo sido contratados seis projetos, de empresas da Alemanha, Itália, China, Espanha e Brasil, para instalar painéis no interior do Estado.

 

Os projetos somam 122 MW de energia, ao todo. Pernambuco gerará seis vezes mais do que é produzido atualmente no Brasil. A ideia do governo é transformar o interior do Estado em um polo de energia solar brasileiro. Serão investidos neste setor cerca de R$ 600 milhões.

 

Com a iniciativa pernambucana, o setor já começa a ter uma ideia do preço da energia solar. Com o aumento da produção e o ganho de escala, os painéis fotovoltaicos devem ficar mais baratos.

Banco Santander adquire 40% de projeto em energia eólica do Estado da Bahia

O Banco Santander Brasil adquiriu uma participação de 40% da BW Guirapá I, empresa responsável pela instalação de sete parques eólicos no sul da Bahia. A instituição financeira investirá o total de 155 milhões de reais no projeto, que no total custará mais de 650 milhões de reais, e será custeado pelas duas empresas.

 

A Brazil Wind é uma empresa do Grupo Brazil Energia, e foi criada para cuidar dos investimentos eólicos do grupo. Ela ficará com 60% dos custos da obra que, quando estiver pronta, contará com uma capacidade instalada de 170 MW.

 

Os parques eólicos serão implementados nos municípios de Pindaí e Caetité.

 

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/aquisicoes-fusoes/noticias/santander-adquire-40-de-projeto-em-energia-eolica-na-ba-2

Governo Federal Incentiva Redução dos Custos da Energia Solar no Brasil

O Ministério de Minas e Energia (MME) pretende dar mais abertura para que as empresas fornecedoras de insumos para produção de energia solar possam participar de leilões no Brasil e, com o aumento da concorrência, fazer o custo da energia solar ser reduzido, dos atuais R$300 por megawatt-hora (MWh)/mês, para R$ 165 por MWh/mês, em cincos anos.

 

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, revelou que o leilão de energia A-3, com entrega a partir de 2016, contará pela primeira vez com a participação de empresas de energia solar e proveniente de resíduos de lixo. Com isso, será possível mapear as empresas fornecedoras, estimular a competitividade e o mercado brasileiro para a produção nacional de placas fotovoltaicas e outros equipamentos necessários para fazer funcionar o sistema.

 

Com isso, ter a energia solar como fonte principal de energia elétrica é uma realidade ainda mais próxima para os brasileiros, já que, desde dezembro de 2012, está em vigor a Resolução Normativa (RN) 482, de 17/04/12, publicada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Essa resolução regulamenta a micro e mini produção de energia, em que proprietários de residências, comércio e indústria poderão produzir sua própria energia. Através de equipamentos específicos, a energia gerada e não consumida no local poderá ser enviada à rede, para consumo em outro ponto, e gerar créditos para o consumidor na próxima fatura.

 

Espera-se que estas medidas possam estimular também as concessionárias de energia em todo o país a se adequarem às novas regras, melhorando os processos de aprovação dos projetos grid tie, incentivando o consumidor final a aderir a esta fonte de energia, que tanto contribui para a sustentabilidade do planeta.

Soluções de energia vira discussão no senado

Em discurso, o senador João Durval (PDT-BA) fala sobre soluções de energia no senado, e diz que o Brasil está atrasado na exploração de energia solar, entre 30 e 40 anos, comparados aos países como Alemanha, Estados Unidos e Arábia Saudita. E que os períodos de estiagem do semiárido, mais precisamente nos entornos da Bahia até o Ceará, deveriam ser aproveitados pelo governo brasileiro, realizando leilões para que empresas investissem em projetos.

 

Durval ainda deu dicas, “Basta olhar o mapa térmico do potencial solar do Brasil. Nele vemos uma grande mancha vermelha o ano inteiro em todo o semiárido nordestino, da Bahia até o Ceará, uma imensa área das mais adequadas do mundo para a geração de energia solar” afirmou.

 

E lembrou do baixo impacto ambiental que esse tipo de fonte energética gera, completando: “É preciso ampliar a matriz energética brasileira para que não tenhamos os problemas que estamos vivendo agora e no futuro. É necessário investir em uma tecnologia que não tem impacto ambiental e é de rápida implantação, como é o caso da energia solar”

Fonte:http://www12.senado.leg.br/noticias/jornal/edicoes/2013/02/25/durval-sugere-leiloes-de-energia-solar-no-nordeste