Marco Legal da Geração Distribuída: Haverá taxação do sol?

As opiniões são divergentes: enquanto alguns consideram que o Marco Legal da Geração Distribuída é mais uma etapa para viabilizar o crescimento do setor fotovoltaico no Brasil, outros consideram que a legislação está levando a uma “taxação do sol”, um recurso natural disponível abundantemente no mundo inteiro e uma das bases da vida no planeta. De certo modo, os dois pontos de vista são verdadeiros.

Marco legal da Geração Distribuída de Energia Solar
Placas de Energia Solar (Crédito da Imagem: Reprodução)

O Marco Legal da GD é uma continuidade das legislações vigentes desde 2012, quando foi criado o sistema de compensação de energia elétrica (Resolução Normativa 482/2012). Isso abriu as portas para destravar o crescimento da energia solar no Brasil, mas, com o Marco Legal, haverá impactos importantes no que diz respeito às tarifas, especialmente a partir de 2023. Com a nova legislação, estão sendo regulamentadas as modalidades de geração, o Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE) e o Programa de Energia Renovável Social (PERS).

Analistas consideram que o Marco Legal trará mais segurança jurídica e estabilidade regulatória para o mercado, que está em crescimento constante no que se refere a sistemas residenciais, comerciais, industriais e rurais, por exemplo. Assim, serão preservados investimentos, que terão previsão de retorno mais clara. Os consumidores também terão garantido o direito de reduzir a conta de luz por meio da geração própria, e a Micro e a Minigeração Distribuída serão vistas como ainda mais estratégicas para a política energética nacional.

Importância da Geração Distribuída

A Geração Distribuída é gerada no próprio local de consumo ou em uma área próxima e deve vir de fontes renováveis, como solar, biogás, biomassa e eólica. Atualmente, ela é responsável por mais de 5% da energia elétrica do país.

Uma das demandas mais importantes para alcançar as metas referentes à redução da temperatura do planeta e às mudanças climáticas é a limpeza da matriz energética mundial, atualmente baseada em combustíveis fósseis, que representam 75% da demanda por energia. Essa matriz precisa tornar-se mais sustentável, e a Geração Distribuída pode ser uma das saídas, trazendo mais atrativos a uma economia verde e sustentável, viável para o consumidor e para as usinas.

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Além disso, as tarifas de energia elétrica vêm aumentando muito acima dos valores inflacionários e onerando o bolso do consumidor. Um dos fatores responsáveis pelo crescimento das tarifas foi a grande estiagem que afetou o país, tornando inviável a matriz hidrelétrica na qual se baseia o nosso setor energético. Sempre que as usinas térmicas – fonte mais cara de geração energética – são acionadas, a economia brasileira sofre enorme impacto. Com a Geração Distribuída, esses problemas seriam suprimidos.

O Marco Legal da Geração Distribuídas estabelece que os projetos solicitados e instalados até janeiro de 2023 terão as mesmas condições atualmente vigentes com a Resolução 482, previsto na legislação como período de carência. Durante 12 meses a contar da publicação do Marco Legal, os projetos instalados ou que tiverem solicitação de acesso terão as regras atuais de compensação válidas até 2045. Ou seja, o consumidor que solicitar ou instalar até o início de 2023 um sistema fotovoltaico on grid – isto é, que também seja conectado à rede – terá isenta essa parte da tarifa, por mais duas décadas.

Atualmente, a instalação de painéis solares pode reduzir substancialmente a conta de energia, escapando inclusive da inflação que afeta o país. Mas, a partir do Marco Legal da GD, essa economia será gradualmente suprimida com a cobrança de tarifas e outros encargos sobre a energia produzida em casa. Ainda há tempo, no entanto, para manter essas condições, já que adquirir, instalar e financiar os custos de sistemas fotovoltaicos têm sido muito facilitados.

Marco Legal da Geração Distribuída
(Crédito da Imagem: Reprodução)

O Brasil está na lista dos 15 países que mais produzem energia fotovoltaica no mundo e tem atualmente 13 GW de capacidade no que se refere à Geração Distribuída, somados aos GW de usinas centralizadas. O país também está em franco crescimento na quantidade de empresas integradoras de Geração Distribuída, com mais de 16 mil até junho de 2021, segundo a consultoria Greener.

Na corrida contra o tempo para a instalação de projetos com as mesmas condições da legislação atual por mais duas décadas, as projeções da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) mostram que esse valor deve chegar a 17,2 GW até o início de 2023. Outro estudo divulgado, pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), aponta que a capacidade da Geração Distribuída até 2031 deve ser de 36,6 GW. O setor, que vem atraindo empreendedores, tem neste ano boas oportunidades de crescimento, aproveitando o período de vacância.

Compensação de créditos

De acordo com o Marco Legal da GD, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) definirá as diretrizes para embasar o novo modelo de compensação de créditos que será utilizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A legislação sancionada define que as novas regras tarifárias devem ser definidas até junho de 2023.

Sim, vai ter taxação do sol

A partir de 2023, haverá uma transição de seis anos para novos consumidores que utilizarem energia solar, iniciando com uma tarifa percentual de 15% dos custos de distribuição e manutenção dos serviços, aumentando 15% ao ano até chegar a 90% em 2028. Até 2028, nas unidades de Minigeração Distribuída acima de 500 kW, será tarifado 100% do custo de distribuição, 40% do custo de transmissão e 100% dos encargos de Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética e taxa de Fiscalização de Serviços de Energia Elétrica.

Com o tempo, poderão ser instituídos novos encargos não relacionados ao custo de geração da energia e, conforme estudo da Empresa de Pesquisa Energética, com maiores cargas tarifárias e outros encargos, a expansão do sistema da GD poderá ser prejudicada a longo prazo. A respeito disso, a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) demonstrou preocupação com o aumento nos custos da energia elétrica gerada a partir de sistemas fotovoltaicos. 

Em 2012, foi publicada a Resolução Normativa nº 482, da Aneel. A norma estabelece o sistema de compensação de energia elétrica, no qual a geração de até 1MW pode gerar créditos relativos à energia acrescentada na rede. Esses créditos são descontados em conta nos meses seguintes até o limite de três anos se a fonte geradora for renovável, como a energia solar.

Alguns anos depois, em 2015, a Aneel publicou uma nova resolução, de número 687, que trouxe novas modalidades, permitiu a geração compartilhada e conjuntos com várias unidades consumidoras, estabeleceu novo prazo de resposta da distribuidora, padronizou a de solicitação de acesso, aumentou o limite de potência para 5MW e alterou a validade dos créditos para até cinco anos.

No ano de 2019, a Aneel anunciou que revisaria a resolução original de 2012, o que foi visto com maus olhos pelo mercado. No mesmo ano, foi apresentado ao Congresso o PL 5829/19, aprovado 2021 após dois anos de discussão entre parlamentares e sancionado em janeiro de 2022, tornando-se Marco Legal da Geração Distribuída, na forma da Lei 14.300/22.

Algumas mudanças na Geração Solar Distribuída

Com relação aos créditos, alguns componentes terão a valoração descontinuada gradualmente nos próximos seis anos. No que se refere à Tarifa de Uso do Sistema Distribuído (TUSD), as usinas solares terão uma valoração diferenciada – a chamada “TUSD Geração” – até 3 vezes menor. Sobre os consumidores que estão no sistema de Geração Distribuída com projetos fotovoltaicos, por exemplo, a legislação estabelece o pagamento da TUSD para todos os projetos a partir de janeiro de 2023. Ou seja, ao final do prazo de abatimento gradual de créditos na conta de energia, a economia de quem tem painéis solares será reduzida.

A nova legislação corrige uma distorção em relação ao custo de disponibilidade, um valor na conta de luz relativo à presença de rede elétrica para uso, que era cobrado em duplicidade pela concessionária de energia. Essa tarifa é um valor mínimo cobrado pela distribuidora, que acabava incidindo duas vezes, mas não incidirá mais.

Outra mudança positiva é a ampliação de possibilidades no que se refere à Geração Solar Compartilhada, incluindo, além dos consórcios e cooperativas, as associações e os condomínios civis. Há ainda mais uma correção de distorção, uma vez que não havia previsão anterior para unificação de titularidade em projetos de geração compartilhada, algo expressamente autorizado na legislação atual. Essa unificação pode simplificar e diminuir a tarifa de ICMS.

O prazo para distribuição de créditos pelas distribuidoras diminuiu de 60 para 30 dias. Além disso, os projetos de minigeração distribuída não poderão mais ser enquadrados no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi) e outros programas. As usinas flutuantes em reservatórios também não poderão ser divididas para ser enquadradas em limites de potência exigidos em lei.

Decidiu instalar um sistema fotovoltaico?

