INVESTIMENTOS EM GD FOTOVOLTAICA SOMAM MAIS DE 4 ,8 BILHÕES NO BRASIL

Um levantamento divulgado, recentemente, pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), mostrou que os investimentos acumulados em projetos de geração distribuída fotovoltaica somam mais de R$ 4,8 bilhões no país. 

 

Segundo o mapeamento o Brasil tem, atualmente, 79.290 sistemas fotovoltaicos conectados à rede, totalizando 827,5 megawatts instalados. Deste total, os sistemas de microgeração e minigeração representam 99,6% das instalações. 

 

Os consumidores residenciais estão no topo da lista de sistemas istalados  com 74,1% do total, seguidos das empresas dos setores de comércio e serviços, com 17,2%; consumidores rurais, com 5,3%; indústrias, que tem 2,8%; poder público, com 0,6% e outros tipos, como serviços públicos, com 0,08% e iluminação pública, com 0,02%.

 

De acordo com o CEO da associação, Rodrigo Sauaia, se as regras atuais para o segmento forem mantidas, serão arrecadados mais de R$ 25 bilhões até 2027 em geração distribuída solar fotovoltaica.

Aposta em energia sustentável gera economia e rende prêmios

Aproveite antes que acabe! Esse bem que poderia ser o slogan para estimular os que ainda têm dúvida em relação às vantagens de se adotar a sustentabilidade como um ganho consistente para os negócios. Tudo bem que não são todos os casos em que as vantagens são instantâneas, mas no campo da energia e, principalmente, a solar, não há razões para não se buscar essa fonte como opção por energia de baixo impacto ambiental (limpa e renovável), fácil instalação e, quase sempre, apresentando uma importante redução nos custos financeiros. Pois além desses fatores já suficientes para uma decisão de mercado, que tal ainda ser possível obter ganhos em reconhecimento, imagem e até prêmios?

 

Recentemente conheci dois projetos ligados à energia solar que tiveram resultados bastante gratificantes para os empresários que decidiram adota-la.

 

Título de Cidadão

 

Há cerca de 10 anos, o empresário Francisco Edival Gonçalves Freires decidiu abrir o Hotel Tropical para aproveitar a vocação de turismo de negócios em sua cidade, Nova Andradina, no Mato Grosso do Sul (cerca de 300 quilômetros da capital Campo Grande). Logo Edival percebeu que o calor local seria um fator de grande consumo de energia dos seus cerca de 500 hóspedes mensais no uso de ar condicionado em seus 26 quartos, isso sem contar outros consumos cotidianos como os de frigobar, chuveiro elétrico, aparelhos eletrônicos e iluminação.

 

 

Uma conta de energia de quase três mil reais todos os meses foi um fator fundamental para que o empresário pensasse na solução solar para o hotel. O sol que não falta nessa região do Centro-Oeste é um argumento pra lá de inquestionável: “Quando comecei o negócio já tinha pensado nesse caminho, mas era muito caro”, explica Edival. O constante barateamento da energia solar o convenceu da viabilidade do investimento.

 

Um projeto da empresa NeoSolar para a instalação de 97 placas solares acompanhadas de uma convidativa linha de crédito do FCO (Fundo de Financiamento do Centro-Oeste) do Banco do Brasil tornaram realidade a geração de 3.700 kWh consumidos mensalmente pelo hotel. O melhor: não houve necessidade de desembolso de capital, pois com o valor economizado foi possível pagar a prestação. “Tem gente que pensa que é um negócio complicado, mas com uma instalação de boa qualidade, bem feita, os resultados são imediatos”, conclui o proprietário do hotel.

 

Bem, só isso já seria suficiente para a satisfação do empresário, mas graças ao fato de ter sido o primeiro a usar energia solar na hotelaria da cidade, Edival passou a ser referência, inclusive para as escolas e os estudantes da região que de tempos em tempos realizam visitas monitoradas ao hotel. E não foi só isso, o empreendedorismo ainda lhe rendeu uma homenagem na Câmara Municipal de Nova Andradina.

