O que é um Microinversor Solar: Tudo Sobre

Uma das principais tendências do mercado de energia solarsão os microinversores, mas muitas dúvidas ainda giram em torno do assunto. Afinal, você sabe o que é um microinversor? Qual a diferença dele para o tradicional inversor string? Quais as vantagens e desvantagens?

Saiba tudo sobre o microinversor solar no texto abaixo.


  1. O que é um microinversor solar?

  2. Como funciona um microinversor solar?

  3. Preço e custo-benefício

  4. Instalação do microinversor solar

  5. MPPTs individuais e sombreamento em sistemas de energia solar

  6. Flexibilidade em projetos e expansão

  7. Monitoramento e durabilidade

  8. Principais características dos microinversores solares




1. O que é um microinversor solar?

O microinversor solar tem a mesma função do inversor string, com a diferença básica de ser um equipamento de tamanho reduzido e que suporta sistemas mais modulares.

Por essas características, o aparelho é capaz de realizar um “tratamento individualizado” nos módulos — ou seja: enquanto o inversor string é instalado distante do arranjo fotovoltaico e cobre uma série de painéis solares, o microinversor é ligado atrás dos painéis e atende a um conjunto menor, de até 4 unidades.


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Tratar as placas solares fotovoltaicas de forma independente (e não como uma grande série, como o inversor string faz), traz diversos benefícios que tornam os microinversores solução ideal para diversos projetos — de pequeno, médio ou até grande porte.

Com a utilização desses equipamentos de alta tecnologia, um sistema fotovoltaico pode ter um melhor custo-benefício, ampliar o aproveitamento do potencial energético, ser mais flexível para ampliação e até mesmo se tornar mais seguro, entre outras vantagens.

Confira, abaixo, algumas características importantes que você deve conhecer antes de comprar um microinversor solar.


2. Como funciona um microinversor solar?

A principal função do microinversor é converter a energia produzida pelas placas solares fotovoltaicas de Corrente Contínua (CC) para Corrente Alternada (CA), idêntica àquela que usamos em casa. Isso é necessário para que o sistema de energia solar consiga injetar a energia elétrica apropriada na rede local e trabalhar de forma integrada a ela.

No caso dos microinversores, a principal diferença em relação ao inversor string é fazer isso de forma individual — em outras palavras: a energia de cada painel solar é transformada diretamente de CC em CA, antes de se juntar à energia dos outros painéis solares, trazendo uma série de vantagens.

Já o microinversor, como o próprio nome indica, é menor e tem potências inferiores que a maioria dos inversores string.

O que poucas pessoas sabem é que esse conceito foi desenvolvido inicialmente com o objetivo de transformar os painéis solares em geradores de corrente alternada (CA), ou seja, instalando um microinversor já no painel ele faria com que a energia fornecida por ele fosse já CA.

Uma outra consequência foi o aumento da vida útil dos microinversores, já que não faria sentido ter uma placa com vida útil de 30 anos ligada a um inversor com vida útil de 10.

Posteriormente, por uma questão de custo, foram desenvolvidos microinversores capazes de gerenciar 2 ou até 4 placas solares, que é o conceito mais comum no mercado atual.


3. Preço e custo-benefício: quanto custa um microinversor?

O microinversor, de forma geral, é mais caro do que um inversor string, mas oferece diversas vantagens que tornam o seu custo-benefício vantajoso a médio e longo prazo. Veja aqui diferenças entre microinversores e inversores string.

Entre os microinversores, também há diferenças de preço que devem ser um fator a ser levado em conta na hora da compra, mas sempre considerando também os outros pontos de atenção listados aqui, como confiabilidade do fabricante, comunicação integrada, número de MPPTs e eficiência.

Ao adquirir um produto como esse, de longa durabilidade, é fundamental pensar no “payback” – ou seja, o quanto de economia podemos ter no futuro se escolhermos o melhor produto, que deverá gerar menos custos com manutenção e melhor aproveitamento de energia ao longo de décadas.

É importante destacar também que, assim como diversos outros produtos de energia solar, os microinversores estão ficando mais baratos ano a ano, com preços em queda conforme há avanço em suas tecnologias.