Pessoas de todo o país vêm pesquisando como aproveitar o período de carência do Marco Legal da Geração Distribuída, sem cobrança de taxas até 2045, com a instalação de sistemas fotovoltaicos. Porém é necessário buscar fornecedores e outros profissionais especializados, com a qualificação necessária, para o melhor custo-benefício e payback do sistema a longo prazo.

Energia solar se torna a terceira maior fonte na matriz energética do Brasil

A energia solar acaba de se tornar a terceira maior fonte da matriz energética do Brasil, superando as termelétricas, o gás natural e a biomassa. Segundo a Absolar, a energia produzida a partir dos raios solares atingiu 16,4 gigawatts de potência instalada e agora fica atrás apenas das fontes hídrica e eólica no país

E a expectativa é de um futuro cada vez mais promissor para o setor que cresce há anos de forma acelerada.

Um estudo feito pela Bloomberg New Energy Finance prevê que a energia fotovoltaica chegará à liderança entre todas as matrizes energéticas do país até 2050. Pelo prognóstico, nesse período, 32% de toda a energia consumida no Brasil virá do sol, enquanto 30% terá origem hídrica (que hoje representa 53,9% do consumo brasileiro).

Energia Solar é a terceira maior Matriz Energética do País
Energia Solar é a terceira maior Matriz Energética do País (Crédito da Imagem: Reprodução)

Para chegar ao resultado comemorado pelo setor de energia solar, é preciso relembrar de fatos e da evolução que marcaram a história no Brasil, como a instalação da primeira usina, em agosto de 2011, no município de Tauá, no sertão do Ceará. No espaço de 12.000 m², foram instalados 4.680 painéis fotovoltaicos, com capacidade inicial de geração de 1 MW.

No ano de 2012, a publicação da Resolução Normativa nº 482 marcou outra alteração no setor. Instituída pela Aneel, a norma permitiu que o consumidor brasileiro pudesse, a partir dali, gerar sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis ou cogeração qualificada, inclusive fornecendo o excedente para a rede de distribuição de sua localidade.

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Três anos depois, em 2015, a RN 687 da Aneel regulamentou a geração distribuída em condomínios (sendo os condomínios caracterizados como empreendimentos de múltiplas unidades consumidoras). Nesta configuração, a energia gerada pode ser compartilhada entre os condôminos de acordo com porcentagens previamente definidas pelos próprios consumidores.

Ranking da energia solar no Brasil

No ranking de Geração Distribuída nacional, o estado de Minas Gerais lidera, com 1.840 MW de potência instalada, o que representa 16,2% do total; na segunda posição, está São Paulo, com 1.501 MW, ou 13,2%; e em terceiro lugar, o Rio Grande do Sul, com 1.313 MW e 11,6%. Em quarto e quinto, aparecem respectivamente Mato Grosso (745 MW/6,6%) e Goiás (541 MW/4,8%).

O Nordeste, caracterizado por apresentar cidades com grande incidência solar, aparece apenas na oitava posição do ranking: a Bahia representa 4,3% do total de Geração Distribuída, com 487 MW.  Mas vale ressaltar que, quando analisado o recorte por municípios, a capital do Piauí, Teresina, ocupa o segundo lugar do país, com 117 MW de potência instalada, atrás apenas de Cuiabá, capital do Mato Grosso, que lidera o ranking com 126 MW.

Outro fato importante na história da energia solar nacional – e responsável por impulsionar a instalação de painéis em todo o país – foi a sanção do Marco Legal da Geração Distribuída, conhecido como “Marco da Energia Solar”, que acaba de completar seis meses de regulamentação. A nova legislação, de janeiro de 2022, prevê que os consumidores que produzem a própria energia solar passem, gradualmente, a pagar tarifas sobre a distribuição. Atualmente, micro e minigeradores estão isentos, e a lei mantém essa garantia até 2045 também para quem solicitar o serviço até janeiro de 2023.

O Marco Legal da GD segue o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que garante que a instituição legal seja feita gradualmente e as mudanças sejam colocadas em prática pelo mercado de maneira organizada e economicamente sustentável. A lei regulamenta as modalidades de geração, o Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE) e o Programa de Energia Renovável Social (PERS).

Após o fim do prazo, em janeiro de 2023, a lei prevê para os novos consumidores uma adaptação de seis anos, com a proposta inicial de tarifa de 15% dos custos de distribuição e manutenção dos serviços, aumentando 15% ao ano até chegar a 90% em 2028.

Benefícios ao meio ambiente

Há diversas maneiras de aproveitar a energia produzida pelo sol, por meio das tecnologias fotovoltaica, térmica e heliotérmica. Basicamente, em qualquer lugar com incidência de raios solares, é possível que ao menos um dos tipos de energia solar seja instalado.

Em comparação com outras fontes, a energia solar é uma das mais limpas e ecologicamente corretas. O processo para a sua obtenção acarreta menos impactos ao meio ambiente, sem gerar resíduos, e é uma forma de reduzir as emissões de poluentes causadores do aquecimento global.

Para se ter uma ideia dos impactos positivos, a emissão de 24,6 milhões de toneladas de CO² foi evitada no Brasil, desde 2012, graças à utilização de energia solar.

Benefícios à economia

O custo inicial de um equipamento para utilização de energia solar pode ser alto em comparação a outras tecnologias. Porém, a médio ou longo prazo, muitas vezes o investimento compensa por conta do custo-benefício, ou payback.

Ou seja, a energia solar “se paga” após alguns meses ou anos de uso. No caso dos sistemas fotovoltaicos, por exemplo, a economia gerada com a conta de luz – e a possibilidade de se gerar créditos nas concessionárias de energia ou de se redistribuir energia excedente – costuma cobrir o preço da compra dos produtos solares e sua instalação.

Empregos são gerados com o crescimento da Matriz Energética Solar
Crescimento da Matriz Energética Solar gera empregos (Crédito da Imagem: Reprodução)

A baixa necessidade de manutenção é outro diferencial que pode tornar o custo-benefício da energia solar mais vantajoso. Um painel fotovoltaico de qualidade costuma ter vida útil de 30 a 40 anos — uma durabilidade que evita a necessidade de trocas no sistema ao longo de décadas.

Para a economia brasileira, graças à geração de energia solar, foram investidos R$ 87 bilhões, criados 492 mil novos empregos e arrecadados R$ 23 bilhões em tributos. Desde 2019, a fonte solar está entre as mais competitivas, e o setor acumula altas no preço-médio do megawatt-hora leiloado no Mercado Regulado.

Referência na distribuição de energia solar, NeoSolar completa 12 anos e prevê crescer 400% nos próximos 5 anos

Pioneira na distribuição de produtos de energia solar no Brasil, a NeoSolar completa 12 anos de história celebrando excelente resultados. Com mais de 40 mil clientes (os principais, revendedores e instaladores), a empresa espera crescer 400% nos próximos cinco anos, investindo sobretudo na diversificação do portfólio com novas tecnologias.

Baterias de lítio, Sistemas híbridos, Agronegócio e Microinversores são tendências e apostas da NeoSolar para os próximos anos, com novas linhas de produtos já disponibilizadas. Além de aumentar o portfólio, uma série de outras ações em andamento incluem aprimoramentos no e-commerce e no Portal B2B para melhorar a experiência de compra, e o aumento do time especializado que presta atendimento técnico aos clientes.

Unidades de Negócio NeoSolar
Unidades de Negócio NeoSolar

Já líder no mercado brasileiro de soluções Off Grid (sistemas não conectados à rede elétrica), a empresa tem realizado investimentos para atender à crescente demanda dos brasileiros por energia solar. Fatores como o programa Mais Luz para Amazônia, os constantes aumentos da conta de luz e a necessidade do país de diversificar sua matriz energética impulsionam a rápida expansão do setor, mesmo durante a crise econômica e a pandemia de Covid-19.

O mercado tem crescido exponencialmente à medida em que aumenta a conscientização sobre como a energia solar funciona e seus benefícios aos consumidores. Como uma das empresas mais tradicionais do setor, pudemos antecipar esse aumento de demanda e nos preparar para oferecer o melhor serviço – não apenas com um portfólio completo, mas também investindo em canais de vendas para empresas, com o portal B2B”, comenta Raphael Pintão, um dos sócios-fundadores da NeoSolar.

Impactos Ambientais, Sociais e Econômicos

Além do rápido e sólido crescimento, a NeoSolar também se orgulha muito dos impactos positivos que gerou nos seus 12 anos de existência, especialmente como líder nos sistemas Off Grid, que possibilita a chegada da energia solar a locais isolados sem acesso à rede elétrica.

“O negócio da NeoSolar tem um impacto positivo muito relevante. Desde o início, já evitamos a emissão de 1,2 milhões de toneladas de CO2, algo equivalente a quase 9 milhões de árvores. Além disso, demos acesso à energia para quase 70 mil famílias, água para 9 mil famílias e comunicação para 22 mil famílias”, conta Raphael Pintão.