 

Premiação e reconhecimento

 

Outro exemplo interessante é o de Luiz Claudio Dutra, proprietário da Bavep Barretos, concessionária da General Motors há 46 anos na cidade do interior paulista. Diante de uma conta de energia variando entre cinco e sete mil reais mensais e um consumo próximo de 9 mil Kwh, a opção pelo projeto solar não foi difícil. “Fizemos a instalação em setembro de 2017 e nossa conta já caiu para cerca de 200 reais por mês”, conta Luiz.

 

260 placas interligadas garantem o abastecimento da concessionária que comercializa em média 100 veículos novos e 60 usados todos os meses. O financiamento, segundo o empresário, não teve vantagens adicionais por contemplar instalação de energia limpa e renovável. Mesmo assim, será pago em 48 meses ou quatro anos.

 

Para a revendedora de veículos um bom negócio que, além da questão puramente financeira, ainda colheu frutos sendo contemplada com Prêmio Sustentabilidade 2018 concedido pela montadora General Motors pelo projeto Sistema de micro geração distribuída de Energia Fotovoltaica.

 

Que sirvam de exemplo para que novas iniciativas sustentáveis do setor privado sejam capazes de tirar outras empresas da falsa sensação de conforto, pois os custos, entre outros, da energia, água e matérias primas só tendem a crescer. Isso para não falarmos da necessidade urgente de combate às mudanças climáticas e ao aquecimento global. Desenvolvimento sustentável é o único caminho possível para que possamos continuar a habitar este planeta.

 

Por Reinaldo Canto para Revista Carta Capital

Geração distribuída: liberdade e empoderamento à sociedade

Em tempos de democratização do conhecimento, virtualização das informações, inteligência artificial e transformações tecnológicas que empoderam e facilitam a vida do cidadão, a avassaladora maioria dos consumidores brasileiros, por mais antagônico que pareça, não tem liberdade para escolher o fornecedor ou a fonte da energia elétrica que utiliza diariamente.

 

Os consumidores recebem a eletricidade de uma única distribuidora, que detém o monopólio de fornecimento da energia elétrica em regiões pré-determinadas. Não por acaso, estes consumidores foram apelidados no setor elétrico de “consumidores cativos”, ou seja, “prisioneiros” do monopólio de sua região, conforme sugere a etimologia da expressão.

 

A partir de 2012, houve, no entanto, uma histórica mudança deste velho paradigma, traduzida em uma visão inovadora da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Trata-se da a Resolução Normativa 482, que deu origem a uma verdadeira revolução em prol da liberdade, da proatividade e do poder de escolha dos cidadãos.

 

Com esta medida, chegou a tão sonhada alforria aos consumidores cativos, que saíram da posição de meros espectadores para tornarem-se protagonistas no setor elétrico brasileiro, usando telhados e fachadas de edifícios, coberturas de estacionamentos e até pequenas áreas de terreno para gerar energia elétrica por meio do sol, água, biomassa e vento. Isso faz desta resolução uma das mais importantes da história da Agência.

 

No entanto, este empoderamento não ocorre sem resistências. Ao tornar os consumidores produtores de sua própria energia renovável, a geração distribuída ameaça as receitas e lucros de distribuidoras que não se adaptarem à nova realidade da sociedade.

 

Não por acaso, o número de reclamações de consumidores sobre as dificuldades para conectar sistemas de geração distribuída tem crescido exponencialmente. Os problemas relatados vão desde a realização de exigências descabidas em termos de projetos e documentos, até mesmo o descumprimento gritante de prazos para que o sistema do consumidor seja conectado à rede.

 

Neste vai-e-volta de exigências tortuosas, o maior prejudicado é sempre o mesmo: o consumidor. Cabe à sociedade denunciar estes abusos e à Aneel fiscalizar e punir os problemas identificados, evitando barreiras ao progresso, à modernização do setor e às inovações que facilitam e beneficiam os cidadãos.

Como reações ao avanço da geração distribuída, dois movimentos ocorrem no setor: de um lado, grandes grupos econômicos, tradicionais e conservadores, têm mobilizado um pesado lobby na tentativa de alterar esta regulação da Aneel. A intenção é fazer com que os consumidores paguem mais pelas redes de distribuição quando produzirem a sua própria energia elétrica. Do outro lado, empresas mais inovadoras e conscientes da inevitável transformação do setor já começaram a estruturar atividades em geração distribuída, ajustando o seu modelo de negócio à nova realidade do mercado para participar deste segmento.