Veja preços e opções de microinversores


4. Instalação do microinversor solar

Uma diferença importante dos microinversores fica na instalação: enquanto o inversor solar string requer um local específico para ficar alocado e se conecta às placas solares por cabos, os microinversores são muito menores e podem ser alojados atrás dos próprios painéis.

Essa estrutura mais simples e que liga diretamente cada painel ao microinversor, faz com que os eles dispensem a instalação de uma String-Box — um quadro de proteção que protege o sistema de produção de energia fotovoltaica para impedir acidentes elétricos, como curtos-circuitos, surtos elétricos e até mesmo choques ou incêndios.

No caso dos inversores string, a String-Box é um item obrigatório para a segurança, já que o sistema necessita de cabos que transportam a corrente tensão elevada (até 1500V). Com o microinversor, por outro lado, a energia já sai como Corrente Alternada próxima da própria placa solar, com níveis de tensão baixos e seguros.

Essa característica gera economia (dispensa o projetista de comprar uma string-box CC) e maior segurança (evita os riscos de acidentes quando se trabalha com tensões CC mais elevadas).


Esquema simplificado de ligação de um Microinversor Solar

Esquema de ligação do Microinversor

5. MPPTs individuais e sombreamento em sistemas de energia solar

De forma geral, instalar microinversores é mais simples e seguro do que a instalação de inversores string, além de trazer um ganho importante em flexibilidade — o que está relacionado ao benefício do microinversor possuir MPPTs individuais e contar com os benefícios do conceito MLPE.

Explicaremos, abaixo, um pouco sobre esses conceitos, mas clique aqui se quiser saber mais sobre a importância de MPPT e MLPE nos microinversores.

MPPTs (sigla de “maximum power point tracking” — ou “rastreamento do ponto de máxima potência”) são algoritimos dos inversores que identificam o ponto de máxima potência para o funcionamento dos painéis solares (ou seja, a tecnologia encontra as melhores condições na relação entre corrente e tensão para que o sistema gere energia de forma mais eficiente).

Os microinversores dedicam um MPPT para cada um ou dois módulos, enquanto o inversor string pode ter um mesmo MPPT atuando para otimizar a energia de até 20 módulos fotovoltaicos. Naturalmente, quanto mais placas precisarem ser atendidas por um mesmo MPPT, menor será sua eficácia.

Uma consequência disso é que, no caso dos microinversores, a eventual falha de um painel não interfere no funcionamento dos outros (afinal, todos são “independentes” com seus próprios MPPTs). Já nos sistemas de inversores string a lógica é diferente: se uma placa estiver comprometida, todo o sistema terá o desempenho prejudicado.

O sombreamento é um desses problemas mais comuns. Imagine que um módulo de um sistema atendido por um inversor string tenha alguma obstrução que impeça a incidência de raios solares (como galhos de árvore, antenas ou chaminés). É uma situação que afetará o trabalho do sistema como um todo e o MPPT não será capaz de garantir a melhor utilização de cada placa fotovoltaica.


Sombreamento no Microinversor

Sombreamento no Microinversor

Com um microinversor, porém, cada módulo receberá um tratamento diferenciado para otimizar sua energia e o sombreamento de um deles terá um impacto restrito e muito menor na geração de energia do sistema.

Todo microinversor utiliza o conceito de MLPE (do inglês “Module-Level Power Electronics”), ou seja, possui funções para otimizar potência de painéis fotovoltaicos, aumentando o rendimento de energia (aplicando os benefícios do MPPT em cada módulo e não em todo o conjunto).


Veja preços e opções de microinversores

6. Flexibilidade em projetos e expansão

Os inversores string foram desenvolvidos para atender a “strings” de placas solares (ou “séries”, traduzindo o termo para o português). Logo, eles precisam estar conectados a várias placas solares ligadas entre si, que irão compartilhar um mesmo MPPT.