Energia Solar é Renovável
Energia Limpa e Renovável (Crédito da Imagem: Reprodução)

“Isso sem contar o impacto econômico com empregos qualificados nas regiões mais carentes do país, com mais de 3000 instaladores formados, economia com o diesel e aplicações produtivas da energia. São números já muito significativos e que seguirão crescendo muito, em paralelo ao crescimento da empresa”, completa.

Rápida expansão do setor solar

Limpa, renovável e sustentável, a energia solar fotovoltaica teve a sua capacidade de geração dobrada nos últimos três anos e se tornou, no último mês de maio, a segunda fonte mais utilizada no mundo, de acordo com o relatório “Global Market Outlook for Solar Power 2022-2026”, produzido pela associação europeia SolarPower Europe – está atrás apenas da hidreletricidade.

Aqui no Brasil, o crescimento também é acelerado: segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a potência operacional da fonte fotovoltaica atingiu, em abril, 15 gigawatts (GW), número superior à potência instalada da usina hidrelétrica de Itaipu. Desse total, 5 GW são da geração fotovoltaica centralizada em usinas de grande porte, enquanto 10 GW vêm da geração distribuída (GD), composta sobretudo por painéis instalados em telhados, fachadas e terrenos.

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), desde 2012, a fonte solar trouxe ao país R$ 78 bilhões em investimentos, gerou mais de 450 mil empregos e evitou a emissão de 20,8 milhões de toneladas de CO2.

Ainda segundo a ABSOLAR, o setor Off Grid (com sistemas de energia solar não conectados à rede elétrica) também deve crescer rapidamente, com um mercado de cerca de R$ 13 bilhões previsto apenas com a implementação do programa Mais Luz para Amazônia (MLA).

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Além do projeto MLA, a demanda por esse tipo de energia solar tende a crescer também em outras áreas sem acesso à energia ou com rede elétrica precária. O aumento dos apagões com crises hídricas e a instalação das torres de 5G e de outras aplicações técnicas que precisam da energia solar são outros fatores que provavelmente impulsionarão o Off Grid nos próximos anos.

2022: o ano para investir em energia solar

E a expectativa é que, em 2022, a energia solar tenha um crescimento ainda maior que nos últimos anos – especialmente no setor On Grid (de sistemas conectados à rede elétrica), no qual a NeoSolar tem se fortalecido com o aumento de portfólio de microinversores.

“O marco legal para regular os micro e minigeradores da GD deve impulsionar bastante o segmento, pois o consumidor que instalar um sistema solar até janeiro de 2023 garante as regras de tributação atuais por mais 23 anos. É o melhor momento para garantir o modo mais barato e sustentável de gerar energia”, explica Pedro Pintão, também sócio-fundador da NeoSolar com o irmão Raphael.

De forma geral, a instalação de energia solar reduz a conta de luz de consumidores nas cidades, complementando a geração de energia da rede elétrica. “Sempre digo que o melhor momento para instalar energia solar é hoje e isso não é um clichê, tem um motivo econômico. Como a energia solar custa menos que a energia da rede, quanto antes você instalá-la maior será seu benefício. O retorno financeiro que o sistema dá compensará o investimento”, explica Pedro Pintão.

Pioneirismo é a marca do negócio

Foi em junho de 2010, nos primórdios da energia fotovoltaica no país, que os irmãos Raphael e Pedro decidiram fundar a NeoSolar. O objetivo era criar uma empresa ligada à sustentabilidade e que fizesse parte de um mercado pouco explorado.

“Há pouco mais de uma década, praticamente não se falava em energia solar no Brasil, não existiam usinas geradoras nem empresas para disponibilizar produtos com essa tecnologia aos consumidores”, relembra Raphael Pintão sobre o começo da NeoSolar. “Desde o início, a palavra que norteia o nosso negócio é o pioneirismo e nos honra muito poder dizer, exatamente 12 anos depois, que contribuímos com o desenvolvimento de todo setor no país”, completa.

Referência na distribuição de tecnologias para projetos On Grid (quando os painéis solares estão ligados à rede elétrica) e, principalmente, para projetos Off Grid (quando há total independência da rede elétrica), a NeoSolar é uma das fundadoras da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), entidade sem fins lucrativos que representa os interesses do setor e conta com mais de 600 empresas associadas.

A companhia também é responsável por realizar o projeto do primeiro sistema de energia solar On Grid homologado no estado de São Paulo, em uma galeria de arte na cidade de Ribeirão Preto, em 2013. Além disso, promove diversos cursos de capacitação sobre a utilização de produtos – como painéis, bombas e baterias -, que já formaram mais de 3.000 alunos.

Pedro Pintão recorda que, mesmo sem ter nenhum investimento externo, o negócio apresentou crescimento em todos os anos, sem exceção.

“É com muito trabalho, além de conhecimento técnico e uma busca constante por novidades, que nós conseguimos levar e manter uma empresa familiar na posição de liderança que ocupa atualmente, sendo responsável por mais de 30% do market share em Off Grid”.

Aposta no crescimento dos veículos elétricos

Em 2016, a NeoSolar colocou seu pioneirismo à prova mais uma vez, agora com a mobilidade elétrica. A empresa incorporou ao seu negócio uma área responsável por oferecer soluções em infraestrutura de recarga para veículos elétricos: a NeoCharge, que já é referência no mercado com a distribuição de equipamentos, cursos, serviços técnicos e operação compartilhada de estações de recarga e eletropostos.

“A NeoCharge é mais uma prova de que levamos em nosso DNA o espírito empreendedor e o desenvolvimento de negócios que impactam positivamente a vida de todos. Há seis anos, temos também a missão de promover a mobilidade elétrica no Brasil, já que o carro movido a eletricidade é mais econômico e muito mais sustentável que os veículos abastecidos por combustíveis fósseis. Estamos falando de um caminho sem volta”, destaca Pedro.

Em 2022, já consolidada na venda de carregadores para veículos elétricos, a NeoCharge anunciou a contração do CEO Diogo Seixas e divulgou a intenção de realizar um Spin-Off nos próximos anos.

Dois anos após reformular RH, NeoSolar recebe nota acima da média nacional no Great Place To Work

Uma das principais empresas do mercado brasileiro de energia solar, a NeoSolar celebra pelo segundo ano consecutivo a conquista do selo emitido pela consultoria Great Place to Work (GPTW), que reconhece os melhores ambientes de trabalho em 109 países ao redor do mundo.

NeoSolar é certificada Great Place to Work
NeoSolar é certificada Great Place to Work

Em um índice 0 a 100, a companhia atingiu nota 92 de satisfação de seus colaboradores — nota superior à média das 150 empresas mais bem avaliadas pelo GPTW no Brasil em 2021, que foi de 90.

A certificação ocorre no momento em que a companhia comemora 12 anos de história e é o 1º selo GPTW conquistado já com a Diretoria de Gestão de Pessoas, criada em 2021 durante um processo de reformulação do setor de Recursos Humanos.

Mais do que rebatizar o RH, o objetivo da mudança foi valorizar o capital humano da empresa e aplicar ações visando o bem-estar no trabalho, o crescimento sustentável da companhia e o desenvolvimento pessoal e profissional de toda a equipe.

Valores bem definidos

“O nosso clima organizacional sempre foi muito elogiado pelo time e considerado um grande diferencial. O desafio tem sido seguir nosso crescimento acelerado sem perder o ‘jeito NeoSolar’”, comenta Eduardo Oliveira, diretor de Gestão de Pessoas.

“Então, em 2019, contratamos uma consultoria especializada em Recursos Humanos para materializar a nossa cultura e valores, registrando as características que nos fazem ser diferentes e que queremos fomentar cada vez mais. Com mais clareza para todos, percebemos nossa cultura cada vez mais presente em nosso dia a dia”, complementa Oliveira.

Saiba Mais:

O estudo identificou os valores que são considerados pilares da Neosolar, que entre eles, citam colaboração, respeito e evolução: “Para nós não há outra forma de trabalhar”, reforça Eduardo.

Vem pro Sol NeoSolar
Lema NeoSolar na entrada do escritório – Vila Mariana SP

Além dos 4 valores, o estudo também definiu o propósito da NeoSolar como: “Chegar na frente é o que nos move”, de forma a evidenciar o pioneirismo que a empresa carrega desde sua fundação – um espírito inovador que esteve presente, por exemplo, quando a companhia inaugurou primeiro sistema de energia solar homologado no estado de São Paulo, em 2012.

Projetos de um novo RH

Com o objetivo de estruturar as iniciativas relacionadas a Recursos Humanos, foi criada a área de Gestão de Pessoas, que tem realizado um grande esforço para garantir que a cultura da organização esteja presente no comportamento do time, mesmo em meio a uma mudança de patamar no quadro de funcionários, que dobrou em dois anos durante a pandemia.