 

Cabe esclarecer que todo consumidor com geração distribuída paga pelo custo de disponibilidade da rede de distribuição, responsável pelo rateio de custos da infraestrutura das distribuidoras, conforme regulamenta a Aneel. Esse pagamento também é feito no caso de projetos de médio porte conectados em média tensão, via pesados custos de demanda sobre as usinas de geração distribuída. Por vezes, os empreendedores de geração distribuída arcam, inclusive, com uma parte dos custos de reforço da rede, doando posteriormente estes reforços para as distribuidoras.

 

De forma intencional, o discurso do lobby deixa de fora da análise os vastos benefícios econômicos, sociais, ambientais e estratégicos proporcionados pela geração distribuída. Um deles, por exemplo, é o ganho direto para as próprias distribuidoras com a redução de perdas na distribuição de energia elétrica.

 

Desse modo, se o objetivo é que os consumidores paguem mais pelas redes, nada mais justo do que serem também remunerados pelos serviços e benefícios que proporcionam ao País.

 

Cientes da necessidade de buscar equilíbrio entre os agentes do setor elétrico e em benefício da sociedade, as equipes técnicas da Aneel corretamente incorporaram os ganhos da geração distribuída em sua avaliação para aprimorar a regulamentação da modalidade. A Aneel destacou em sua Análise de Impacto Regulatório (AIR) n.º 004/2018 seis importantes benefícios dentre os inúmeros trazidos pela geração distribuída, deixando espaço para a inclusão de outros aspectos imprescindíveis nos cálculos a serem efetuados ao longo dos debates sobre a norma.

 

Na reunião de diretoria da Aneel que deu início à abertura dos trabalhos de 2019, o Diretor-Geral da agência regulatória, André Pepitone, foi preciso e enfático ao esclarecer que a regra vigente para a compensação de energia elétrica não sofrerá alterações retroativas, ou seja, continuará a valer para todos os consumidores que já produzem sua energia elétrica através da geração distribuída. Esta diretriz é um importante sinal de segurança jurídica e regulatória e também de respeito aos consumidores e empreendedores pioneiros deste modelo no Brasil, afastando o risco de judicialização no segmento.

 

Apesar de a geração distribuída estar, finalmente, crescendo no País, o fato é que permanecemos muito atrasados em relação ao mundo. No Brasil a geração distribuída trouxe liberdade a menos de 75 mil consumidores de um universo de mais de 84 milhões de consumidores cativos atendidos pelas distribuidoras. Ou seja, não representa nem uma gota sequer em um oceano de brasileiros cada vez mais pressionados por altas tarifas.

 

Tudo indica, todavia, que o Brasil acaba de entrar em um novo período de prosperidade, com um novo ciclo de crescimento econômico. A segurança energética é ponto crucial para sustentar tal avanço. Neste sentido, a geração distribuída torna-se ainda mais estratégica, pois os investimentos ocorrem de forma descentralizada e espontânea por parte dos próprios consumidores, desafogando a necessidade de vultosos aportes do poder público e acelerando o desenvolvimento econômico, social e ambiental do País.

 

*Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração daAssociação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar)

*Rodrigo Sauaia, CEO da Absolar, mestre em EnergiasRenováveis pela Loughborough University (Reino Unido) e doutor em Engenharia e Tecnologia de Materiais pela PUC-RS, com colaboração internacional na área de energia solar fotovoltaica realizada no Fraunhofer Institut für Solare Energiesysteme (Alemanha)

Artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo em 01 de fevereiro de 2019.

Link:https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/geracao-distribuida-liberdade-e-empoderamento-a-sociedade/

 

Custo diminuído de energia solar faz aumentar quantidade de projetos

Os custos com luz fizeram muitas empresas e moradores do Alto Tietê trabalharem com captação da luz solar, mas de um jeito ainda pouco conhecido, chamado de microgeração. Neste sistema, o morador devolve para a rede o excedente não usado e ganha descontos na conta de luz por isso. Em 2014 eram apenas dois clientes na região neste modelo, hoje já são 39.