Isso limita as condições de instalação de um sistema fotovoltaico. Para que sejam atendidas pelo mesmo MPPT, as placas solares fotovoltaicas precisam ter a mesma orientação e inclinação (ou seja, devem fazer parte de um mesmo “plano” para garantir o bom funcionamento).

As “strings” (ou “séries”) de placas solares não poderão usufruir de um mesmo MPPT se estiverem em águas de um telhado residencial, por exemplo, com inclinações ou orientações diferentes.


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Esse problema é solucionado quando trabalhamos com microinversores, já que os MPPTs são individualizados e funcionam com máxima eficácia independentemente do posicionamento dos painéis, sem interferir nos outros.

Essa facilidade na instalação se repete quando queremos expandir um sistema. No caso dos inversores string, precisamos realizar um novo arranjo e providenciar um novo dimensionamento de um sistema fotovoltaico para ampliá-lo (uma obra que pode ser complexa).

Enquanto isso, expandir um sistema que conta com microinversores é muito simples. Como utilizam uma construção modularizada, basta adquirir novos microinversores, em quantidade equivalente ao novo número de placas solares que se deseja instalar.


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7. Monitoramento e durabilidade 

O tratamento individualizado de cada módulo solar, uma das principais características dos microinversores, também facilita bastante o monitoramento e a manutenção dos sistemas fotovoltaicos.

Enquanto no inversor comum, uma falha individual fica escondida pelo todo e pode levar anos até ser percebida, no caso dos microinversores essa falha ficará muito evidente quando uma placa solar tiver um desempenho diferente de outras.

Essa falha pode ser causada por um problema de instalação, como um cabo ou conector mal fixados, alguma problema de equipamentos — seja o painel solar ou o próprio microinversor — ou ainda uma ocorrência indesejada de sombreamento ou sujeira, como fezes de aves e folhas aderidas na superfície de um painel.

Com essa praticidade para detectar eventuais falhas, a manutenção dos projetos solares se torna mais simples, rápida e econômica.

Outro diferencial que tem feito os microinversores ganharem cada vez mais espaço no mercado de energia solar são a durabilidade e a garantia: esses aparelhos têm 10 a 15 anos de garantia e cerca de 25 a 30 anos de vida útil (similar à vida útil do painel solar), enquanto o inversor tradicional string possui de 5 a 7 anos de garantia, dependendo do fabricante, e sua vida útil fica entre 10 e 15 anos.

Ou seja, o microinversor tem vida útil cerca de duas vezes mais longa que um inversor tradicional, reduzindo o custo de manutenção e as dores de cabeça.


Exemplo de conexão de um Microinversor Solar

Exemplo de conexão de um Microinversor Solar


8. Principais características dos microinversores solares

  • Assim como os inversores string, os microinversores também convertem a energia produzida pelas placas solares fotovoltaicas de Corrente Contínua (CC) para Corrente Alternada (CA);

  • São menores em tamanho e permitem o uso de sistemas menores e mais modulares do que um inversor string;

  • Enquanto inversores string cobrem “séries” de até 20 painéis solares, os microinversores fazem um tratamento individualizado de energia (atendem de um a quatro painéis);

  • A instalação de microinversores geralmente é mais simples e mais barata que as obras com inversores string, já que podem ser instalados junto às placas solares fotovoltaicas;

  • Microinversores dispensam a instalação da “string-box” e, de forma geral, são mais seguros do que os inversores string, por trabalharem em menores tensões de Corrente Contínua;

  • Utilizam MPPTs individuais (conceito de MLPE), o que gera maior flexibilidade para projetos e melhora o desempenho energético do sistema fotovoltaico como um todo;

  • São ideias para projetos com sombreamento, inclinações distintas e outros fatores que podem prejudicar o aproveitamento da radiação solar;

  • A orientação diferente dos módulos solares (painéis de um mesmo sistema voltados para lados opostos, por exemplo) não interfere no desempenho dos microinversores;

  • Possuem mais de 10 anos de garantia e 30 anos de vida útil — praticamente o dobro do inversor string;

  • Permitem o monitoramento remoto individual por painel, o que facilita a detecção de problemas nos painéis solares, o que também favorece a manutenção do sistema.



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