Como uma das medidas para suportar e acelerar o crescimento da empresa, a área de Gestão de Pessoas criou o programa NeoGrowth, um programa de desenvolvimento pessoal oferecido a grupos de funcionários para que possam crescer como indivíduos e aprimorar suas habilidades profissionais, já desenvolvendo as lideranças que estarão à frente do processo de crescimento da NeoSolar nos próximos anos.

Outra medida prática implementada no dia a dia é a chamada “reunião matinal”, uma reunião diária de cerca de 15 minutos na qual toda a companhia participa e compartilha entre si os principais resultados e desafios de cada setor.

“Já fazemos essa reunião há algum tempo e queremos preservar esse momento do dia em que toda a empresa possa se reúne e se comunica diretamente. Isso faz uma enorme diferença no espírito de integração que faz parte do nosso jeito de ser”, explica Eduardo Oliveira.

O papel do RH durante a pandemia

O respeito aos funcionários também vai além do abstrato e a NeoSolar regularmente realiza iniciativas pensando no bem-estar da equipe – como durante a pandemia, quando foram oferecidos os programas NeoMind (com suporte psicológico feito por profissionais especializados, dado o impacto nas pessoas causado pelo isolamento) e o NeoFit (aulas online de relaxamento, alongamento e outras atividades físicas para serem feitas em casa durante a quarentena).

“A pandemia bagunçou um pouco a vida de todo mundo e sabíamos que o isolamento poderia gerar muitos impactos emocionais e físicos no nosso time. Priorizamos muito a saúde e o bem-estar de todos e foi por isso que implementamos o NeoMind e o NeoFit, que foram muito bem recebidos pelo time. Além disso, é claro que o pessoal ficou com saudade dos happy hours na quarentena, então tivemos diversos ‘bares online’, além de jogos por videoconferência que acontecem até hoje e passamos a chamar de ‘Neolimpíadas’”, relembra Eduardo Oliveira.

 E as conquistas da NeoSolar também são compartilhadas como conquistas de cada um, com programas de premiação por alcance em metas e a divulgação transparente dos indicadores comerciais entre todos os funcionários. Além disso, há sempre o objetivo de grandes resultados sejam comemorados com festas (de forma virtual durante a pandemia, mas com envio de vouchers para que os funcionários pudessem comemorar em casa).

O reconhecimento do GPTW

Outra iniciativa da empresa foi a participação, desde 2021, da pesquisa do Great Place To Work — e, pelo segundo ano consecutivo, a empresa atingiu a nota necessária para receber a certificação da consultoria.

Com base em um questionário respondido por 90% dos colaboradores, a NeoSolar obteve excelentes avaliações nos 5 temas abordados pela pesquisa do GPTW: respeito, credibilidade, orgulho, imparcialidade e camaradagem. Em alguns deles, a companhia inclusive superou o benchmark, que considera as 150 empresas mais bem avaliadas do Brasil.

O Great Place to Work é uma consultoria global que apoia organizações a obter melhores resultados por meio de uma cultura de confiança, alto desempenho e inovação – uma história que começou nos anos 1980 e cada vez se mostra mais relevante no dia a dia das empresas.

Certificação Great Place to Work NeoSolar
Confira a Certificação GPTW

Para a NeoSolar, aplicar a mais reconhecida pesquisa de clima organizacional do mercado é um importante direcionamento para compreender a visão dos colaboradores sobre a empresa e definir o planejamento estratégico para as próximas ações — com foco na evolução constante na satisfação e desenvolvimento dos colaboradores.

“Receber a certificação nos enche de orgulho e confiança para seguir investindo nas pessoas, o que sempre foi uma marca da NeoSolar.  Mas participar do GPTW, para nós, vai muito além de ganhar uma certificação. O que mais buscamos são os insights que a pesquisa oferece com a tutela de uma consultoria reconhecida internacionalmente, indicando com clareza em quais pontos ainda podemos evoluir mais”, diz Eduardo Oliveira.

Equipe NeoSolar - Great Place to Work
Equipe NeoSolar

“Passamos muitas horas dos nossos dias no trabalho e acreditamos de verdade que devemos fazer com que a experiencia do pessoal seja “mais do que apenas um trabalho”. Queremos que as pessoas se sintam felizes e motivadas, verdadeiramente como parte da organização e mantendo um clima positivo para todos. Buscamos os melhores profissionais, mas acreditamos que um bom ambiente é fundamental para cada um conseguir ser o melhor de si”, pontua Oliveira.

Microinversor ou Inversor String: Qual a melhor opção para seu Sistema Solar?

O inversor é um equipamento fundamental para um sistema de energia solar – mas, afinal, qual o melhor tipo: microinversor ou inversor string?

Dúvidas no momento da instalação

Na hora optar por um projeto de energia fotovoltaica, começam a surgir várias perguntas, como o local onde instalar, por exemplo. Um sistema fotovoltaico pode ser instalado em telhados, terrenos, fachadas etc.

Após a decisão de onde instalar o projeto, surgem as dúvidas relacionadas à quantidade de placas, ao tipo de bateria e ao aproveitamento do sistema.

Mas é importante fazer a escolha certa de todos os componentes para ter mais eficiência de longo prazo, por isso um ponto essencial para ter um sistema otimizado é decidir pela instalação de microinversores ou inversores string.

Exemplos de Microinversor e Inversor String
Microinversores x Inversores String

Cada projeto é um caso

Cada projeto tem suas próprias características, e é preciso analisar as diferenças entre as opções para tomar a decisão mais acertada.

Projetos menores, como os residenciais, encontram nos microinversores a melhor opção para otimizar o sistema fotovoltaico. Enquanto isso, projetos com grande quantidade de placas podem ter menor custo no gerenciamento com inversores string. Outro ponto relevante a se considerar é a quantidade baterias necessárias para suprir a necessidade.

Para decidir, é preciso calcular o melhor payback de longo prazo.

Entendendo mais sobre inversores

Os inversores são partes essenciais – e muito complexas – dos sistemas fotovoltaicos. Eles são responsáveis por converter a energia produzida pelas placas solares de Corrente Contínua (CC) para Corrente Alternada (CA), tornando-a viável para a rede elétrica tradicional. Dessa forma, é possível se integrar à rede local e ligar equipamentos elétricos, lâmpadas etc.

Se o projeto tem conjuntos menores de até quatro placas solares, o microinversor é a melhor opção, por ser capaz de gerenciar as placas de maneira individualizada, garantindo otimização do sistema por décadas. Por outro lado, os inversores tradicionais gerenciam strings, isto é, conjuntos de módulos fotovoltaicos ligados em série.

Para entender como funciona o gerenciamento, é preciso compreender como os MMPTs são utilizados em cada tipo de inversor. MPPT significa Maximum Power Point Tracking, ou Rastreamento do Ponto de Máxima Potência, algoritmos dos inversores que identificam o ponto de máxima potência para o funcionamento dos painéis solares.

Por meio dos MPPTs, são encontradas as melhores condições entre corrente e tensão para gerar energia de forma mais eficiente.

Em um sistema com microinversores, o gerenciamento de MPPTs acontece de forma individualizada, o que contribui para que o projeto com microinversores gere mais energia que no caso da utilização inversores string, que analisam o conjunto das placas. O desempenho superior dos microinversores pode ser percebido principalmente em instalações com sombreamento, mal funcionamento ou perda de rendimento dos painéis.

Diferença de Desempenho entre Microinversores e Inversores String graças aos MPPT's
Diferença de Desempenho entre Microinversores e Inversores String

Como escolher o inversor por tipo de projeto

Em relação ao tipo de projeto, os inversores string são ideais para sistemas fotovoltaicos com muitas placas, em grandes áreas abertas, planas e sem sombreamento, garantindo que todas as placas estejam niveladas, inclinadas e orientadas igualmente, sem nenhum empecilho ao sol ao redor.

Isso acontece porque, com inversores string, é necessário que as diferentes placas conectadas estejam direcionadas na mesma orientação para produzir a tensão idêntica ou similar. O mesmo inversor string não pode ser usado para painéis que estejam voltados para lados opostos ou inclinação distinta.

Para projetos menores, como os residenciais, normalmente com até quatro placas ou outros que necessitem de nivelamentos, inclinações e orientações diferentes das placas, os microinversores serão mais indicados.

O gerenciamento diferenciado realizado por microinversores proporciona que, em caso de sombreamento do sistema por folhas, galhos ou outros fatores que podem prejudicar o aproveitamento da radiação solar, o desempenho ruim de um único painel não afete os demais.

Ou seja, cada módulo recebe tratamento diferenciado para otimizar sua energia, e o sombreamento de um deles terá um impacto restrito e muito menor no sistema como um todo.

Saiba mais:

Quando é necessária a string-box?