Uma empresa que trabalha com plantas ornamentais utiliza a maior parte da energia elétrica para bombear a água que irriga as plantas durante todo o dia. Para economizar, os donos tiveram a ideia de trocar o tipo de energia consumida. Eles investigam quase R$ 34 mil no sistema de energia solar.

A conta de luz da unidade ficava em torno de R$ 500 por mês. Com a mudança, agora não passa de R$ 40. “A representação financeira é muito pequena, a nossa preocupação é com a questão ecológica”, conta o empresário Evandro Fianpersa.

A energia que não é consumida pela empresa vai para a rede da distribuidora e é convertida em crédito na conta de luz. “Nós não podemos lançar mão deste dinheiro. Nós temos cinco anos para consumi-lo. Se tivermos débitos, teremos de pagar” explica o empresário Lucas Gianpersa.

Fonte: G1

( https://glo.bo/2DW5982 )

A NeoSolar participou de congresso estudantil

No último final de semana de agosto a NeoSolar esteve presente na Universidade Federal do ABC, em São Bernardo do Campo, SP, onde foi realizado o III Congresso Estudantil do IEEE PES, organizado pelo IEEE PES Professional Chapter da Seção Sul do Brasil e apoiado pelo IEEE UFABC Student Branch.

 

O Congresso  que ocorre a cada dois anos em sedes transitórias pelo mundo e tem como missão o intercâmbio de conhecimento dos estudantes e outros profissionais com foco na difusão tecnológica, potencializando o aprendizado de habilidades extras nas específicas áreas de atuação.

 

Durante o evento ocorreram palestras técnicas e motivacionais, workshops, visitas técnicas, atividades culturais e de integração entre os estudantes, com o intuito de ampliar a importância da participação dos membros.

 

BOMBEAMENTO SOLAR DE ÁGUA: UM CASE DE SUCESSO

Que a energia solar fotovoltaica é um sistema limpo e renovável que converte energia do sol em eletricidade, a maioria de nós já sabe. Mas você sabia que ela também é uma grande aliada no bombeamento de água?

Alguns locais mais remotos têm acesso limitado à água e, por isso, têm a necessidade de usar bombas elétricas para extração a partir de poços artesianos. Mas o problema é que a eletricidade nem sempre está disponível nestas áreas, por isso, as bombas são movidas a geradores a diesel, que além de serem poluentes, exigem uma manutenção constante.

 

Era isso o que acontecia na propriedade de um dos nossos clientes, o pecuarista Mauricio Teixeira, em Tocantins. Seus funcionários tinham de ficar verificando constantemente se o bombeamento estava realmente sendo feito. Se algum ajuste fosse necessário, o que não era difícil de acontecer, consequentemente o gado ficava sem água por um período, o que para o negócio dele, que é o gado de engorda, era é extremamente ruim.

 

Para solucionar estes problemas, o cliente nos procurou par projetar um sistema solar fotovoltaico de bombeamento de água, que apesar de ser uma aplicação pouco conhecida, o é a mais acessível entre as aplicações da energia solar fotovoltaica. Seus diferenciais são um melhor custo benefício, maior eficiência energética, baixo investimento inicial e menor tempo de retorno de investimento.

 

Nossa equipe sempre fez um estudo de caso completo, verificando as peculiaridades e necessidades de cada propriedade. No caso deste cliente, que tem 600 cabeças de gado nesta área, a necessidade era a questão do bombeamento da água para dessedentação destes animais e não um projeto de energia para abastecimento da residência rural – que é uma aplicação mais conhecida que também fazemos. Neste caso, o cálculo feito por nossa equipe foi outro, mais específico, mas com o mesmo objetivo de ser uma solução tão rentável quanto os sistemas conectados à rede.

 

O sistema da fazenda conta com oito placas, sendo que sete são usadas exclusivamente para o bombeamento solar de água e uma para o circuito de câmeras do local. Com uma potência total de 1050Wp, são bombeados 26 mil litros de água por dia. A água é bombeada para o reservatório e depois distribuída para os bebedouros. Graças ao bombeamento solar de água, o gado não precisa mais se movimentar ou aguardar que imprevistos sejam eliminados.