Quando o assunto é instalação, é preciso entender a diferença entre o microinversor, mais compacto e prático, e o inversor string, mais robusto. O microinversor é colocado por trás do próprio painel solar e o custo de instalação é reduzido por não necessitar de uma string-box.

O inversor string, pelo tamanho e necessidades de segurança, deve ser instalado longe do sistema fotovoltaico. A potência de um inversor string, maior do que a dos microinversores, torna-o mais pesado e traz a necessidade de manuseio por mais de uma pessoa, por sua dimensão.

Inversores string, além de serem equipamentos maiores, por normativas de segurança obrigatórias, precisam ter uma instalação a mais: a string-box, pois o sistema necessita de cabos que transportam a corrente tensão elevada (até 1500V).

Garantindo a segurança do sistema fotovoltaico

Em caso de problemas no funcionamento ou curto-circuito, é possível desligar o painel danificado do sistema no caso de uso de microinversores, o que os torna mais seguros e mais simples.

A energia já sai do microinversor como Corrente Alternada próxima dos painéis solares, diretamente do próprio telhado ou local de instalação do sistema, com níveis de tensão baixos e seguros, entre 127 e 220V, não necessitando de outras instalações. Em caso de incêndio, sistemas com microinversores também trazem mais segurança a bombeiros e brigadistas.

Inversores string necessitam de string-box e, em caso de grandes incêndios, trazem mais risco de consequências graves como explosões, pelas altas tensões geradas. Outro risco é o de choque elétrico grave, devido às altas tensões verificadas nos sistemas com inversores string.

Escolha de inversor pode ter impacto no custo de manutenção

Por sua durabilidade maior e tempo de garantia estendido em relação ao inversor tradicional, o microinversor tem custo de manutenção reduzido. Sua configuração também permite acompanhar o desempenho do sistema fotovoltaico com mais facilidade, até por meio de wi-fi.

Com menos tempo de garantia e durabilidade menor, inversores string precisam de reposição na meia-vida dos painéis solares, tornando o custo de longo prazo maior. Além disso, os inversores tradicionais monitoram por string, ou seja, por conjunto de painéis, enquanto os microinversores conseguem verificar o desempenho de cada placa.

Manutenção no Sistema Fotovoltaico
Manutenção no Sistema Fotovoltaico

A característica de monitoramento por string, no caso dos inversores tradicionais, é um complicador para a manutenção do sistema fotovoltaico, dificultando encontrar problemas específicos nas placas solares, que ficam “mascarados” no conjunto. Por outro lado, devido à instalação mais acessível da string-box, a manutenção do inversor em si torna-se relativamente mais simples.

Outras diferenças entre microinversor e inversor string

Durabilidade: A durabilidade do microinversor pode chegar de 25 a 30 anos, o que significa que ele terá o mesmo tempo de vida útil do painel solar, enquanto os inversores string duram entre 10 e 15 anos, ou seja, metade do tempo das placas. Ou seja, para cada conjunto de placas com vida útil de 30 anos, seria necessário trocar o inversor string pelo menos uma vez durante o período.

Garantia: Os microinversores normalmente apresentam de 10 a 15 anos de garantia. O inversor string tradicional tem a metade do tempo em comparação com o microinversor, dependendo do fabricante, isto é, de 5 a 7 anos de garantia.

Expandindo o sistema fotovoltaico

A escolha entre microinversor ou inversor string influencia várias outras decisões de longo prazo, inclusive futuras expansões do sistema fotovoltaico. O microinversor traz maior flexibilidade na instalação, bem como facilita que o sistema seja aumentado posteriormente, devido à sua modularidade.

Quando um projeto com inversor string precisa ser expandido, é necessário estudar o novo dimensionamento e realizar a troca do equipamento para uma potência maior conforme a necessidade. Os novos painéis serão adicionados a outros mais antigos e, em se tratando de inversores string, o rendimento menor das placas anteriores tende a prejudicar o desempenho das mais novas. 

No caso de microinversores, para ampliar o sistema, basta adquirir mais painéis e adicionar o número proporcional de novos microinversores aos módulos. Além disso, o problema em relação a painéis mais antigos, verificado em sistemas com inversores string, é eliminado, uma vez que os microinversores otimizam individualmente cada placa.

Sistema Solar com Microinversor
Sistema Solar com Microinversores

Procure distribuidores e fabricantes confiáveis

Antes de adquirir um sistema fotovoltaico, levando em consideração o valor do investimento, é importante buscar um distribuidor confiável, mas também pesquisar sobre os fabricantes, conhecer o tipo de produto que está sendo adquirido e instalado.

Se a decisão é pelo microinversor no sistema fotovoltaico, é essencial verificar a presença de assistência técnica local pelo fabricante, reduzindo problemas de longo prazo.

Outra escolha necessária é por empresas que tenham solidez de mercado, já que são produtos com garantias de mais de dez anos e longa vida útil.

Distribuidores confiáveis devem ajudar o cliente a conseguir acionar a garantia junto ao fabricante caso seja necessário e tirar diversas dúvidas em todo o período de vida útil do produto — incluindo apoio na instalação, configuração do microinversor e resolução de problemas.

Melhor momento para projetos em energia solar

A instalação de sistemas de geração em energia solar deve se manter aquecida até janeiro de 2023, quando começará a ser aplicada a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição, conforme o Marco Legal da Geração Distribuída.

Até lá, consumidores que instalarem um sistema solar terão isenção dessa tarifa por 23 anos, garantida pela legislação atual. Esse cenário tem levado a uma procura cada vez maior por projetos de geração fotovoltaica.

Independência energética: gerando a própria energia para a casa e o carro

Imagine juntar os benefícios da geração distribuída para energia solar (como economia na conta de luz) e da mobilidade elétrica (uso de veículos elétricos que reduz enormemente os gastos com abastecimento). A união dessas duas tendências representa a independência energética: a capacidade de gerar a própria energia e utilizá-la tanto para uso doméstico como para se transportar.

Independência Energética: Carregamento de Carro Elétrico com Energia Solar
Carregamento de Veículo Elétrico com Energia Solar

O Brasil já se encontra entre os 20 países com maior capacidade instalada de energia solar do mundo, conforme dados da Agência Internacional de Energia (IEA). A procura por sistemas menos agressivos à natureza, porém, não se resume às placas solares fotovoltaicas.

A tendência também se confirma quando o assunto são os carros elétricos e híbridos, que em abril de 2022 já eram mais de 90 mil no Brasil, segundo dados levantados pela NeoCharge.

O conceito de independência energética

Os benefícios ao meio ambiente com o uso de energias renováveis são incalculáveis. E não é à toa que o investimento em fontes solares é uma das principais medidas hoje tomadas por governos do mundo todo para combater o aquecimento global.

Em meio a diversos alertas da comunidade científica, já estamos sentindo os efeitos do efeito estufa ano após ano, com impactos como o aumento de incêndios em florestas, extinção de animais, e até crescimento no número de tempestades e furacões – todos fatores que também são prejudiciais às atividades industriais, ao turismo, comércio e à agricultura.

Esse cenário tornou ainda mais urgente a instalação de sistemas de energia solar – que não trazem o impacto apenas ambiental, mas também econômico com a redução dos gastos na conta de luz para quem investe em sistemas de Geração de Distribuída.

Placas Solares
Sistema de Energia Solar

E com o forte crescimento da procura por sistemas solares, surgiu há alguns anos o conceito de independência energética.

Esse conceito defende que, com painéis fotovoltaicos, pode-se evitar parcialmente ou até totalmente a dependência da energia elétrica distribuída pela rede tradicional, tanto para atender às necessidades de casa quanto para abastecer os automóveis, dispensando os combustíveis fósseis.

Carro elétrico

No caso do carro elétrico, um dos principais ganhos está relacionado ao custo de abastecimento, muito menor do que no caso dos veículos a gasolina, especialmente por conta da alta do preço do petróleo em todo o mundo.

Garagem Solar
Garagem Solar

Por meio de um cálculo simples, é possível comprovar que o quilômetro rodado com energia elétrica é mais barato para um automóvel.

Considerando valores médios da cidade de São Paulo no primeiro semestre de 2022, o gasto médio anual para abastecer com gasolina (rodando 15.000 km por ano, com um consumo hipotético de 10 km/L e preço de R$ 7,50/L) é de R$ 11.250.

Já o gasto médio para abastecer com eletricidade (considerando a mesma quilometragem rodada, em um consumo hipotético de 8 km/kWh e preço de R$ 0,80/kWh) é de R$ 1.500 por ano. Uma economia de 87%, ou R$ 9.750.

Além de não emitirem gases poluentes, os veículos elétricos também não produzem som, reduzindo também a poluição sonora. Entre diversas outras vantagens, esses fatores têm levado as maiores montadores do mundo a encerrarem novos projetos com carros a combustão e concentrarem seus esforços nos carros elétricos, em uma verdadeira revolução no mercado automotivo.

Carro elétrico + casa solar

Além dos benefícios ambientais, a independência energética é capaz de reduzir drasticamente as despesas familiares.

Geração de Energia Solar Residencial
Geração de Energia Solar Residencial

Tendo como exemplo uma família que consome 250 kWh/mês com energia fotovoltaica em casa e 150 kWh/mês para abastecer o carro elétrico, teríamos seguinte cenário: instalação do sistema solar custaria, em média, R$ 15.000, enquanto a compra de um carro elétrico seria cerca de R$ 65.000 mais cara que a de um automóvel convencional (R$ 143.000 a R$ 78.000, em uma comparação básica).

Somente com o sistema solar, a economia para essa família seria de R$ 3.750 ao ano, na comparação com as contas de luz tradicionais.

Isso, somado à economia de R$ 9.750 com o veículo elétrico, garantiria uma redução de R$ 13.500 no orçamento. Ou seja, em pouco mais de 4 anos, o investimento de R$ 80.000 na instalação de painéis fotovoltaicos e na aquisição de um veículo elétrico já seria recuperado. A partir daí, a família alcançaria a independência energética.

Energia solar em empresas

A energia solar não é só benéfica para os proprietários de imóveis. Empreendedores que adotam as soluções fotovoltaicas também têm diversas vantagens, entre elas a possibilidade de investir a verba que seria direcionada à conta de luz em outras áreas, serviços, projetos e produtos.

Além de economia, um sistema baseado em painéis fotovoltaicos gera credibilidade, competividade e mostra que a empresa está conectada às exigências do mundo atual – fato que determina cada vez mais atenção à preservação do meio ambiente. Desta forma, é possível atrair clientes e até investidores com mais facilidade.

NeoSolar: 12 anos de pioneirismo, inovação e compromisso para desenvolver a Energia Solar no Brasil

Em junho de 2010, quando a energia solar fotovoltaica ainda era uma novidade no país, dois irmãos, vindos do interior para a capital de São Paulo e engenheiros pela USP, vislumbraram o grande potencial do setor e fundaram a NeoSolar – uma empresa que nasceu pioneira e manteve o espírito inovador desde então.

Aniversário NeoSolar

Ao longo de 12 anos, a história da NeoSolar se confunde com a história da energia solar no Brasil.

A empresa foi uma das fundadoras e faz parte do conselho da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) – entidade sem fins lucrativos que representa os interesses do setor e conta com mais de 600 associados –, além de ter sido uma das primeiras do Brasil a oferecer cursos de energia solar e capacitação para utilização de produtos, que até hoje já formaram mais de 3 mil alunos.

Em um setor dinâmico e vasto como o de energia solar, a companhia fundada pelos irmãos Raphael e Pedro Pintão sempre teve um olhar atento para inovações.

Nos sistemas On Grid, por exemplo, a NeoSolar foi responsável por trazer alguns dos primeiros microinversores para o Brasil em 2012, enquanto no Off Grid a empresa se tornou líder no mercado sempre investindo nas soluções mais modernas e eficientes disponíveis – como por exemplo as baterias de lítio, que hoje ganharam grande destaque no portfólio.

Fachada do sede da NeoSolar, em São Paulo (SP)

Pioneirismo para impulsionar o setor

A NeoSolar, no entanto, não se destaca apenas por ser um importante player, mas também por sempre trabalhar em prol do desenvolvimento de todo o setor de energia solar no país.

Logo no início da sua trajetória, em 2013, a empresa foi responsável por realizar o primeiro projeto de energia solar On Grid homologado no estado de São Paulo, em uma galeria de arte na cidade de Ribeirão Preto.

Três anos depois, em 2016, colocou seu pioneirismo à prova mais uma vez, ao incorporar ao seu negócio uma área responsável por oferecer soluções em infraestrutura de recarga para veículos elétricos.

Essa unidade de negócios se tornou uma nova empresa: a NeoCharge, que ganha cada vez mais espaço no mercado com a distribuição de equipamentos, cursos, serviços técnicos e operação compartilhada de estações de recarga e eletropostos.

Estrutura de negócios e valores bem definidos

Atualmente, a NeoSolar possui seis unidades de negócio:

  • Off Grid, que faz da empresa a maior distribuidora de equipamentos do Brasil, com o mais completo portfólio e equipe técnica altamente qualificada;
  • On Grid, onde se destacam os kits com microinversores e diversos equipamentos voltados aos sistemas de energia solar integrados com a rede elétrica;
  • Bombeamento Solar, com as mais modernas soluções capazes de levar a água de rios, lagos ou poços para o uso de pessoas, especialmente em regiões onde o agronegócio se faz forte;
  • Projetos Especiais, responsável pelo desenvolvimento de soluções personalizadas em espaços de maior complexidade técnica, porte ou número de unidades;
  • Cursos e Treinamentos; que oferece capacitação sobre os mais diversos temas para os profissionais do setor;
  • Veículos Elétricos, que se tornou a NeoCharge, uma das principais distribuidoras de carregadores para VEs do país.
Unidades de negócio NeoSolar
Unidades de Negócio da Empresa

Mais que de áreas de atuação muito bem definidas, o sucesso da NeoSolar é resultado também de uma cultura organizacional baseada em fortes valores, que norteiam os passos de todos na companhia.

São eles:

  • “Evoluímos sempre”

Fazemos mais e melhor, no ordinário e no extraordinário, todos os dias. Elevamos o patamar, subimos a régua, damos o próximo passo.

Não queremos apenas crescer – queremos evoluir. Aprendemos sempre – com nossos erros e acertos.

  • “Colaboramos (e ponto)”

Aqui todo mundo importa e se importa.

Somos gente e gostamos de gente.
Todos contam. Todos fazem a diferença.
Aqui não existe “Isso não é o meu trabalho” – o problema de um é o problema de todos.
Para nós não existe outro jeito de trabalhar.

  • “Respeitamos de verdade”

Aqui o modo importa.
Construímos relações baseadas no respeito e na verdade, tanto dentro como fora da nossa empresa.
Nós fazemos o que dizemos e dizemos o que fazemos.
Nós nos comprometemos.
Tratamos a todos com gentileza, respeitando o potencial e a contribuição de cada um.

  • e “Conquistar é a nossa energia”

Usamos nossa energia para vencer. E vencemos juntos

Somos comprometidos com nossos objetivos e metas.
Encaramos oportunidades, problemas e obstáculos.
Não tememos os desafios

Além dos 4 valores, a empresa também tem um propósito bem definido:

  • “Chegar na frente é o que nos move”

Exploramos novos caminhos e possibilidades para desenvolver negócios promissores que impactam positivamente a vida de todos. Não queremos assistir o futuro acontecer. Aqui, construímos o nosso futuro.

Esses valores e o propósito são a essência do “Jeitão NeoSolar”, uma cultura de colaboração, respeito e pioneirismo que parte da empresa desde o começo.

Great Place to Work

O sucesso dessa cultura organizacional foi reconhecido em 2021 com o selo Great Place to Work (GPTW), um certificado conferido por uma consultoria global para apoiar organizações a obterem melhores resultados por meio de uma cultura de confiança, alto desempenho e inovação.

A NeoSolar teve o privilégio de repetir a dose e foi reconhecida novamente neste ano de 2022, quando obteve excelentes avaliações de seus colaboradores nos cinco temas abordados pela pesquisa do GPTW: respeito, credibilidade, orgulho, imparcialidade e camaradagem. A avaliação geral da empresa superou inclusive o benchmark, que considera as 150 empresas mais bem avaliadas do Brasil.

Equipe NeoSolar - Great Place to Work
Equipe NeoSolar

As conquistas do prêmio GPTW são um grande orgulho. A expectativa para o futuro é de que a companhia cresça ainda mais, sem perder seus valores, e siga contribuindo com o progresso da energia solar no país.

E tudo isso só será possível com a manutenção do compromisso, colocado em prática há exatos 12 anos, de lutar por um planeta mais sustentável e desenvolvido por meio da transição energética – acompanhando a evolução tecnológica para oferecer as soluções mais modernas, eficientes e limpas à população.

Com o crescimento da energia solar no Brasil, todos saem ganhando. E a NeoSolar e a NeoCharge se orgulham muito de ser parte importante dessa história.

Energia Solar em Casa: As Vantagens do Micro Inversor com Painel no Sistema Residencial

Instalar um sistema de energia solar em casa é algo cada vez mais comum no Brasil, com crescente interesse nas vantagens econômicas e nos impactos ambientais positivos que uma fonte de energia renovável proporciona.

Agora, a novidade é que os kits solares começam a contar com micro inversores para trabalhar em conjunto com as placas solares. Conheça neste artigo um pouco mais sobre o uso do micro inversor em projetos residenciais.

Até o final de 2022, a procura pela instalação de sistemas de geração de energia solar deve se manter aquecida, com a publicação recente do Marco Legal da Geração Distribuída.

A legislação garante que o consumidor que instalar sistemas fotovoltaicos em casa até janeiro de 2023 continuará tendo isenção da Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (Tusd) nos próximos 23 anos. Com isso, muitos brasileiros têm estudado as diferentes possibilidades de instalação em suas residências.

Para Raphael Pintão, sócio-fundador da NeoSolar, é preciso considerar várias questões na hora de decidir pela melhor opção, como o tamanho do projeto ou quantidade de painéis, por exemplo. Porém, na opinião do executivo, a instalação de micro inversores para otimização do sistema é ideal em projetos residenciais conectados à rede elétrica, uma vez que traz segurança e melhor payback no longo prazo.

Saiba Mais:

“Não há dúvidas de que este é o momento ideal para a instalação de painéis solares em telhados, terrenos, fachadas e em tantos outros lugares que podem ser abastecidos pela fonte de energia que, a cada dia, ganha mais espaço na vida dos brasileiros. Mas é importante fazer a escolha certa de todos os componentes do sistema, a fim de garantir mais eficiência, segurança e durabilidade”, ressalta.

Micro Inversores

A principal função dos inversores é converter a energia produzida pelas placas solares fotovoltaicas de Corrente Contínua (CC) para Corrente Alternada (CA), usada em casa. Assim, o sistema pode injetar energia elétrica apropriada na rede local e trabalhar de forma integrada, fornecendo condições para utilização dos equipamentos elétricos.

Micro Inversor Solar
Micro Inversor no Sistema de Energia Solar

Os sistemas solares de Geração Distribuída (GD) – que geram energia solar para complementar a energia da rede elétrica e possibilitam economia na conta de luz a seus usuários – tradicionalmente contavam com os chamados inversores string, desenvolvidos para gerenciar blocos de painéis ligados em séries (ou “strings”). Nos últimos anos, no entanto, tem se tornado comum a instalação de micro inversores, que cumprem função semelhante à dos inversores string, porém possuem tamanho reduzido e gerenciam as placas individualmente.

“Podemos dizer que o micro inversor faz um tratamento individualizado de energia enquanto o inversor mais convencional faz um tratamento em série ou conjuntos. O problema de operar com grandes conjuntos de painéis é que se houver perda de geração de energia em um deles – por qualquer fator, como sombreamento ou alguma fissura –, todo o sistema será afetado e entregará menos energia. O micro inversor minimiza isso, já que se apenas um painel apresentar problema ele não afetará os outros, uma vez que cada painel é gerenciado individualmente e entrega toda a sua energia para ser utilizada”, explica Raphael Pintão.

Manuseio mais fácil e maior vida útil

Maiores e mais pesados, os inversores strings normalmente possuem potências superiores às dos micro inversores, mas isso também os torna mais difíceis de serem manuseados por uma só pessoa. Outros diferenciais que têm feito os micro inversores ganharem espaço no mercado de energia solar são a durabilidade e a garantia: esses aparelhos costumam ter de 10 a 15 anos de garantia e de 25 a 30 anos de vida útil (similar à do painel solar). Já o inversor tradicional string geralmente possui de 5 a 7 anos de garantia, dependendo do fabricante, e sua vida útil fica entre 10 e 15 anos.

“Não faz sentido nenhum ter uma placa com vida útil de 30 anos, como são os painéis atuais, ligada a um inversor com vida útil de 10 anos. Ou seja, o retorno compensa sua escolha”, pontua Raphael. “A instalação de micro inversores em um sistema solar pode reduzir o custo de manutenção no longo prazo e garantir melhor aproveitamento de energia por décadas”, acrescenta o sócio-fundador da NeoSolar.

Segurança em Sistemas de Energia Solar

Raphael Pintão explica que os micro inversores também são mais seguros, já que operam em baixas tensões de corrente contínua (até 60 V) enquanto os inversores string utilizam tensões mais altas (de até 1.500 V). Essa característica dos string, além de trazer riscos para o instalador que monta o sistema, também aumenta o risco de choques elétricos e/ou incêndios durante o funcionamento do equipamento.

Pelo fato de operar com tensões elevadas em sua entrada, os inversores string também necessitam de uma caixa de proteção externa obrigatória para segurança, chamada string-box. Esse item não é necessário no caso dos micro inversores, pois operam com tesões extremamente baixas e possuem essa proteção embutida no equipamento, que converte a energia contínua em energia alternada diretamente sobre o telhado.

“Com o micro inversor, a energia já sai como Corrente Alternada próxima da própria placa solar, com níveis de tensão baixos e seguros. Além disso, ele dispensa o uso da string-box e necessita de menos proteções que os inversores tradicionais, que são aparelhos mais complexos e trabalham com tensões mais altas”, compara.

MPPTs no Micro Inversor

A maneira como os MPPTs são utilizados é o diferencial que garante a vantagem competitiva do micro inversor sobre o inversor string. A sigla significa Maximum Power Point Tracking (Rastreamento do Ponto de Máxima Potência, em tradução livre) e representa os algoritmos dos inversores que identificam o ponto de máxima potência para o funcionamento dos painéis solares.

Essa tecnologia encontra as melhores condições na relação entre corrente e tensão para que o sistema gere energia de forma mais eficiente. Em um sistema com micro inversores, o gerenciamento de MPPTs se dá de forma individualizada, enquanto os inversores string observam o conjunto das placas.

A melhor distribuição de MPPTs faz com que o micro inversor gere mais energia que a string, especialmente em instalações com sombreamento, mau funcionamento ou perda de rendimento dos painéis”, afirma Raphael.

Diferença de funcionamento entre o inversor String e o Micro Inversor.
Diferenças de um inversor String para o Micro Inversor

Otimização de sistemas de energia solar

O gerenciamento diferenciado realizado por micro inversores garante que o desempenho ruim de um único painel não afete os demais, mesmo em casos de sombreamento do sistema provocado por folhas, galhos ou outros fatores que podem prejudicar o aproveitamento da radiação solar.

“Cada módulo receberá um tratamento diferenciado para otimizar sua energia, e o sombreamento de um deles terá um impacto restrito e muito menor no sistema como um todo. O tratamento individualizado de cada módulo solar, uma das principais características dos micro inversores, facilita bastante o monitoramento e a manutenção dos sistemas. Isso acaba beneficiando a produção total de forma significativa”, salienta o sócio-fundador da NeoSolar.

Para o executivo, outra questão que torna os micro inversores ideais para projetos residenciais é o fato de que podem ser instalados em painéis em diferentes níveis, com inclinações e orientações variadas, o que não é possível com inversores strings.

“Quando trabalhamos com os inversores string, precisamos que as diferentes placas conectadas estejam direcionadas na mesma orientação para produzir a tensão idêntica ou similar. Não podemos, por exemplo, utilizar o mesmo inversor para painéis que estejam voltados a lados opostos ou em inclinação distinta — uma condição que limita muito as possibilidades na hora da instalação”, complementa.

Os micro inversores também permitem que o desempenho dos painéis seja monitorado de forma remota, inclusive por Wi-fi, com mais facilidade e menor custo de instalação. Além disso, é possível ampliar o projeto apenas com a inclusão de mais placas e do número proporcional de novos micro inversores ao sistema.

Bomba Solar: uma Solução Fundamental para Agropecuária durante a Estiagem

Bombas solares garantem o abastecimento de água no ano inteiro, mas nos meses mais frios e secos elas ganham uma importância ainda maior.

Com a proximidade da estiagem durante o inverno, produtores rurais e pecuaristas procuram soluções para manter a irrigação das plantações e do pasto, bem como manter os rebanhos saudáveis para garantir a produtividade durante o ano todo.

Uma das soluções para suprir as necessidades do período é o bombeamento solar – isto é, o uso de bombas que se alimentam de energia solar fotovoltaica para retirar água dos lençóis freáticos. Assim, é possível ter água para irrigação ou para bebedouros do rebanho sempre que necessário, independentemente da estação.

Saiba Mais:

No Brasil, 72% da água potável disponível é usada na agricultura e pecuária. Conforme dados da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), somente em 2021 o agronegócio foi responsável por 27% do PIB nacional. A importância do setor aponta para a vocação agrícola e pecuarista que vem sendo estimulada desde a década de 1960.

É necessário haver disponibilidade de água para que essas atividades econômicas sejam realizadas de maneira contínua. E essa água precisa frequentemente de fontes de energia para ser direcionada. E, como nem sempre a rede elétrica está disponível, o bombeamento solar entra em cena para contribuir com a agricultura e pecuária mesmo em áreas remotas.

Bombeamento solar: econômico e confiável

A tecnologia de bombeamento solar, utilizada para a captação de água utilizada na irrigação e no abastecimento de bebedouros em pastos, é uma solução confiável no longo prazo. Com ela, é possível garantir que, mesmo em épocas de seca, seja possível manter as atividades agropecuárias ativas, evitando escassez de alimentos, por exemplo.

Além disso, a instalação e a operação de bombas solares trazem economia significativa e ótimo custo-benefício, incluindo como ponto positivo gerar energia limpa, renovável, silenciosa e inesgotável.

Nas cidades, também é possível encontrar finalidades para as bombas solares, como a reutilização da água da chuva para limpeza, o que evita o desperdício de água potável; o abastecimento de caixas d’água; e o bombeamento de água em jardins e açude de chácaras, sítios e fazendas.

Funcionamento das bombas solares

A bomba solar é alimentada por um painel fotovoltaico, sendo autossuficiente, diferente de uma bomba convencional, que utiliza normalmente energia elétrica ou gerador. Após a conversão da energia solar em elétrica, o painel fotovoltaico alimenta a bomba de água com energia elétrica em corrente contínua.

Outra vantagem é que, além de dispensar a energia elétrica em seu funcionamento, a bomba solar também não necessita de bateria estacionária, realizando a captação de água de poços, reservatórios, cisternas e até mesmo de aquíferos.

Saiba Mais:

Tipos de bombas solares

Após a avaliação de um técnico qualificado, é possível definir o melhor kit de bombas para utilização e o tipo de sistema que será instalado no projeto. Existem atualmente três tipos de bombas solares, conforme sua instalação: submersa, de superfície e como gerador para bombas de corrente alternada.

As bombas submersas, como o próprio nome indica, são instaladas dentro de poços, reservatórios ou água corrente. Seu formato é longo e cilíndrico, com boa durabilidade e sem a necessidade de manutenção frequente. São as mais utilizadas em bombeamento solar.

Bomba Solar Submersa em Funcionamento
Bomba Solar Submersa

Já as bombas de superfície, por outro lado, se encontram próximas ao exterior da água, em ambientes de baixa vazão ou com menor profundidade, bombeando para uso direto ou para reservatório. Disponíveis em pequeno e médio porte, são de baixa manutenção, o que faz com que sejam consideradas econômicas.

Bomba Solar de Superfície em Funcionamento
Bomba Solar de Superfície

Entretanto, quando é necessária grande potência de bombeamento, o equipamento ideal é a bomba de corrente alternada (CA), que é ligada a um gerador fotovoltaico utilizado nesse tipo de sistema.

Bombas solares de corrente contínua ou alternada

As bombas solares de Corrente Contínua são as mais comuns e utilizadas, conforme o porte e a necessidade do projeto. Esses equipamentos são fáceis de instalar, exigem pouquíssima manutenção e mantêm sinal elétrico estável mesmo quando instalados a longas distâncias ou submersos em grandes profundidades.

Entre as bombas solares CC, existem aquelas com motor de ímã permanente sem escovas (PM-BLDC) e controlador integrado, indicadas para sistemas de até 5HP ou 10HP de potência. Para distâncias menores, de até 70m ou 80m, também existem bombas PM-BLDC com controlador externo, sem grandes prejuízos na estabilidade do sinal elétrico.

Em relação às bombas Corrente Alternada (CA), sua indicação é para sistemas já existentes em que se deseja apenas trocar a alimentação a diesel por solar, sem substituir a bomba. Nos sistemas acima de 5HP ou 10HP, as bombas CA também se tornam as melhores opções, porque passam a ter custo menor que as bombas PM-BLDC, justificando sua escolha.

Um capítulo à parte são as bombas solares híbridas, que atuam com corrente contínua e alternada, equipamentos de tecnologia avançada que podem ser alimentados por rede ou gerador, bem como pela própria energia solar. Elas utilizam a alimentação CA como backup quando não há luz do sol disponível, por exemplo, quando é necessário bombear água à noite.

Escolhendo a melhor opção de bomba solar submersa

Seguem algumas dicas para escolher a melhor opção de bomba solar para o seu projeto, garantindo eficiência, vida útil e menor necessidade de investimento e manutenção:

1 – Bombas com rolamento axial: Evite bombas solares de baixo custo com rolamentos de esferas, o principal ponto de quebra mecânica;

2 – Lubrificação a água: Bombas de baixo custo normalmente utilizam lubrificação a óleo nos rolamentos, com vedação mecânica. Se houver falha na vedação, os poços podem ser contaminados, causando prejuízo e desperdício de água. Os rolamentos também podem ser prejudicados no processo. Prefira bombas lubrificadas com filme fino de água, mais eficientes, sem quebras e contaminações indesejadas;

3 – Bombas de aço inox: As bombas de aço inox apresentam melhor qualidade e durabilidade em relação às de bombeadores de plástico, recomendados apenas para líquidos corrosivos. É preciso também ter atenção à espessura mínima do aço utilizado na bomba, para evitar vibrações e ter maior durabilidade em contato com a água;

4 – Motor PM BLDC: Não utilize bombas com escovas, que possuem baixa durabilidade e eficiência. A melhor escolha é o motor CC com ímã permanente, que exige menos manutenção.

Webinar gratuito no YouTube explica como funciona o Bombeamento de Água por Energia Solar

Equipamento capaz de garantir o abastecimento de água em locais isolados — como algumas propriedades rurais — ou sem acesso à rede elétrica, as bombas de água movidas por energia solar têm gerado interesse cada vez maior no mercado brasileiro. Para explicar o funcionamento dessa tecnologia, a NeoSolar, líder no setor solar, promove no próximo dia 18 de maio (quarta-feira), às 15h (horário de Brasília), o Webinar 100% gratuito Bombeamento de Água por Energia Solar.

O evento será transmitido no YouTube, por link disponibilizado para quem realizar a inscrição pelo site.

Curso NeoSolar Bombeamento Solar
Para explicar o funcionamento das Bombas Solares, a NeoSolar promove Webinar 100% gratuito Bombeamento de Água por Energia Solar (Crédito da Imagem: NeoSolar)

A apresentação será realizada por Paulo Frugis, engenheiro com mais de 30 anos no setor elétrico nacional que também é o professor do Curso Online de Bombeamento da NeoSolar, um programa completo sobre o assunto que será lançado durante o webinar.

“Preparei uma apresentação de cerca de quarenta minutos, na qual começarei trazendo conceitos básicos sobre bombeamento solar a quem ainda não é familiarizado com o assunto. Na sequência, darei algumas dicas para quem já trabalha com bombeamento e quer entender melhor os equipamentos – explicarei tudo sobre aplicações e a instalação, que geralmente é simples. E, por fim, ficarei disponível para tirar todas as dúvidas de quem participar do webinar pelo chat”, comenta Paulo Frugis.

Saiba Mais:

Ao final da aula aberta, Frugis explicará melhor o programa do Curso Online de Bombeamento Solar, que será disponibilizado 100% online e com desconto para quem assistir ao webinar. “A ideia é que o webinar já dê um bom embasamento sobre o assunto. Para quem quiser se especializar mais, recomendarei o curso, que tem uma grade de aproximadamente12 horas, com 07 módulos e conta com diversos materiais extras, além do conteúdo ficar disponível por 45 dias para estudo a qualquer hora, e de disponibilizarmos diversos canais para que os alunos tirem dúvidas comigo e com a equipe”, acrescenta o professor. 

Bombeamento Solar

As maneiras de se utilizar energia solar são extremamente amplas — e nem sempre se comenta sobre uma de suas aplicações mais importantes: o bombeamento de água. É graças aos sistemas movidos à energia do sol que propriedades rurais de todos os cantos do Brasil possuem abastecimento de água ao longo de todo o ano (não apenas para cultivo agrícola e alimentação de gado, mas inclusive para consumo humano de água limpa). E é com bombas solares também, que comunidades isoladas, distante dos centros urbanos do país podem contar com água potável.

Os sistemas de bombeamento solar podem estar conectados à rede elétrica (como em sistemas híbridos que permitem o uso de energia para backup), mas é muito comum que essas aplicações sejam Off Grid (autossuficientes, que geram energia solar de forma independente, mesmo distante das redes de distribuição das concessionárias). Afinal, nesses lugares é muito mais barato instalar um sistema de bombeamento solar do que fazer com que uma rede da concessionária de energia chegue até ali.

Bomba Solar Submersa Funcionamento
Bombeamento de Água no Sistema Off Grid (Crédito da Imagem: NeoSolar)

Uma grande vantagem dos sistemas de bombeamento de água é que eles podem ser instalados de modo simples, com painéis solares ligados diretamente na bomba, utilizando qualquer fonte de água, como uma represa, açude ou nascente. Após a instalação, propriedades rurais podem contar com água limpa e constante mesmo em períodos de seca ou estiagem. Em comunidades isoladas, longe dos centros urbanos, mesmo ribeirinhas, podem utilizar o bombeamento solar para tratamento, e assim, terem acesso à água limpa e impedir a proliferação de diversas doenças.