 

Quer saber mais sobre bombeamento de água com energia solar? Acesse nosso site: https://www.neosolar.com.br/energia-solar-off-grid/bombas-de-agua-solares

ENERGIA SOLAR EM EMPRESAS E PRÉDIOS PÚBLICOS

O uso de energia solar fotovoltaica em empresas e “prédios” públicos é uma tendência universal. Além de auxiliar na redução dos custos, também reduz o impacto ambiental. No Brasil, recentemente, empresários começaram a despertar para essa tendência por meio do estímulos, como o da associação brasileira da indústria de hotéis (ABIH) com o lançamento do programa de responsabilidade ambiental hóspedes da natureza, por exemplo.

Há também, um projeto de lei que foi apresentado há pouco tempo, na assembleia legislativa, que propõe o aproveitamento da energia renovável com a instalação de painéis fotovoltaicos e aerogeradores eólicos de energia elétrica em escolas públicas estaduais, hospitais e a rede hoteleira do estado do Piauí. O objetivo é, justamente, a diminuição de gasto junto a esses estabelecimentos. De acordo com a proposta do parlamentar, os painéis e aerogeradores utilizados deverão ser produzidos pela indústria nacional, ou pelo menos, com 90% de nacionalização, exceto quando forem objeto de doações.

 

Nós da NeoSolar Energia fazemos este tipo de instalação. Com nosso serviço especializado, a produção da empresa/ órgão público não precisa parar um minuto para que o sistema de energia solar fotovoltaico seja instalado. Todo o processo é muito tranquilo e não afeta o dia-a-dia dos funcionários.

 

O sistema funciona da seguinte maneira:

 

Durante o dia o sistema Neosolar converte a energia do sol em energia elétrica e a empresa a utiliza normalmente. À noite, sem o sol, o local é abastecido pela rede elétrica da concessionária. Caso sobre energia, a energia solar não consumida vai para a rede da concessionária e a empresa recebe créditos para usar à noite, nos meses seguintes ou em outra unidade.

 

Para saber mais, basta acessar nosso site: https://www.neosolar.com.br/energia-solar-empresas

O CRESCIMENTO DA MICROGERAÇÃO NO PAÍS

No final de 2016, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) divulgou um estudo que mostrou crescimento de 400% no número de microgeradores. Em setembro de 2015 esse número era de 1.155 e saltou para 5.525 no mesmo mês, em 2016. Para se ter uma ideia da evolução, no ano de 2014 só 293 consumidores produziam sua própria energia.

 

Dentro deste cenário, a energia solar fotovoltaica é a mais aproveitada. Segundo o levantamento da Aneel, cerca de 98,4% dos microgeradores usam sistemas fotovoltaicos. Muito por conta de sua instalação simples e o tempo de retorno financeiro, que é relativamente baixo – uma média de oito anos.

 

A expectativa é que a energia solar fotovoltaica esteja cada vez mais presente nas edificações. A EPE (Empresa de Pesquisa Energética) estima que 12% do consumo nacional será atendido por energia solar em 2023.

 

Outro fator que também auxilia o crescimento da energia solar fotovoltaica é o avanço da indústria, que produz itens de ótimo desempenho. A tendência é que, conforme a demanda vá aumentando, novas empresas surjam e colaborem para a diminuição da entrada de sistemas estrangeiros.

 

SAQUE DO FGTS PARA GERAR ENERGIA EM CASA É APROVADO PELA COMISSÃO DE INFRAESTRUTURA

A Comissão de Serviços de Infraestrutura aprovou, na ultima quarta-feira (24/02), projeto que permite o uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para compra e instalação de equipamentos voltados para a microgeração de energia elétrica em residências. A proposta beneficiará a energia gerada a partir de fontes hidráulica, solar, eólica ou de biomassa.

 

Para sacar o recurso, o interessado precisará comprovar pelo menos três anos de carteira assinada e a casa em que os equipamentos serão instalados tem de ser própria e estar no nome do beneficiado.

 

De acordo com o autor do projeto, o senador Ciro Nogueira, o objetivo é estimular a eficiência energética por meio de fontes renováveis. Nos últimos anos, segundo ele, o Brasil tem sofrido com o desequilíbrio entre oferta e a demanda de energia elétrica, por escassez de chuvas ou por deficiência no planejamento setorial.

 

Depois da aprovação na Comissão de Infraestrutura, o projeto segue para a análise na Comissão de Assuntos Sociais e se aprovada, irá diretamente para a Câmara dos Deputados.

 

HORA E VEZ DA ENERGIA SOLAR

Estão no fim os tempos em que os telhados serviam apenas para cobrir construções. Tende a não ser mais assim. É por meio de seu uso como suporte que hoje 918 estabelecimentos do Brasil têm gerado a própria energia – a partir do sol.

 

Esse número parece irrelevante quando comparado aos 78 milhões de unidades consumidoras ligadas à rede de energia elétrica no País, mas indica importante ampliação do uso da energia solar fotovoltaica. Há um ano eram apenas 292 mini e microgeradores.

 

O Brasil é um dos países mais ensolarados do mundo. No entanto, esse tipo de energia ainda é fortemente subaproveitado por aqui. Corresponde a apenas 0,01% da matriz energética. Mas essa fatia da pizza tem tudo para alcançar os 3% em 2024, se for confirmado o que prevê o Plano Decenal de Energia Elétrica, aberto a consulta pública até a próxima quarta-feira.

 

Um dos fatores que podem proporcionar esse salto é a perspectiva de realização de leilões por meio dos quais o governo federal comprará exclusivamente energia elétrica de fonte solar. Até outubro de 2014, esse segmento disputava preços (mais baixos) com outras fontes renováveis como a eólica e pequenas centrais hidrelétricas, e, por operar a custos mais altos, não conseguia ser competitivo.

 

De lá para cá, no entanto, já foram realizados dois leilões exclusivos, pelos quais foram contratados 61 projetos com a capacidade instalada de 2GW, o equivalente ao abastecimento de energia elétrica de 700 mil residências médias brasileiras. “Com a sinalização de que o governo finalmente adotou o leilão por fonte, as empresas do setor, antes desinteressadas, virão para o Brasil, porque contam com demanda e contratos de longo prazo”, observa o coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da UFRJ, Nivalde de Castro.

 

Hoje, um dos maiores obstáculos ao avanço da energia solar fotovoltaica é justamente o preço. A maior parte dos equipamentos é importada e está sujeita aos solavancos do câmbio. No entanto, como aponta Castro, os preços dos equipamentos vêm caindo no mercado global, graças ao aumento de escala de produção e, portanto, de redução de custos. O fator novo é a China, que apostou no modelo de energia solar fotovoltaica e, passou a funcionar como “motor de barateamento” dessa energia.

 

Mas a energia solar não pode depender apenas de grandes volumes gerados por usinas. Ao contrário, deve provir principalmente das mini e microgerações, que são instalações nos domicílios ou nas empresas, cujo produto não passará por leilões de compra ou de venda.

 

É o que observou quinta-feira o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. O governo prepara o lançamento de um programa que incentivará o segmento.

 

Independentemente do que virá por aí, a Resolução 482 da Aneel desde 2012 obriga as distribuidoras a integrar à sua rede a energia produzida pelas residências e empresas dotadas de painéis fotovoltaicos. Relógios especiais contabilizam a energia gerada (e repassada à rede) e a consumida (fornecida pela distribuidora) para efeito de cálculo da conta de luz dessas unidades.

 

Outra aberração que começa a ser corrigida é a cobrança de ICMS tanto no consumo como na geração dessa energia caseira. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), sete Estados já adotaram a isenção: Minas, São Paulo, Goiás, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Tocantins. Espera-se que outros adiram à norma do Confaz, de abril, que permite a isenção do ICMS sobre a energia gerada.

 

Para o coordenador do Grupo de Pesquisa Estratégica em Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina, Ricardo Ruther, a isenção ajuda a montar a equação econômica, mas ainda não resolve a questão financeira. “É necessário mecanismo de financiamento para esses consumidores, como o da compra de um carro”, defende. De acordo com Ruther, uma casa onde vive uma família de quatro pessoas em Belo Horizonte, com um consumo médio de 300 kw/h por mês, paga quase R$ 300 de conta de luz.

 

O investimento em equipamentos de energia solar ficaria em torno de R$ 20 mil. Ele calcula que, apenas com a redução na conta de luz, o custo pago na instalação deve ser amortizado em até sete anos, prazo que tende a cair com o aumento das tarifas. Que tal considerar essa opção na próxima reunião do seu condomínio?

 

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo